quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Liberdade, ainda que Utopia


Regimes totalitários são visceralmente contra a livre informação. Por quê? Porque a livre informação produz livres pensadores. Ora, totalitarismo e liberdade obviamente não coexistem, pois são coisas mutuamente excludentes. Do mesmo modo, totalitarismo e livre informação também não podem coexistir. Por outro lado, não existe produção e circulação de conhecimento sem livre informação. Em decorrência, a gênese de conhecimento fica comprometida sob o totalitarismo, qualquer que seja ele. É por isso que em um ambiente de cultura e de ciência, tal como nas melhores universidades do mundo, a liberdade de comportamento e de opinião é a regra e o direito à contestação e ao contraditório é considerado sagrado.

 Tudo o que leva a um maior conhecimento, leva a uma maior liberdade e vice-versa. E o totalitarismo (seja político, religioso, ou de qualquer tipo) ao impedir um, impede o outro. O que é triste é que esse totalitarismo insidioso, infiltra-se hoje em todos os domínios. Até a universidade, antigo templo do saber, está a se transformar em uma máquina caça-níquel (pelo menos no Brasil), que finje que ensina aos alunos bestificados, que finjem que aprendem. 

Ó gerações de autômatos, zumbis, que seguem, "felizes" o Grande Irmão, acordem! Há um outro modo possível de vida! Vocês são os modernos escravos, criados, preparados e domados para dar ao Grande Irmão todos os dólares que ele avidamente necessita e dos quais nunca se sacia. Suas mentes foram programadas para não pensar, para fazer o que querem que vocês façam, a fim de satisfazer seus donos sem questionamentos. O que vocês produzem e, guiados pela propaganda, consomem, é apenas a ilusão que o Grande Irmão lhes apresenta e que vocês crêem ser o ideal de vida. 

No entanto, ao abrirmos mão da liberdade, estamos a abrir mão da própria alma. E estamos a abrir mão da própria felicidade, que é um estado de totalidade, de plenitude, de inteireza, de integração do Ser. Ao cedermos ao totalitarismo, deixamos de ser totais nós mesmos. Cedemos nossa alma, nossa energia, nossa libido, nossa vontade, ao "status quo" que nos oprime e tentamos depois, desesperadamente, preencher esse vazio que ficou, com as coisas efêmeras que nos são oferecidas por empréstimo ou esmola. Da mesa do banquete dos donos desse mundo é que caem as migalhas, na pretensão, não de satisfazer, mas de aquietar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seja bem vindo! Deixe aqui seu comentário:

Seguidores do Blog

No Twitter:

Wikipedia

Resultados da pesquisa