O presidente do Supremo, min. Joaquim Barbosa, mais uma vez disse a verdade nua e crua, com todas as letras, e sem salamaleques, nem rapapés. Disse que os partidos políticos são de mentirinha, que não têm consistência ideológica nem programática, que querem o poder pelo poder, que o Congresso é inteiramente dominado pelo Executivo e que isso é uma afronta à independência dos poderes, consagrada como cláusula pétrea na Constituição.
Não disse mais que a verdade que todos nós sabemos, sentimos e que ninguém diz porque não é de bom tom.
O nosso Parlamento historicamente nunca foi lá de grande independência. Durante as várias ditaduras e regimes autoritários que tivemos o Congresso se mostrou, ou subserviente, ou foi fechado, ou extinto. O mesmo se pode dizer também, infelizmente, do poder Judiciário, que se submeteu-se e calou-se durante os regimes fortes, não levantando a voz nem mesmo em defesa dos direitos humanos inalienáveis.
Mas nunca-antes-na-história-deste-país, em épocas de normalidade democrática, se viu um Congresso tão submisso, tão lacaio, tão venal, como esse que temos. O Congresso hoje é apenas um anexo, um quarto de despejo do palácio do Planalto. Sua função é apenas referendar o que o Executivo manda fazer. A tal base-aliada que, nem é base, nem aliada, só quer as benesses dos cargos, não se sabe para fazer o quê (ou melhor, sabe-se).
E todos fingem surpresa com as palavras do ministro Joaquim. Alguns fingem até indignação! Que grandes atores a televisão está perdendo! Deveriam ser convocados para a próxima novela. Audiência por audiência não vai fazer diferença nenhuma.
E o ministro Barbosa prossegue, como João Batista, clamando sozinho no deserto de homens e de idéias em que se transformou o palco da política nacional.
terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Mal-amada Chauí
Marilena Chauí, aquela militante petista da USP que confunde filosofia com ideologia, na semana passada em um evento no Centro Cultural de S.Paulo, berrou ao microfone que odeia a classe média. Ela tem o direito de amar e odiar quem quiser, mas, sendo filósofa e professora e tendo dito isso em pronunciamento público, algumas perguntas ficam no ar. Se ela odeia a classe média, não deve portanto pertencer a ela. Ninguém odeia a própria classe, a não ser em flagrante caso de esquizofrenia. Portanto à classe média ela não deve pertencer. Não pertence, evidentemente, à classe proletária. É uma professora universitária, donde se conclui que está incluída na elite cultural do país. Deve ter um salário, que talvez não se aproxime daquele dos próceres da república, que ela tanto defende, mas que não pode sequer ser comparado ao salário de um proletário. Portanto, à classe proletária ele não pertence também. Sobrou o quê? A classe rica, a elite, a classe "dominante".
Outra pergunta que fica no ar é como é que alguém, especialmente uma filósofa e professora, pode odiar uma classe inteira? Imagine-se uma professora dizendo: eu odeio a classe proletária; ou mesmo, eu odeio os ricos! Pode-se odiar uma pessoa, uma ideia uma proposição, mas odiar uma classe inteira é uma generalização inaceitável, especialmente quando dito por alguém que em função da formação profissional, deveria ser contra generalizações.
O mais "interessante" é que dona Chauí diz que defende o ponto de vista de que o acesso aos bens de consumo não representa mudança de classe, representa, sim, o fato de que a classe alcançou direitos que antes lhes eram negados. Até aí, o raciocínio parece ir bem. Mas em seguida ela acrescenta: "E porque eu defendo esse ponto de vista? Não é apenas por razões teóricas e políticas. É porque eu odeio a classe média!"
Quer dizer que os ódios e amores da filósofa é que vão determinar em que classe social alguém será enquadrado? Como ela odeia a classe média, todos os seus desafetos serão classificados ali E qual classe ela ama? Não sei, mas imagino. A partir daí, todos os economistas e sociólogos serão obrigados a consultar a doutora Marilena para saber como classificar as pessoas, suas rendas, seu consumo, etc.
É esse tipo de gente que está "fazendo a cabeça" dos nossos jovens sob o pretexto de lhes ministrar instrução de nível universitário? É esse tipo de gente que, pagos com o salário retirado dos impostos da classe média, está "ensinando" os nossos jovens a "pensar"?
E dona Dilma não deve ter ficado nada satisfeita. Ela, que anda bajulando e tentando conquistar os votos da classe média para a sua reeleição, vai dizer o quê? Vai desdizer o que uma das sumidades de seu partido berrou ao microfone em bem alto e bom som?
É esse tipo de gente que está "fazendo a cabeça" dos nossos jovens sob o pretexto de lhes ministrar instrução de nível universitário? É esse tipo de gente que, pagos com o salário retirado dos impostos da classe média, está "ensinando" os nossos jovens a "pensar"?
E dona Dilma não deve ter ficado nada satisfeita. Ela, que anda bajulando e tentando conquistar os votos da classe média para a sua reeleição, vai dizer o quê? Vai desdizer o que uma das sumidades de seu partido berrou ao microfone em bem alto e bom som?
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Política do Oba-Oba
Todos nós nos lembramos daquele "oba-oba" de Lula e Dilma celebrando as descobertas do pré-sal e a nossa "autossuficiência" energética. A descoberta do pré-sal foi em 2006 e a festa do oba-oba foi em 2008 (o preço do barril de petróleo estava em 130 dólares)! Já se vão quase 7 anos e o que aconteceu de lá para cá?
A Petrobrás foi capitalizada, na maior operação de mercado como "nunca-antes-na-história-do-capitalismo", mesmo assim, em valores de hoje, acabou perdendo 47% em valor de mercado no período de 2010 até março de 2013! Perdeu também o posto de maior empresa brasileira para a Ambev.
E a tal autossuficiência nem de longe foi atingida, ao contrário, a Petrobrás começou a a andar para trás em termos de produção. Na época, Dona Dilma, na sua encarnação de ministra da Casa Civil, disse que "em poucos anos seremos exportadores de petróleo".
Pois em fevereiro deste ano, a presidente da estatal, Graça Foster, disse, com todas as letras: "Se vocês me perguntarem, eu diria que [a produção] é 2% negativo. Não tem condição de fazer produção adicional porque não tem condição física para isso".
Enquanto isso, naquele país do norte, que a nossa esquerda "inteligentinha" (como diz o Pondé) tanto despreza e cuja decadência já foi tantas vezes cantada e anunciada, eles fizeram o "para-casa" direitinho, sem alarde, sem patacoadas e sem "oba-oba". Desenvolveram suas reservas de petróleo e gás de xisto e já estão dando um show. Em breve serão autossuficientes (eles, sim, serão de verdade) em energia. Só por causa disso, o preço do petróleo começou a cair já fechando abaixo de 100 dólares o barril e a indústria européia já está pensando em voltar a usar o carvão, uma vez que o gás ficou tão barato que barateou também o preço do carvão.
E por aqui, no país das maravilhas? Bem, por aqui o gás ainda é muito caro! E o petróleo, idem. Sacumé, o tal custo-Brasil e a participação do governo jogando dinheiro pela janela encarece tudo. Além disso, não temos produção de gás natural suficiente no Brasil. Precisamos do gás da Bolívia, ou seja, temos que negociar com o falso índio cocaleiro, amicíssimo do PT. E, obviamente, fazer o que ele quiser. É assim a autossuficiência "made in Brazil".
Com mais uma "descoberta" dessas iremos à falência.
A Petrobrás foi capitalizada, na maior operação de mercado como "nunca-antes-na-história-do-capitalismo", mesmo assim, em valores de hoje, acabou perdendo 47% em valor de mercado no período de 2010 até março de 2013! Perdeu também o posto de maior empresa brasileira para a Ambev.
E a tal autossuficiência nem de longe foi atingida, ao contrário, a Petrobrás começou a a andar para trás em termos de produção. Na época, Dona Dilma, na sua encarnação de ministra da Casa Civil, disse que "em poucos anos seremos exportadores de petróleo".
Pois em fevereiro deste ano, a presidente da estatal, Graça Foster, disse, com todas as letras: "Se vocês me perguntarem, eu diria que [a produção] é 2% negativo. Não tem condição de fazer produção adicional porque não tem condição física para isso".
Enquanto isso, naquele país do norte, que a nossa esquerda "inteligentinha" (como diz o Pondé) tanto despreza e cuja decadência já foi tantas vezes cantada e anunciada, eles fizeram o "para-casa" direitinho, sem alarde, sem patacoadas e sem "oba-oba". Desenvolveram suas reservas de petróleo e gás de xisto e já estão dando um show. Em breve serão autossuficientes (eles, sim, serão de verdade) em energia. Só por causa disso, o preço do petróleo começou a cair já fechando abaixo de 100 dólares o barril e a indústria européia já está pensando em voltar a usar o carvão, uma vez que o gás ficou tão barato que barateou também o preço do carvão.
E por aqui, no país das maravilhas? Bem, por aqui o gás ainda é muito caro! E o petróleo, idem. Sacumé, o tal custo-Brasil e a participação do governo jogando dinheiro pela janela encarece tudo. Além disso, não temos produção de gás natural suficiente no Brasil. Precisamos do gás da Bolívia, ou seja, temos que negociar com o falso índio cocaleiro, amicíssimo do PT. E, obviamente, fazer o que ele quiser. É assim a autossuficiência "made in Brazil".
Com mais uma "descoberta" dessas iremos à falência.
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