O Brasil está se desmanchando em frente aos nossos olhos! É a falência do Rio, é o estado de calamidade financeira do Rio Grande do Sul, são os demais estados que daqui a pouco vão engrossar a fila da mendicância, é o próprio governo federal que sequer consegue aprovar um plano de emergência, é o Congresso que funciona como um covil de bandidos e que, diante de todo esse caos só age para tentar se safar, é o STF que não cumpre seu papel de fazer justiça e trancafiar os criminosos com foro privilegiado.
É claro que sempre há gente que vai dizer que está tudo normal e que as instituições estão funcionando! Uma ova! Qual instituição está funcionando regularmente e cumprindo seu papel? A maior parte delas está infestada de gente que, ou é corrupta, ou não quer saber de nada que não seja o seu mesquinho interesse individual. É desalentador e, ao mesmo tempo, era absolutamente previsível! O crime organizado planejou isso e colocou em prática o seu plano, que era e ainda é o de infiltra-se cada vez mais nas instituições do Estado e de lá controlar as coisas a seu favor.
É o que faz o crime organizado em qualquer lugar do mundo. O que não estava previsto e só acontece aqui, é que o crime organizado encontrou um forte aliado já alojado dentro da estrutura de poder e que com ele se aliou. Muito fácil para as duas partes.
É irônico saber que o PCC e o Comando Vermelho se originaram dentro das prisões, na época da ditadura militar, pelo contato dos presos políticos com os presos comuns do tráfico, do crime, até então, desorganizado. Os traficantes aprenderam táticas e estratégias com os "guerrilheiros" e se organizaram a partir daí, surgindo depois na cena urbana como PCC e Comando Vermelho, que, entretanto, em função do seu "ramo de negócios" permaneceram na clandestinidade, embora apoiando e recebendo apoio de alguns agentes políticos.
Do lado, o da estrutura formal do Estado, outra ponta do crime organizado (as empreiteiras) que também já atuava manipulando agentes públicos, de repente, se viu no paraíso. Não era mais questão de corromper indivíduos. A corrupção passou a ser um fenômeno de linha de montagem, de produção em massa, gerenciável, planejável. Dava até para calcular a taxa de investimento versus o retorno, o "pay back". E com risco zero, até que surgiu um Juiz, com letra maiúscula. Esse homem, esse herói nacional, fez um benefício ao país maior do que qualquer pessoa tenha feito desde que Cabral, o primeiro, chegou aqui.
O país está se desmanchando, ou pelo menos, aquilo que nos parecia ser o país, mas que era só fachada. Mas há uma ponta de esperança, se os inimigos da pátria não conseguirem fazer tudo virar uma pizza mais uma vez. É agora o momento mais perigoso. Podemos ganhar ou perder tudo o que foi feito até agora para extirpar esse câncer. É agora que temos que ficar atentos e nos mobilizar ainda mais nas ruas e nas redes para que a vontade do povo prevaleça.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
domingo, 20 de novembro de 2016
A ira do povo
O povo invadiu a Casa do Povo, na semana passada; A grande imprensa, capitaneada pela Folha, trouxe vários artigos, em que se destacavam o "pedido de intervenção militar"!
Para começar não foi bem assim. Os manifestantes gritaram palavras de apoio ao juiz Sérgio Moro e às 10 medidas contra a corrupção, cantaram o hino nacional, repetiram que a cor da nossa bandeira "jamais será vermelha".
Eu não vi, mas se houve pedido de intervenção militar, ele foi discreto. Entretanto, isso é que é a manchete de todos os artigos, que comentam, e condenam obviamente, a tal manifestação. Por quê o espanto?
Ninguém devia se espantar se um grupo de cidadãos, cansados de ser espoliados ano após ano por bandidos encastelados no poder, quando sente uma esperança de que as coisas vão mudar e percebe que essa esperança pode ser frustrada pelos mesmos bandidos, resolve então agir por conta própria e pedir auxílio. Pedir auxílio a quem mais senão aos militares?
Ao Ministério Público que está sendo também ameaçado? Aos juízes de primeira instância que serão as vítimas, caso passem essas leis espúrias? Ao executivo que não apoia oficialmente, mas assiste feliz a esse espetáculo deprimente de auto-anistia? Ao Supremo, que não se move e permite que continue ameaçando as instituições um personagem tão daninho quanto Renan Calheiros? A quem o povo vai pedir auxílio? Aos bispos da CNBB?
Só resta ao povo, amotinar-se nas ruas, nas praças, invadir o Congresso e dar voz de prisão aos bandidos que ali se refugiam, ou pedir o auxílio da única esperança que lhe resta: o Exército Brasileiro! O povo, ao contrário do que dizem os "inteligentes", confia nas Forças Armadas. Considera-as leais, honestas e patrióticas. Nunca se decepcionou com elas!
Não estou defendendo a ditadura militar, nem nenhuma outra, mas fazendo, pura e simplesmente, uma constatação. Na hora em que tudo falha, o povo apela às Forças Armadas. Foi assim em 64. O povo saiu às ruas pedindo a intervenção militar. Isso não quer dizer que o povo prefira a ditadura. Isso quer dizer que a classe política falhou em oferecer soluções à nação.
Ainda é tempo de esses políticos reverem suas posições e se submeterem à Justiça, aqueles que devem. Se insistirem em salvar a si próprios às custas de manobras espúrias, a ira do povo pode se extravazar e aí, como um dique rompido, não haverá quem controle.
Para começar não foi bem assim. Os manifestantes gritaram palavras de apoio ao juiz Sérgio Moro e às 10 medidas contra a corrupção, cantaram o hino nacional, repetiram que a cor da nossa bandeira "jamais será vermelha".
Eu não vi, mas se houve pedido de intervenção militar, ele foi discreto. Entretanto, isso é que é a manchete de todos os artigos, que comentam, e condenam obviamente, a tal manifestação. Por quê o espanto?
Ninguém devia se espantar se um grupo de cidadãos, cansados de ser espoliados ano após ano por bandidos encastelados no poder, quando sente uma esperança de que as coisas vão mudar e percebe que essa esperança pode ser frustrada pelos mesmos bandidos, resolve então agir por conta própria e pedir auxílio. Pedir auxílio a quem mais senão aos militares?
Ao Ministério Público que está sendo também ameaçado? Aos juízes de primeira instância que serão as vítimas, caso passem essas leis espúrias? Ao executivo que não apoia oficialmente, mas assiste feliz a esse espetáculo deprimente de auto-anistia? Ao Supremo, que não se move e permite que continue ameaçando as instituições um personagem tão daninho quanto Renan Calheiros? A quem o povo vai pedir auxílio? Aos bispos da CNBB?
Só resta ao povo, amotinar-se nas ruas, nas praças, invadir o Congresso e dar voz de prisão aos bandidos que ali se refugiam, ou pedir o auxílio da única esperança que lhe resta: o Exército Brasileiro! O povo, ao contrário do que dizem os "inteligentes", confia nas Forças Armadas. Considera-as leais, honestas e patrióticas. Nunca se decepcionou com elas!
Não estou defendendo a ditadura militar, nem nenhuma outra, mas fazendo, pura e simplesmente, uma constatação. Na hora em que tudo falha, o povo apela às Forças Armadas. Foi assim em 64. O povo saiu às ruas pedindo a intervenção militar. Isso não quer dizer que o povo prefira a ditadura. Isso quer dizer que a classe política falhou em oferecer soluções à nação.
Ainda é tempo de esses políticos reverem suas posições e se submeterem à Justiça, aqueles que devem. Se insistirem em salvar a si próprios às custas de manobras espúrias, a ira do povo pode se extravazar e aí, como um dique rompido, não haverá quem controle.
Chilique do Garotinho
Viralizou na internet o chilique do Garotinho. Ao ser colocado na ambulância com destino a Bangu, se debatia e esperneava, fazendo uma birra digna de criança mimada. E sua filha, histericamente, gritava o tempo todo, como se ele estivesse sendo levado para um forno crematório e não para um presídio que até recentemente era administrado pela sua família.
Essas pessoas se espantam. Não acreditam no que está acontecendo. Afinal, que país é esse, que prende políticos que até ontem eram donos de seus feudos eleitorais, senhores de baraço e cutelo.
Compreendo que seja difícil para essas pessoas aceitar que o braço da Lei os atinja, porque estavam muito mal acostumadas. Desde o primeiro Cabral, a impunidade para os do "andar superior" sempre foi a regra. Nunca houve realmente cidadania neste país, pois isso pressupõe a igualdade perante a Lei. Essa igualdade está escrita na nossa Constituição, mas até então foi letra morta. Os nossos presídios ainda são a confirmação desse fato. Estão cheios de pobres e pretos e muito poucos criminosos de colarinho branco.
Esses, entretanto, são os piores. Eles são responsáveis por centenas, milhares de mortes por abandono, por falta de hospitais e de tratamento, por carência alimentar, por pestes como a dengue e chikungunya. Eles são responsáveis por roubar o futuro de várias gerações ao impedir que tivessem acesso à educação. São os responsáveis pelo sofrimento de milhares de famílias, pela pobreza crônica, pela ignorância, pelo atraso tecnológico, pelo subdesenvolvimento, pela violência urbana permanente, pela ameaça do narcotráfico, pela falta de infraestrutura, pelas mortes nas estradas, pelo horror do transporte urbano, pelos viadutos que caem, pelas ciclovias que desabam.
São verdadeiros genocidas, traidores da pátria. Deviam ser condenados à pena de morte e fuzilados em praça pública! não menos que isso. Claro, que nossa Constituição não permite. Somos um país de bonzinhos. Somos os bonzinhos que só pensamos em cada um pra si e o resto que se dane. É essa "bondade" que nos fez chegar onde chegamos.
Já que condenados à morte não serão, pelo menos que mofam nas cadeias, nos presídios que nunca mereceram a atenção deles quando governavam.
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