segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Lula de saias
Marina é um Lula de saias com ar beatífico de um ser das florestas. Um anhangá, um curupira, ente mitológico que tinha os pés voltados pra trás. E é por esse caminho, andando pra trás, que ela pretende nos levar, se ganhar as eleições.
Marina é o PT ético, mas nem por isso menos equivocado, tem a alma petista, mesmo que não roube. Tem a alma petista, mesmo que não fraude. Marina tem a alma petista porque acredita que se possa reformar a realidade a fórceps e segundo a vontade de guias iluminados. Essa é a essência da alma petista. Isso é ainda mais perigoso do que o pragmatismo fraudulento do petismo-que-está-no-poder. Esses últimos são contidos pela própria cupidez e não querem mudar a realidade (a não ser no palavrório) pois essa lhes apetece muito bem. Os outros petistas, os chamados "puros" como Marina, acreditam tanto em si mesmos e em suas ideias mirabolantes que são capazes de destruir o mundo em nome dessa fé, a qual pretendem também impor aos demais. Tenho receio dessa certeza messiânica com a qual caminham. Já tivemos vários exemplos disso na história. E os resultados não foram bons.
Agora mesmo, duas atitudes demonstram o qual inconfiável é a ex-senadora. No caso do avião sem dono, ela simplesmente se esquivou dizendo que não tem nada com isso. Como não tem? Era a vice na chapa de Eduardo Campos, viajou naquele avião fazendo campanha e agora, que se descobre que há indícios até de crime eleitoral, tira o corpo fora? Vai ser assim quando, e se, for presidente? Tal qual seu ex-guia e tutor, que nunca sabe de nada e nunca tem nada a ver com as ilegalidades que se cometem à sua volta e em seu benefício? Não é bem assim que se começa uma "nova política".
Outro caso interessante para se conhecer a alma da candidata é o vai-e-vem sobre o casamento gay. Em um dia aprovou, no outro, e depois de alguns telefonemas e tuítes irados do pastor Malafaya, retirou o apoio e disse que tudo foi um "engano" de assessores. Esse é mais um exemplo da "nova política"? Como qualquer outro cidadão, Marina tem todo o direito de ter suas posições pessoais, movidas por ditames religiosos ou não, mas não tem o direito de mentir para os eleitores e tentar enganá-los assumindo posições falsas. Está na hora do preto no branco. Está na hora de definições.
sábado, 30 de agosto de 2014
Fazendo médias
É público e notório que a "doutora" Dilma, apesar de economista, não sabe fazer uma simples operação de subtração, tendo quer ser socorrida por assessores para encontrar a diferença entre 13 e 4. É nove, dona Dilma, não é sete!
Mas já que aritmética não é o seu forte porque ela insiste?
No recente debate da Band dona Dilma fez o seguinte "raciocínio": O Brasil cresce pouco por causa da crise econômica internacional. Ou seja, é o baixo crescimento internacional que nos puxa para baixo. Aceite-se como verdadeiro esse argumento. A dificuldade matemática porém é explicar como é que a média internacional, que está acima da nossa taxa de crescimento, é quem nos "puxa"para baixo! É o primeiro caso na Estatística! Devia ir pro Guiness.
Nossos vizinhos, Paraguai (13,6%), Uruguai (4,4%), Bolívia (6,8%), Colômbia (4,3%), Peru (5,8%) e Chile (4,1%), entretanto, não estão sendo afetados por essa conjuntura internacional estranha que só dona Dilma e seus assessores econômicos enxergam. Eles crescem a taxas espetaculares, todas acima de 4% ao ano. Até o Suriname cresceu 4,4% e a Guiana, 5,3% em 2013.
As projeções para 2014 ainda são piores para o Brasil com um crescimento previsto de 0,7% (por enquanto, pois já foi revisado para baixo nas últimas 13 vezes), enquanto nossos vizinhos exibem taxas de crescimento de:
É melhor os marqueteiros de dona Dilma arranjarem-lhe outra desculpa. Essa não cola mais. Nossos companheiros de derrocada são Argentina e Venezuela. Será coincidência terem os governos que têm?
Mas já que aritmética não é o seu forte porque ela insiste?
No recente debate da Band dona Dilma fez o seguinte "raciocínio": O Brasil cresce pouco por causa da crise econômica internacional. Ou seja, é o baixo crescimento internacional que nos puxa para baixo. Aceite-se como verdadeiro esse argumento. A dificuldade matemática porém é explicar como é que a média internacional, que está acima da nossa taxa de crescimento, é quem nos "puxa"para baixo! É o primeiro caso na Estatística! Devia ir pro Guiness.
Nossos vizinhos, Paraguai (13,6%), Uruguai (4,4%), Bolívia (6,8%), Colômbia (4,3%), Peru (5,8%) e Chile (4,1%), entretanto, não estão sendo afetados por essa conjuntura internacional estranha que só dona Dilma e seus assessores econômicos enxergam. Eles crescem a taxas espetaculares, todas acima de 4% ao ano. Até o Suriname cresceu 4,4% e a Guiana, 5,3% em 2013.
As projeções para 2014 ainda são piores para o Brasil com um crescimento previsto de 0,7% (por enquanto, pois já foi revisado para baixo nas últimas 13 vezes), enquanto nossos vizinhos exibem taxas de crescimento de:
- Bolívia - 5,3%
- Colômbia - 4,6%
- Costa Rica - 3,7%
- Equador - 4,3%
- Guatemala - 3,4%
- Guiana - 4,4%
- Haiti - 3,6%
- México - 2,3%
- Nicarágua - 4,5%
- Panamá - 6,8%
- Chile - 3,3%
- Uruguai - 3,1%
- Peru - 4,0%
É melhor os marqueteiros de dona Dilma arranjarem-lhe outra desculpa. Essa não cola mais. Nossos companheiros de derrocada são Argentina e Venezuela. Será coincidência terem os governos que têm?
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Sai PT, entra PT.
Um oligarca dos velhos tempos, Antonio Carlos Ribeiro de Andrada, dizia: "Façamos a Revolução, antes que o povo a faça". Parece que a sina do Brasil é essa: mudar para ficar tudo como está.
Há alguns anos a esperança vencia o medo e os brasileiros ansiavam por uma mudança na política e seus métodos mafiosos. O que se viu, com o mensalão, foi que o PT, antes mesmo de chegar à presidência, já tinha aderido à velha política. Isso vinha desde quando assumiu as prefeituras, cujo caso emblemático foi o caso Celso Daniel.
Depois do desastre do desgoverno petista, coroado com essa patacoada que se chama governo Dilma, queremos mais uma vez a mudança. E Marina Silva aparece como a messias-salvadora-da-pátria da vez.
Com um discurso embolado, sonhático, cheio de metáforas e figuras de linguagem, difíceis de quem não é bicho-grilo entender, prega uma nova política, quase que uma política sem políticos. Eu não duvido da honestidade pessoal dela, nem da sua dignidade como cidadã honrada, mas para o que o Brasil precisa, esse discurso é pouco.
Sabe-se que ela é a favor do tal decreto 8.243 que, na prática, elimina os canais institucionais do Congresso e do Judiciário e institui facções escolhidas pelo partido governante como representante da "sociedade civil". Essa posição da candidata não é um bom sinal democrático. Mas o que a candidatura Marina Silva tem de pior, a meu ver, é que nada fica completamente explícito. Não se sabe sua posição clara sobre o agronegócio, nem sobre o crescimento econômico e o controle da inflação. E agora esse fato nebuloso, do avião que não tem dono, realmente não contribui para esclarecer a posição da ex-senadora. Mesmo assim, os resultados das últimas pesquisas apontam que Marina Silva pode estar se tornando uma terceira via possível para os eleitores que clamam por mudança. Será que mais uma vez, o Brasil vai se enganar? Vamos mudar para ficar tudo como está?
Devemos nos lembrar que Marina tem origem no PT e de lá saiu, não por causa dos escândalos de corrupção, mas porque foi atropelada pelo Lula. E seu principal assessor, Eduardo Gianetti diz que, se eleita, Marina gostaria de contar com o apoio de Lula e de FHC! É essa a nova política? Se for, estou fora!
Devemos nos lembrar que Marina tem origem no PT e de lá saiu, não por causa dos escândalos de corrupção, mas porque foi atropelada pelo Lula. E seu principal assessor, Eduardo Gianetti diz que, se eleita, Marina gostaria de contar com o apoio de Lula e de FHC! É essa a nova política? Se for, estou fora!
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