domingo, 8 de março de 2015

País do faz-de-conta (Cadê o Lula na lista?)

Essa nova revelação, a de que o ministro da Justiça terá se encontrado, secretamente na Argentina, com o Procurador Geral ainda na fase da elaboração dos pedidos de investigação, é bombástica!
Em qualquer país sério, o ministro cairia de imediato e o Procurador também. Nenhum dos dois é mais confiável para prosseguir nessas funções! So vão continuar nos cargos porque estamos no Brasil um país de faz-de-conta.
O presidente do Senado acusa o executivo de ter influenciado a lista! Diz que a presidenta queria, porque queria, que o nome de Aécio estivesse na lista! Isso só não aconteceu porque não havia a mínima possibilidade de acusá-lo. Mas manteve-se o Anastasia simplesmente porque um policial corrupto disse que entregou dinheiro em uma casa (que não sabe qual, nem tem o endereço) e que a pessoa que recebeu o dinheiro era parecida com o ex-governador!
Já sabíamos que o PT é capaz de "fazer o diabo", mas dessa vez eles se superaram.

Então o Procurador quer que a gente concorde, que nesse esquema de roubalheira na Petrobras durante o governo Lula e o governo Dilma, nem Lula, nem Dilma devem ser investigados? Não há indícios? Como não, cara-pálida! Há mais que indícios! Quem afinal nomeou o Paulo Roberto Costa, quem nomeou o Renato Duque? Quem aprovou a compra de Pasadena? O ex-diretor disse que Dilma sabia, que Lula sabia! Nada disso vale? Nada é indício suficiente para se iniciar uma investigação? Mas vale a declaração de um corrupto de quinta escalão, que achou o senador Anastasia parecido com o receptador do dinheiro desviado? A troco de quê o PT, que organizou esse esquema na Petrobras, iria doar propina para um membro de um partido que lhe faz oposição? É crível?

Um sistema em que o chefe do Exectivo, que deve ser o mais vigiado, é quem nomeia os seus possíveis vigilantes, o Procurador Geral da República e os ministros do Supremo, é um sistema desenhado para não funcionar. É mais uma ficção nesse país do faz-de-conta.

sábado, 7 de março de 2015

O pacto

Só faltava essa! Dona Dilma correndo para os braços dos tucanos sacudindo um lenço branco a pedir trégua. Se isso, improvavelmente, acontecer o PSDB deveria dizer sim, com a condição que ela renuncie ao mandato e entregue o governo. Nao há outra negociação possível!
Aceitar um pacto a essa altura, depois que o barco está afundando rapidamente, seria uma traição imperdoável ao povo brasileiro, pelo menos à metade desse povo que votou contra o governo Dilma nas últimas eleições.
Quando todos se refestelavam na roubalheira, no estupro da coisa pública, nos gastos sem medida, no porto construído com o dinheiro do povo em Cuba, no perdão das dívidas das ditaduras africanas, das mais sanguinárias e atrasadas, as "elites" amigas do PT privatizavam os lucros, assim como privatizavam o Estado.
Agora, em clima de fim de festa, com alguns representantes dessas "elites" trancafiados e com a ameaça de mais tantos outros tomarem o mesmo rumo, o partido dos "trabalhadores" quer socializar os prejuízos!!! Nessa hora chamam o PSDB, o partido do qual sempre tiveram horror, partido de coxinhas, de almofadinhas, de play-boys, do príncipe dos sociólogos, para socorrê-los!
Só se o PSDB fosse absolutamente constituído de imbecis sem caráter! Não é o caso de governo de salvação nacional! A verdadeira salvação nacional começa por tirar essa organização criminosa do poder o mais rápido que for possível. Só depois disso é que se terá condições de reunir talvez as melhores cabeças e os melhores caracteres da nação em torno de um projeto de reorganização do Estado para extirpar esse mal e protegê-lo de futuros assaltos criminosos como esse, que jamais poderão se repetir.
Para isso é necessária a concorrência dos 3 Poderes, agindo em harmonia e consonância uns com os outros, para estabelecer uma agenda mínima de ações a serem imediatamente implantadas. E, a principal delas, inadiável e improtelável é mostrar à sociedade que o tempo da impunidade acabou.  É preciso julgar severamente e aplicar penas exemplares a esses bandidos que se travestiram de agentes públicos e aos que com eles se uniram, para assaltar os cofres da nação. Não seremos nós, cidadãos expoliados, que iremos pagar o pacto.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Tsunami

Os americanos tem uma expressão - "monkey business"- para designar uma atitude ou atividade que só pode dar em trapalhada ou em algo ilegal. É como se alguém pusesse um macaco para gerir os negócios de uma grande empresa.
Por mais ativo que o macaco seja, pegando dois ou três telefones ao mesmo tempo, pulando da cadeira para a mesa e vice-versa, balançando-se no lustre da sala, os negócios irão de mal a pior. A moral da história é que atividade e barulho não substitui inteligência e capacidade.
Dona Dilma parece exatamente a gerente de um grande, desencontrado, absurdo e tragicômico "monkey business" no governo. Não acredito que seja possível tanta ruindade de propósito. Em algum momento, por mais que o caráter dessa gente tenha se deteriorado pelos anos de lavagem cerebral esquerdopata, em algum momento, ela deve fazer alguma coisa com boa intenção. O problema é que de boa intenção o inferno está cheio, como diz o ditado.
Boa intenção apenas, se é que existe, não substitui competência, capacidade de entender os problemas, qualidade de planejamento, enfim, aquilo que se convencionou chamar de inteligência gerencial.
É claro que para exercer o papel de chefe de Estado, só isso não basta, há que ter outra qualidades além dessa. Tem que ter tato político, capacidade de negociação, humildade para perceber as próprias limitações, mas antes de tudo tem que ter essa capacidade de gerir ou, não a tendo, de saber cercar-se de gente capaz. Lula tem essa habilidade, ou melhor dizendo, essa esperteza. Ele sabe quando não sabe e se cerca de gente que sabe fazer e ainda sai com os louros.
Mas Dilma é burra até a medula dos ossos. Não é capaz de perceber nem mesmo o tamanho da própria burrice. E com seu tato elefantino só se cerca de gente ainda pior do que ela. Se as consequências disso não nos atingissem poderia ser até cômico. Mas como nos atingem em cheio e não temos sequer a opção de nos livrar dela rapidamente, temos que ficar sentados a ver o tsunami se aproximando da praia. Sabemos que vai nos atingir, mas não temos para onde correr.

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