domingo, 23 de agosto de 2015

Brincando com fogo

Não foi por falta de aviso. Foi por burrice, incompetência e arrogância que a gerenta nos levou a essa situação econômica. Em novembro de 2013, Delfim Netto, conselheiro do governo, já advertia: 
"Violações da ordem fiscal vão se acumulando, sem consequências aparentes no curto prazo. Mas a história e a análise teórica ensinam que, em algum momento, provavelmente em tempo superior ao mandato do poder incumbente, elas geram uma "emergência" que explode num desequilíbrio fiscal, inflacionário e cambial simultâneo, que reduz a pó a economia nacional. Todo brasileiro com mais de 20 anos já assistiu em branco e preto a tragédias como essa... Se isso [a tempestade] ocorrer, teremos uma rápida elevação da taxa de juros no mundo, uma mudança dos fluxos de capitais, um ajuste instantâneo e profundo da nossa taxa de câmbio, uma redução do crédito bancário, uma queda dramática da renda real dos trabalhadores e a volta - em legítima defesa - de taxas de juros reais aos absurdos níveis com que vivemos durante tantos anos, acompanhados por um aumento do desemprego."
A previsão catastrófica não foi só a de Delfim. Com exceção daqueles que resolveram abdicar de sua inteligência por causa do fanatismo partidário-ideológico, todas as pessoas com um nível razoável de informação sabiam para onde caminhávamos.
O que houve até agora? Desequilíbrio fiscal, inflacionário e cambial ao mesmo tempo. Redução a pó da economia nacional. Redução de crédito bancário. Redução de renda. Aumento do desemprego.
Estamos no fundo do poço? Ainda não. Isso significa que pode piorar? Vai piorar ainda mais. As razões para isso são: junto com a crise econômica atravessamos uma crise política como poucas vezes se viu na história desse país. Vivemos ainda uma crise moral sem precedentes pois aqueles que deveriam exercer a função de líderes, preferiram se render à corrupção e à roubalheira.
Estamos no meio de várias crises e sem ter em quem confiar para sair delas, pois a credibilidade da classe empresarial e da classe política foram solapadas pelos seus próprios agentes.
É por isso que a sociedade tenta se agarrar à Polícia Federal, ao juiz Sérgio Moro, ao Ministério Público, como tábuas de salvação. Mas infelizmente nenhuma dessas instituições pode exercer o papel de guia, de salvador da pátria.
Esse é um momento perigoso! Em momentos assim, se surgir a  figura de um ditador, por mais maluco que seja, poderá ser levado pela população ao poder.
Convém lembrar que uma parcela cada vez mais crescente do povo volta os olhos para os quartéis, na expectativa que os militares assumam esse papel. Os militares da ativa estão calados, apesar de os da reserva já estarem murmurando o desconforto que sentem, por quanto tempo permanecerão assim é uma questão sem resposta.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Poupe a nação!

A semana passou com o Planalto cantando vitória e a mídia ecoando o alívio da presidente com a denúncia de Eduardo Cunha e  apoio que ela teria tido de empresários e tribunais, além da cooptação do Renan.
Espremendo porém todos os fatos, o que temos? A semana começou sob o impacto das manifestações do dia 16. Tentaram esvaziar esse impacto com a numerologia: foram tantas ou quantas pessoas! Na verdades e foram 1 milhão ou 700 mil pessoas no país é uma conta, além de imprecisa, desimportante, pois o que interessa de fato é que as praças e as ruas estavam cheias de gente, apinhadas de gente, vestida de verde-amarelo a pedir, pura e simplesmente, a saída da presidente!
A semana chega ao final com outros dois fatos marcantes: a saída de Michel Temer da articulaçao política e o encaminhamento, pelo ministro Gilmar Mendes, das contas da campanha da petista para a Procuradoria Geral da República, com indícios de graves irregularidades e recebimento de dinheiro desviado da Petrobras.
Pode ser por aí, que comece o processo de defenestração da Dilma. A saída de Michel Temer do processo de articulação política é apenas um sinal sutil de que a situação da presidenta não anda nada boa.
Ela, entretanto, ainda se aferra ao cargo com unhas  e dentes. A pergunta que se faz a essa altura do campeonato é: para quê? Para quê essa senhora insiste em sentar-se naquela cadeira? Se não tem nenhum plano de governo, não sabe o que fará na semana seguinte. Não sabe como conduzir a crise econômica. Não sabe como conduzir a crise política. E agora, sem a ajuda do Temer, quem é que vai fazer a articulação? Ela mesma? Com aquela habilidade elefantina em loja de louças? Ou voltará a ser o Aloísio Mercadante, que não consegue articular nem com seu próprio partido?
Francamente, dona Dilma, tenha piedade e renuncie logo. Poupará a todos um desgaste desnecessário. O país lhe agradeceria, penhorado.

Vontade do Povo

A era PT acabou. Desfez-se o sonho, ou melhor, a mentira; e a realidade bruta, crua e nua, se impôe. Todos os brasileiros estão sentindo o sufoco da inflação trotante e que, rapidamente, vai se tornando galopante, a corroer os salários. Quase todos estão enojados com a corrupção que esse partido institucionalizou no país. Já está até cansativo acompanhar a Lava Jato. Já nem sabemos se o roubo foi de milhões, bilhões, zilhões...
Mais uma vez, no último final de semana, o povo foi às ruas para gritar "Fora, Dilma!",  "Fora Lula!" e "Fora, PT!". Exatamente essas foram as palavras de ordem das multidões! O país, o povo desse país não quer mais esse governo. Ponto final!

Democracia é satisfazer a vontade desse mesmo povo. Infelizmente não vivemos em um regime parlamentarista, mas está na hora de levar essa discussão a sério. No parlamentarismo o governo já teria caído, junto com o parlamento. 
É obvio que isso não interessa áqueles que se aproveitam dos mandatos para satisfazer a seus interesses pessoais, pois no regime parlamentar não há mandatos fixos. O governo pode cair a qualquer momento e a qualquer momento novas eleições podem ser convocadas. Basta a vontade popular. Portanto apesar dessa gritaria de que a legitimidade do mandato da Anta tem que ser preservada, isso é uma balela e mais uma mentira. O que tem que ser preservado, numa democracia, é a vontade popular.

E o povo brasileiro está dizendo "Basta!" já há alguns meses. Os detentores do poder estão fingindo que não escutam. Estão colocando a paz social em risco, pois se a voz do povo não se fizer ouvir por bem, acabará por se fazer ouvir por mal. Até agora os líderes tem conclamado, e o povo tem atendido, o apelo de fazer as manifestações pacificamente.  Mas o caldeirão está se enchendo e uma hora vai entornar. Isso não é desejável porque a violência desanda e não se sabe onde vai parar, nem quais as consequências daí advirão.

Outro grande problema é que, se não se consegue uma solução em curto prazo, a classe política, que é quem deveria dar conta de resolver esse problema político, cai mais em descrédito. O povo está perdendo as esperanças de que a oposição e a classe politica em geral possam resolver esse problema. Mas fora da política qual seria a solução, senão uma ditadura? Não é por mais, nem por menos, que muita gente anda clamando por uma ação das Forças Armadas. Quem pede que as Forças Armadas intervenham é quem não acredita mais nos políticos.
Sem uma resposta adequada dos políticos, esse movimento pedindo a intervenção militar só vai crescer, até que alguma coisa de fato aconteça. Não há vácuo na política e muito menos no poder. É preciso que um líder, um estadista, conduza essa transição pós-PT.
Esse líder já está aí. Só não sabemos quem é. Na hora H ele aparece. Torçamos para que apareça um estadista, um homem de bem, de caudilhos e canalhas estamos cheios.


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