terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Olha o caos chegando!

 Eu queria colocar aqui uma preocupação: as próximas eleições serão um marco decisivo na nossa história. Ou vamos para totalmente para a esquerda ou para a direita. São duas visões opostas e conflitantes de mundo e de valores. A questão que se põe é que a esquerda já tem seu candidato, que está fazendo campanha desde sempre, mas a direita está completamente dividida. Eu, particularmente, acho que os filhos do Bolsonaro são desagregadores. Tem que ser o que eles querem, do jeito que eles querem e não é assim que se faz política. Política é a arte de encontrar um denominador comum, cada um tem que ceder um pouco, tem que pôr de lado a vaidade ou as vantagens pessoais. Se nós, da direita, continuarmos assim, mais uma vez o PT ganha as eleições e - podem escrever - o país será destruído. Iremos, aos pouco, nos tornar uma Venezuela.

A direita precisa encontrar um nome que tenha chances de ganhar, com índice de rejeição baixo, e se unir em torno desse nome. Para mim, a chapa ideal seria Tarcísio e Michelle. Se os filhos forem altruístas e estiverem realmente pensando no país, retirariam a candidatura do Flávio e apoiariam essa chapa. Para isso acontecer, é preciso que os bolsonaristas façam pressão, decidam apoiar publicamente o Tarcísio. Se não, preparemo-nos para o caos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Liberdade, ainda que Utopia


Regimes totalitários são visceralmente contra a livre informação. Por quê? Porque a livre informação produz livres pensadores. Ora, totalitarismo e liberdade obviamente não coexistem, pois são coisas mutuamente excludentes. Do mesmo modo, totalitarismo e livre informação também não podem coexistir. Por outro lado, não existe produção e circulação de conhecimento sem livre informação. Em decorrência, a gênese de conhecimento fica comprometida sob o totalitarismo, qualquer que seja ele. É por isso que em um ambiente de cultura e de ciência, tal como nas melhores universidades do mundo, a liberdade de comportamento e de opinião é a regra e o direito à contestação e ao contraditório é considerado sagrado.

 Tudo o que leva a um maior conhecimento, leva a uma maior liberdade e vice-versa. E o totalitarismo (seja político, religioso, ou de qualquer tipo) ao impedir um, impede o outro. O que é triste é que esse totalitarismo insidioso, infiltra-se hoje em todos os domínios. Até a universidade, antigo templo do saber, está a se transformar em uma máquina caça-níquel (pelo menos no Brasil), que finje que ensina aos alunos bestificados, que finjem que aprendem. 

Ó gerações de autômatos, zumbis, que seguem, "felizes" o Grande Irmão, acordem! Há um outro modo possível de vida! Vocês são os modernos escravos, criados, preparados e domados para dar ao Grande Irmão todos os dólares que ele avidamente necessita e dos quais nunca se sacia. Suas mentes foram programadas para não pensar, para fazer o que querem que vocês façam, a fim de satisfazer seus donos sem questionamentos. O que vocês produzem e, guiados pela propaganda, consomem, é apenas a ilusão que o Grande Irmão lhes apresenta e que vocês crêem ser o ideal de vida. 

No entanto, ao abrirmos mão da liberdade, estamos a abrir mão da própria alma. E estamos a abrir mão da própria felicidade, que é um estado de totalidade, de plenitude, de inteireza, de integração do Ser. Ao cedermos ao totalitarismo, deixamos de ser totais nós mesmos. Cedemos nossa alma, nossa energia, nossa libido, nossa vontade, ao "status quo" que nos oprime e tentamos depois, desesperadamente, preencher esse vazio que ficou, com as coisas efêmeras que nos são oferecidas por empréstimo ou esmola. Da mesa do banquete dos donos desse mundo é que caem as migalhas, na pretensão, não de satisfazer, mas de aquietar.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Correndo atrás do próprio rabo

 O Brasil é um país que anda em círculos! Quanto mais andamos, mais chegamos ao mesmo lugar. Agora mesmo parece que estamos assistindo a um filme velho, com os mesmos atores canastrões, as mesmas figuras manjadas, as mesmas caras safadas, o mesmo papel. Uma pornochanchada da pior qualidade.

A economia está se desmanchando, mais uma vez. A inflação, principalmente dos alimentos, volta a assombrar e corroer o poder de compra dos salários. Como consequência, os juros sobem também, prejudicando a produção e os investimentos. Já vimos esse filme no apagar das luzes do governo Dilma e,  por essa toada, a recessão brava não demora a se instalar de novo. 

O governo Lula recebeu um país saneado, com superavit primário e inflação sob controle. Apesar dos ataques politiqueiros, o agronegócio ia colocando o Brasil entre os maiores produtores de alimentos no mundo. Ao assumir o governo, com todo o oba-oba dos petralhas, acharam que iam deitar e rolar como já haviam feito. A gastança desenfreada comprando apoios e beneficiando os "de casa" veio com força, como se o mundo fosse acabar depois deles. "Aprés moi, le diluge" já disse uma cabeça coroada francesa, prevendo que outras cabeças rolariam em um dilúvio de sangue.

Lula se faz de Maria Antonieta, mandando o povo, que não tem pão, comer picanha. E viaja sem parar, usufruindo daquilo que serão as suas últimas benesses no poder. Ele sabe disso, portanto, quer aproveitar o máximo que conseguir. Depois, pode ser que seja encarcerado de novo. Quem sabe? O poder é mutável e volúvel como uma prima-dona. Quem diria, por exemplo, que Donald Trump voltaria à presidência?

Os ratos já começaram a abandonar o barco furado. Sensibilidade para isso eles tem. Agora é aguentar esse ano e meio de desmandos e roubalheira, para reconstruirmos, mais uma vez, o país em 2027.

Vamos ver se então, conseguiremos sair do círculo vicioso definitivamente.

Seguidores do Blog

No Twitter:

Wikipedia

Resultados da pesquisa