domingo, 5 de janeiro de 2014

Fundo do poço

Terminou o ano em que "o bicho ia pegar" e agora vamos ter que enfrentar o ano da Copa. Melhor seria o chamarmos, desde já,  "o ano do Caos". O pessimismo se justifica diante de todos os erros e problemas que o governo Dilma veio acumulando, disfarçando e maquiando em 2013 e que fatalmente vão estourar nas nossas contas em 2014.
O ministro Mantega antecipou que as contas fecharam em superávit, mas todos sabem que esse superávit é maquiado e que, se não fossem as receitas extraordinárias do leilão do pré-sal (15 bilhões), a conta fecharia em deficit. Em 2014 não haverá outra receita do pré-sal, mas as despesas correntes aumentarão em função do desregramento de ano eleitoral. É por isso que o "mercado" está nervoso, não por causa do ano que passou.
Estamos com o dragão da inflação tentando arrombar a nossa porta, a economia patinando sem sair do lugar, o desemprego ameaçando voltar com força logo depois que acabar a Copa e o governo sem direção alguma, tentando apenas reeditar a demagogia lulista para a reeleição. Antes disso porém enfrentaremos o caos da falta de mobilidade urbana, da sujeira nas cidades, da escalada dos preços, do aumento da corrupção e da violência. Temo que perto da Copa a situação se torne insustentável. 
A mágica não funciona duas vezes e as mentiras de Dilma já não "colam" mais, portanto a capacidadde de enganar a população parece ter se esgotado.
Se for isso, 
Basta que a oposição seja minimamente eficaz para derrubar esse castelo de cartas que o PT veio construindo nesses 11 anos de mentiras e más intenções disfarçadas de política progressista. Se isso acontecer, apesar dos problemas que inevitavelmente teremos pela frente, 2014 terá sido um ano benfasejo.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Pérolas natalinas

E, para fechar no ano, não podia faltar mais uma série de...tchan, tchan, tchan, tchan..."Novas Pérolas do Dilmês"!
Como todos sabem, o Dilmês é um idioma primitivo atualmente falado no planalto central, por uma pessoa só. Basta ter um repórter por perto que novas "pérolas" são lançadas ao distinto público. Algumas "autoridades" de primeiro, de segundo e até de terceiro escalão tentam falar também esse idioma. Chegam muito perto, mas a perfeição só a consegue a falante nativa.
Essas novas pérolas são um acabado exemplo do mais puro Dilmês,  que seguem agora pra vocês como um presente de Natal.
Em recente entrevista, a presidAnta soltou essas:


“Ô Tânia, eu não sei como fala casca em inglês, você sabe? Casca, uma casca de fruta. É que eu queria falar que a Sandra… desculpa, a Tânia apronta para mim cascas de banana, mas eu queria falar em inglês para sofisticar o lance, viu, Tânia? É falar inglês: ‘bananas cascas’”.


“Além disso, eu queria te dizer uma outra coisa: vocês… Acha aqui para mim aquele outro que está… uma coisa que eu anotei, não está aí não. Eu anoto e some, gente, me desculpa”."

Podemos esperar por muito mais em 2014!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Simplesmente selvagem

Quanto mais se descobre de neurociência, de epigenética, de evolucionismo e adaptação das espécies ao meio, mais se percebe que Rousseau, com sua teoria romântica do bom selvagem, estava completamente enganado. Não há bons selvagens, a não ser que consideremos belo e edificante, a tortura, o infanticício, a mutilação e o canibalismo. 
Pois é isso o que fazemos em estado de selvageria! É isso o que o ser humano faz quando não há leis, ou quando as leis dependem da vontade do mais forte.
Nesse estado primitivo de organização social não há direitos humanos a serem respeitados. Não há sequer direitos. O que prevalece são privilégios e a força de pessoas ou grupos contra os demais. Instala-se então, sob a lei do mais forte, o desrespeito e a submissão de seres humanos a outros.
O processo civilizatório consumiu muitos séculos e energia humanos e ainda assim, na história moderna e no ocidente, chegamos a um estado apenas razoável e bastante frágil de civilização. Em outras épocas e lugares, nem a isso chegamos.
Carl G. Jung, médico, psicanalista e filósofo suíço,  dizia que nossa civilização é apenas uma frágil camada de verniz sobre uma essência puramente animal e instintiva. E que, bastaria um pequeno desequilíbrio para essa camada superficial desaparecer e vir à tona o homem em seu aterrorizante estado natural. 
Vimos isso acontecer muitas vezes, quer durante ascensão e predomínio do nacional-socialismo na culta e refinada Alemanha, quer nos países socialistas como China, União Soviética, Vietnam e Camboja. Ainda mais recentemente, após a passagem do furacão Katrina em New Orleans, vimos grupos de vândalos se organizarem rapidamente, na ausência do estado, e passarem ao uso da pilhagem, violência e estupros, como método de dominação sobre os demais concidadãos. 
O mesmo podemos dizer dos acessos individuais de loucura, em que, de repente, pessoas aparentemente normais e saudáveis saem atirando e matando outras pessoas a esmo, como frequentemente ocorre nos Estados Unidos, mas de cujo fenômeno não está livre nem mesmo a pacata e civilizada Noruega.
Também podemos entrever o animal feroz por baixo da pele humana no comportamento dos agentes do narcotráfico, dos "donos" dos guetos e favelas que impõem sua "lei" a todos os que vivem em "seus" territórios.
A conclusão a que podemos chegar é que o ser humano ainda mantém uma postura mais ou menos civilizada, tão somente quando há um poder maior, estruturado pelo grupo social, para submetê-lo. Esse é o poder das leis, estipuladas por consenso e por uma maioria. Essas leis, neutras, impessoais e válidas igualmente para todos, é que têm de ser respeitadas e reforçadas para assegurar a sobrevivência e o aprimoramento da civilização.

Fora disso não há salvação para a espécie humana.

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