sábado, 22 de dezembro de 2012

Meio mandato já se foi

D. Dilma vai completando o segundo ano de um governicho pra lá de medíocre, como já se podia esperar. Lula desgovernou no segundo mandato e mandou às favas qualquer prudência na reta final, tudo valendo para eleger o poste. Gastou o que podia e o que não podia e gastou mal, gastou em projeto eleitoreiros, de resultados rápidos e tonitroantes, mas de benefícios duvidosos. Nada investiu em infra-estrutura nos seus oito anos, apesar das balelas de PAC, etc.
A economia mundial ia bem até o final de 2008 e Lula tirou proveito político disso. O Brasil era visto como a bola-da-vez para os investimentos e uma enxurrada de dólares correu para cá. E, principalmente, Lula tinha Meirelles como presidente do Banco Central, a quem manteve, apesar da chiadeira do PT e das "isquerdas".
O poste foi eleito, a economia mundial já estava paralisada, Meirelles saiu, a China pisou no freio e aí, como diz Warren Buffet: "Na hora em que a maré baixa, é que se vê quem estava nadando pelado." 
Agora que o governo Dilma chega à metade do mandato, o Brasil mostra a bunda pro mundo todo. Cadê o PAC?  Cadê os investimentos em energia elétrica? no aumento de produção da Petrobrás? nas estradas, nos metrôs, nos portos? A falta de "timing" foi tanta que há 8/9 meses D. Dilma estava reclamando do excesso (que ela chamou de tsunami) de dólares entrando na nossa economia! A fonte secou repentinamente e daqui pouco estaremos de pires na mão pedindo aos estrangeiros que voltem a investir aqui. A única coisa que D. Dilma conseguiu foi desvalorizar a moeda brasileira em 25%, espantar os investidores com seu intervencionismo excessivo e fazer a inflação disparar!
Dilma é uma péssima jogadora, daquelas que blefa e depois corre da mesa. Foi à Rússia falando grosso, que só ia comprar helicópteros russos se eles liberassem a compra de carne do Brasil. Foi e voltou falando...fino. Os russos não liberaram a compra da carne, mesmo assim ela colocou o pedido da compra dos helicópteros!
O pior para nós é que enquanto Dilma faz que vai e não vai, faz que vem e não vem, o país vai parando. Os Estados Unidos, que são o símbolo da crise, cresceram no último trimestre, mais de 3%! Nós, estamos abaixo de 1% e não adiantam promessas de que em 2013 vai ser diferente. Essa mesma turma, Dilma, Mantega e Tombini, anunciou um crescimento de mais de 4% para 2012 e o resultado foi o vexame que se viu. Nada indica que vão acertar suas profecias agora.
Um axioma econômico diz que "sem investimento, não há crescimento". Isso vale para as empresas privadas e vale para as nações. Com  D. Dilma espantando os investidores estrangeiros e não havendo poupança interna para investir, o crescimento econômico não cairá do céu, como milagre. Nem mesmo sendo 2013 um ano cabalístico, ou talvez, até por isso mesmo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

2013 - Ano do Acerto de Contas

O falastrão, que estava mudo, abriu a boca novamente. Provavelmente  estimulado pela platéia de puxa-sacos babões no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, sentiu-se novamente à vontade para falar as bobagens de sempre.
Claro, sem mencionar o nome de Marcos Valério ou da Rose, porque, nessa área, em que ele deve explicações ao povo brasileiro, o Molusco não tem nada a dizer.
Mas, diante de uma platéia amestrada, não poderia perder a oportunidade de fazer a auto-louvação e desferir ataques rasteiros aos seus supostos adversários, ou seja, todo mundo que não concorda com seus métodos. Por milagre não falou mal de FHC desta vez!
Mas, dentre as "pérolas" que soltou, duas chamam à atenção:"Vocês não podem perder de memória que nós, no sindicato, quando queríamos falar mal de patrão, a gente falava da Volkswagen, da Ford e da Mercedes Benz. Por que delas? Porque eram as três maiores. Ninguém iria falar de fabriquinha"
Isso ilustra muito bem o pensamento do Molusco. Deixa claro que  as fabriquetas podiam fazer o que quisessem. Podiam não se importar com as condições de trabalho, com a segurança e/ou o direito dos operários que o sindicato não as incomodava. Por outro lado, as multinacionais, com certeza com gestão muito mais organizada e  maior responsabilidade social, eram as vítimas do ataque sindical. Por quê? 
Lula, responde: porque isso dava publicidade, visibilidade ao ataque. Ou seja, era tudo um jogo de cena. Ninguém estava ali preocupado com as condições de trabalho, mas com a exploração política e demagógica que poderiam fazer disso. Muito claro, Sr. Lula! É isso mesmo que pensamos que você faz.
A segunda "pérola" foi: " Só existe uma possibilidade de eles me derrotarem: trabalhar mais do que eu. Mas se ficar um vagabundo numa sala com ar-condicionado, falando mal de mim, vai perder"  
É o velho jogo de estimular o ressentimento de pobres contra ricos e vice-versa. Até parece que Lula continua morando na caatinga. Não transita em salas com ar condicionado, ora em Paris, ora do Instituto Lula. E - todos sabemos - trabalha demais, como trabalha. Dá até pena!
Lula não deixa de ser Lula. É incorrigível, mas agora parece que a sorte virou e vai acabar tendo que responder pelos seus atos cometidos contra a nação. O ano de 2013, coincidentemente, vai ser o ano do acerto de contas com o verdadeiro chefe da quadrilha.






segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Obrigado, ministro Joaquim.



Chega! Depois dessa overdose de mensalão, após 53 sessões plenárias do Supremo, chegou-se ao fim. Missão cumprida, ministro Joaquim Barbosa! E, dia-se de passagem, cumprida a duras penas. Além de um problema de saúde que lhe inflige dores excruciantes durante as intermináveis sessões, teve que enfrentar pressões de toda ordem e magnitude, todos os dias e por todos os lados. 

E com um agravante maior: ter suportar o min. Lewandowski com seu notório e absurdo empenho em livrar a cara dos assaltantes da República. E até no final, S. Excia teve que se defrontar com mais uma alfinetada, absolutamente desnecessária.
Incompreensivelmente o min. Marco Aurélio se rebelou contra o pronunciamento do presidente do Tribunal que, ao encerrarem-se os trabalhos, quis agradecer aos seus colaboradores diuturnos desses últimos sete anos. Sem o empenho e a disposição desses funcionários,  até além de suas obrigações funcionais, é muito provável que a AP 470 ainda estivesse nas "gavetas" do STF. Entretanto o min. Marco Aurélio não concordou com os elogios que o min. Barbosa tecia aos seus colaboradores e se retirou do plenário em protesto. 
Para o povo brasileiro o que deve parecer essa atitude? Diante de tanta desfaçatez e de tantos crimes desfiados por meses à vista da nação, o ministro Marco Aurélio não mostrou a mesma indignação; ao contrário, se postava sempre com um sorriso irônico. 
Diante dos elogios, como os que fez o min. Lewandowski a um criminosos ao fim condenados pelo Supremo, como Genoíno e Zé Dirceu, ou como os que fez o ministro Dias Tóffoli à Sra. Kátia Rabello, o ministro Marco Aurélio não esboçou tampouco qualquer reação. 
Não considerou anti-regimental um ministro assumir a posição de advogado de defesa dos réus. Não considerou impróprio à liturgia do cargo um juiz fazer o elogio dos réus durante o julgamento ao votar. Mas considerou impróprio o min. Barbosa elogiar seus subordinados ao final dos trabalhos. E se retirou do plenário em atitude desrespeitosa, impolida e vulgar.

Entretanto, sinta-se premiado ministro Joaquim. Do mesmo modo como há amizades que depreciam, há inimizades que enaltecem. Há certas pessoas, das quais, o menosprezo é uma honra, um galardão.
Mesmo que muita gente ainda não saiba o bem que o ministro Joaquim Barbosa fez a elas, um dia isso será reconhecido e podem ter a certeza que esse ministro entrou definitivamente para a história e para o panteão dos heróis brasileiros. Obrigado, ministro Joaquim!

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