quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Lula e Cunha

Jacques Wagner é um bandoleiro! Pela segunda vez, ameaça a população brasileira com a  baderna. Diz ele que a denúncia de Lula é "um desrespeito e pode elevar a tensão social". E nós temos que ouvir calados!

Desrespeito é essa organização criminosa estar ainda livre, leve e solta, fazendo o que quer, quebrando e queimando bens públicos e privados, ameaçando a democracia. Desrespeito é dizerem que o Ministério Público, a Receita e a Polícia Federal, todos juntos, estão mancomunados para fazer uma conspiração contra o seu excelso, magnífico, puro e intocável chefe.

Menos, PT, menos! Não merecemos ter de ouvir tanta lorota fora de sentido. O seu venerável chefe é, sim, o chefe de uma organização criminosa. Não há nenhuma diferença entre ele e Eduardo Cunha, que vocês tanto atacaram. Aliás, há uma diferença: Eduardo Cunha chefiava uma gangue menor, paroquial, de parte do PMDB, enquanto Lula chefia uma gangue nacional e espalhada por mais de um partido. Eduardo Cunha não tem seguidores fanáticos que o endeusem. Lula tem seus acólitos que sequer querem saber das provas contra ele. Berram aos quatro ventos que não há provas e pronto! Como se isso bastasse, como se isso fosse argumento.
Ai que canseira!

Na verdade, tudo isso demonstra é a falta de argumento de defesa! Lula, tal como Eduardo Cunha, repisa a mesma frase: eles não tem provas! Lula, tal como Eduardo Cunha, repete à exaustão que não é o dono do triplex, como Cunha não era dono da conta no exterior. Um diz que a conta, da qual ele é beneficiário, é de um Trust, o outro diz que o triplex e o sítio, dos quais ele é beneficiário, são de amigos.

Quem diria que Lula e Eduardo Cunha iriam parar na cadeia pelos mesmos motivos, julgados pelo mesmo juiz e usando dos mesmos argumentos de defesa. #ForaCunha = #ForaLula



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O propinocrata

Acabou, PT! Não dá mais para manter as "narrativas", nem a de golpe, nem a de perseguição política, nem a de que os crimes teriam sido cometidos por uns militantes à revelia do partido.

As delações de Léo Pinheiro e Marcos Valério acabam de vez com essa farsa. A de Pinheiro entrega o complô coordenado por Berzoini, ministro de Dilma, para livrar a OAS da CPMI da Petrobras, além de obviamente detalhar todo o envolvimento da OAS com o chefe da quadrilha. A de Valério exuma aquele caso que nunca foi completamente enterrado, o de Celso Daniel e, obviamente, nele envolve também o Capo.

E como não envolver, se nessa história toda, só havia um grande beneficiado final, que também detinha tanto o poder de fazer cessar, como o poder de fazer continuar o propinoduto.

Quando, no mensalão, o Zé foi considerado o "capo dei tutti i capi" ficou todo mundo pensando, mas e o chefe do Zé? Afinal, o maior beneficiário era ele!
Agora, restou demonstrado que, depois da prisão do Zé, o esquema continuou normalmente, portanto haveria alguém, acima do Zé, a comandá-lo. Bingo!

O país interio a essa altura sabe que Lula era o chefe e o corrupto mor. Até os petistas sabem disso e só não o admitem por uma questão de sobrevivência política. Entretanto, a meu ver, os petistas honestos, que espero que existam, ao defender o Lula, estarão cometendo um erro histórico do qual jamais se recuperarão, tal como Stalin que jamais foi reabilitado nem mesmo para o mais empedernido comunista (à exceção de Oscar Niemeyer).

Esses petistas melhor fariam se o descartassem, como um erro, o qual, gente honesta, mas ingênua, foi induzida a cometer. Teriam assim uma justifictiva para as futuras gerações.
Caso optem por submergir com ele, submergirão, pura e simplesmente, desaparecendo de cena como lixo histórico que deve ser descartado. Acabou, PT! Acabou-se a propinocracia e seus propinocratas! Para o bem do Brasil!

Bola fora, Cármen Lúcia!

No dia 12 de setembro a ministra Cármen Lúcia toma posse como presidente do Supremo e, candidamente, convida Lula para a sua cerimônia de posse.

Dois dias depois, esse mesmo convidado é denunciado por crimes de corrupção passiva e ocultação de patrimônio na operação que revelou os maiores crimes de desvio de dinheiro publico da história desse país.

Seria apenas uma triste coincidência se, ao convidar Lula, nem a ministra, nem ninguém soubessem que estava prestes a ser denunciado criminalmente. Como a ministra não chegou agora de Marte, nem de nenhum outro planeta, das duas uma: ou fez o convite porque não está nem aí para o fato de um suposto criminoso frequentar em grande estilo a sede do órgão supremo da Justiça do país, o que seria um fato muito grave em si; ou teve que se render às normas do protocolo, o que é um fato ainda mais grave.

Sabemos que uma grande parte da ineficácia daquela Corte e da Justiça em geral, se deve ao apreço pelos maneirismos forenses e seu endeusamento da forma em detrimento do conteúdo. No Brasil se alguém filmar uma criança sendo estuprada e assassinada, mas essa gravação for feita de modo ilegal, a prova deve ser desconsiderada e destruída. Não importa se o que revela é fato inconteste. O que importa é que "violou" um procedimento. É o mesmo conceito que leva a uma assinatura ter que ser confirmada por uma outra pessoa (a tal firma reconhecida) para ter validade, mesmo que o autor da assinatura confirme mil vezes que foi ele quem assinou. Se não tiver o carimbo do Cartório, não vale nada. E assim por diante.

A ministra, antes da posse, deu entrevistas onde acendeu uma luz de esperança que essas coisas possam mudar. Mostrou-se interessada em modernizar a Justiça, ou, como disse em seu discurso de posse, em transformar o judiciário ao invés de reformá-lo. Mas é difícil acreditar nessa transformação, se já de saída, tropeça dessa maneira.

Os símbolos são caros ao Judiciário: a toga preta, uma vestimenta absolutamente fora de moda e de propósito em um país tropical, é usada como símbolo da austeridade, da gravidade, que se espera de um juiz. As formalidades de tratamento, o discurso gongórico e quase ininteligível, são empregados para reforçar essa imagem, quase a forjar um ícone de distanciamento.

Para quem gosta tanto de símbolos, ter naquela cerimônia a presença de um Capo, sem contar a de Pimentel e Renan, outros que estão prestes a seguir o mesmo caminho, leva-nos a pensar. Isso quer dizer que se Eduardo Cunha não tivesse sido afastado e cassado, poderia estar lá também!
Afinal qual é a diferença entre Cunha e Lula? Nenhum dos dois exerce mais cargo público algum, os dois são denunciados na Lava Jato, os dois tentaram obstruir a Justiça, os dois são (ou foram) chefes de gangues.
Por quê então da diferença de tratamento? Bem fez, Fernando Henrique, que lá não compareceu.  E bola fora, pra Cármen Lúcia, que começou mal, mas esperamos que possa corrigir o rumo nesses dois anos em que será a chefe de um dos poderes da República.

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