terça-feira, 14 de abril de 2015

Quartel de Abrantes

Dilma conseguiu ser pior do que sempre foi. Ou tem muita coragem, ou é uma louca inconsequente! Escolheu para ministro na vaga de Joaquim Barbosa, o pior nome que poderia ter escolhido, o do Sr. Luiz Edson Fachin, que, nada mais nada menos, é aquele que fez um discurso inflamado de argumentos petistas em apoio explícito à candidatura Dilma. Ver o vídeo abaixo:


Pois foi esse jurista, um jurista que tem lado,  que ela indicou para ministro da Suprema Corte, essa mesma corte que vai julgar os políticos envolvidos no maior escândalo do mundo capitalista. Qual será a isenção desse ministro?
Mesmo que ele se revele uma sumidade da ética e da equanimidade, não havia outro nome, menos comprometido com a história do PT, para indicar? Nem que fosse por respeito ao Supremo Tribunal, em um momento tão delicado da nossa história?
É descaso demais com o país. É pensar só no próprio umbigo. Ou então o medo é muito grande, tão grande que ultrapassa escrúpulos de qualquer natureza.
O fato é que essa gente está disposta a "fazer o diabo" para não largar o osso. E estão fazendo mesmo.
Dilma já desistiu de "dialogar" com as ruas. Sabe que não há mais quem a escute ou acredite em suas baboseiras e mentiras. Agora fala só "para dentro", para o público interno, para aqueles que estão interessados em saber como vão se safar da cadeia. Esse público interno deve estar entendendo o recado: "fiquem quietos, fique calados, que a gente vai dar um jeito".
Depois, esperam eles, tudo volta a ser como antes no quartel de Abrantes.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Corrupção fatal

O desvio de dinheiro público é o pior dos crimes que podem ser cometidos contra uma nação. Deveria ser elevado ao nível de genocídio e ser inafiançável e imprescritivel. 
Roubar dinheiro público é enfiar a mão no bolso de cada um dos compatriotas. É equivalente a um ato de alta traição à pátria. A corrupção em nível privado é danosa, desrespeita a isonomia, desestimula o mérito e o esforço, provoca gastos desnecessários mas seus efeitos são limitados às esferas locais.

A corrupção em nível público é outra coisa muito, muito diferente. É um tsunami devastador. O dinheiro público, que se rouba, retira das pessoas as oportunidades, os direitos, até as garantias constitucionais, tais como, a garantia à saúde, à vida, à educação, à moradia, à segurança.
O roubo de dinheiro público subtrai, das crianças e adolescentes, o direito a frequentar uma escola pública de bom nível, subtrai dos idosos o direito a ter uma assistência à sua velhice e a uma aposentadoria digna. 

O roubo de dinheiro público cria delinquentes, alimenta o crime organizado, desmoraliza a polícia, destrói a segurança pública, sucateia as estradas, os portos, os aeroportos, os metrôs, a infraestrutura urbana. promove o descrédito às instituições, enfim, solapa todos os fatores civilizatórios e de coesão social.
Promove o caos urbano, a ineficiência dos agentes públicos, o baixo nível de desenvolvimento, o desemprego, o atraso tecnológico, a falta de perspectiva, enfim, tolhe o futuro da nação!

Tudo isso para beneficiar uma meia dúzia de privilegiados, uma casta que assalta e domina a estrutura de poder. È um crime bárbaro, sem perdão, sem clemência, sem contemporizações.
Quem rouba o seu país, no meu ponto de vista, não merece viver nele. Deveria ser alijado da sociedade pelo restante de sua vida.
O ministro Marco Aurélio, do Supremo, disse recentemente que "cadeia não recupera ninguém". Pois bem, se é assim, deveria, a meu ver, ser um motivo adicional de se trancafiar em prisão perpétua os ladrões de dinheiro público. São irrecuperáveis para a sociedade e não há interesse da sociedade em recuperá-los, portanto não deveriam nunca mais participar do convívio social.
É claro que num país  "bonzinho" como o Brasil isso jamais acontecerá. Nesse país das maravilhas em que há duas realidades, uma nas ruas, outra nos papéis, os bandidos de qualquer estirpe são os que detém o maior número de direitos, enquanto o cidadão honesto, que trabalha para sustentar essa corja toda, não tem direito a nada.





terça-feira, 7 de abril de 2015

O potresto dos "ricos" e o afundamento do governo Dilma

Um dos argumentos de plena má fé usado pelos petistas para defender seus desgovernos era que os "ricos" estavam descontentes porque os "pobres" estavam consumindo.
Como se a população brasileira fosse tão ignorante a esse ponto. Como se o dinheiro dos pobres valesse menos que o dos ricos. Como se o consumo dos pobres não fosse muito mais expressivo em quantidade, que o consumo dos ricos. Como se o fato de uma pessoa ter ganho dinheiro na vida e se tornado "rico" a fizesse odiar os que não conseguiram fazer o mesmo.
A aceitar esse argumento, agora então deveria todo mundo estar contente, pois os pobres não estão consumindo mais. Por que então a classe média e os "ricos" estão indo para as ruas bater suas panelas "le creuset"?
O raciocínio não fecha. Mas quem disse que o esquerdismo se importa com a coerência? Quem disse que se importa com a verdade? O que lhes interessa é a máscara, a versão. Foi assim com Stalin, é assim em Cuba, na Coréia do Norte e na Venezuela e tentam fazer também assim no Brasil.
O Exu de Garanhuns, ao ver que perdeu o bonde, tenta agora enfiar as bandeiras vermelhas nos protestos dos "ricos". Lula convocou a militância a "aderir" aos "potrestos".
Seria de rir se não fosse pra chorar. Hoje, por sinal, houve um sinal da CUT por todo o país. Os gatos pingados de barbas ensebadas e patéticas bandeiras vermelhas se fizeram mostrar em várias cidades, demonstrando que são bons e obedientes servos do petismo. O chefe mandou!...
Lula não se dá conta que seu tempo passou. Sua aura romântica de líder sindicalista vociferante em cima de um caminhão, só atiça os ânimos e os humores, hoje, de velhotas do PC do B, renitentes ex-estudantes da USP e... Marilena Chauí, é claro. Freud explica.
No mais, ninguém quer saber de Lula, menos ainda de Dilma. O que o povo quer é o dinheiro de volta, a honradez de volta, o respeito de volta. Aliás, nem manobras políticas, essa gente consegue mais fazer. Dilma tentou colocar o Eliseu Padilha do PMDB na Secretaria das Relações Institucionais para fazer a articulação política e o Padilha disse que não, obrigado!
Convite de Dilma nesse fim de festa é mais ou menos como um convite do Schettino para jantar no Costa Concórdia pouco antes do abalroamento.

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