Peixe morre é pela boca. Quem fala demais, dá "bom dia" a cavalo. Em boca fechada, não entra mosquito. Esses são alguns dos ditados que a sabedoria popular consagrou, mas que foram esquecidos pelo Molusco no seu show pirotécnico, em que chorou por 3 vezes, mas não convenceu ninguém de que seja inocente das maracutaias perpetradas na Petrobras e em outras instâncias que ainda estão por serem reveladas.
Além de não convencer, ainda criou uma situação de "saia justa" para si e seus correligionários ao fazer uma comparação absolutamente descabida entre "o político e o concursado". Em primeiro lugar, pela generalização barata. Nem todo político é desonesto e nem todo concursado é isso ou aquilo. Mas Lula é assim. Já falou outras asneiras no passado, mas sempre foi perdoado, porque era "simples", "do povo", o xodó dos "intelelequituais".
Agora, porém, a maré está mudando. O grau de paciência com Lula está rapidamente se esgotando. Permanecem ao seu lado, apenas, os cúmplices, os pelegos, os puxa-sacos, os militantes do partido e dos "movimentos sociais".
Nesse contexto adverso, Lula escorregou feio ao fazer a maldafada comparação. Nela, percebe-se um ressentimento muito mal disfarçado contra tudo o que significa cultura e educação, outra característica do Nove Dedos, que só não estudou porque não quis. Tempo e oportunidade teve de sobra durante todos os anos em que se aboletou no sindicato, ou foi sustentado pelo partido ironicamente chamado "dos Trabalhadores".
Em segundo lugar, o raciocínio é logicamente inconsistente: não há gradação de honestidade. Ou se é honesto, ou não. Mas, para Lula é possível ser meio honesto, 25% honesto ou 80% honesto. Como ele disse: "A profissão mais honesta é a do político, sabe por quê? Por que todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir voto. O concursado não. Se forma na universidade, faz um concurso e tá com um emprego garantido para o resto da vida."
Quem duvida que ele tenha dito isso é só conferir o vídeo aqui. Pois disse, em alto e bom som. E os funcionários concursados espalhados por esse país, exercendo com dignidade e idoneidade a sua função pública vão dizer o quê? São exemplos desses concursados: os membros do Ministério Público, o próprio juiz Sérgio Moro, referência internacional de probidade e eficiência, e que acaba de acatar denúncia de crime cometido pelo "político".
Lula pensa - e deixa claro - que o voto popular é uma absolvição para todos os crimes, por mais ladrão que seja". O povo, esse ente divino, votou, pronto, acabou a questão. Esse é mais um desserviço à democracia, pois é levá-la ao ponto mais degradado, aquele que nos faz duvidar da própria eficácia da eleição popular, como critério para entregar a alguém um cargo público. Basta lembrar que Hitler também foi eleito.
Felizmente, há no país, servidores públicos que não foram eleitos, mas que competiram entre seus iguais, com seus méritos e seu talento, para servir ao Brasil.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
domingo, 18 de setembro de 2016
Cui bono?
Essa frase, que até hoje é repetida nos tribunais, teria sido dita por Lucius Cassius Longinus, ao orientar os juízes e os tribunos na identificação dos autores de crimes misteriosos. A tradução livre é: a quem interessa, a quem beneficia, o crime? Esse é o suspeito principal!
Aplicando-se esse conceito ao caso do mensalão e do petrolão, somente uma resposta é possível. O grande interessado em manter o maior esquema de corrupção já instalado no país era ninguém mais, ninguém menos, que o Sr. Luiz Inácio da Silva.
Quando Dirceu foi indiciado com o chefe do esquema de corrupção, ficou uma pergunta no ar e um sentimento de frustração. Dirceu teria feito aquilo tudo sem o conhecimento de Lula? Teria feito aquilo tudo para beneficiar Lula, sem que Lula soubesse e aprovasse?
Todo mundo que tenha capacidade de raciocínio não contaminada pela ideologia, concluiu que Dirceu assumiu a responsabilidade para se manter fiel ao espírito da "luta armada". Quem "cair", "cai" sozinho e não denuncia os demais. Dirceu imaginava que, preservando Lula, preservaria para si mesmo uma possibilidade de arranjo que lhe aliviasse as penas. Afinal, com Lula fora do governo e também preso, as chances dos dois seriam mínimas.
O próprio Dirceu sentiu depois que a carga havia se tornado pesada demais e que, seu "sacrifício" não lhe trouxera nenhuma vantagem, ao contrário, fora abandonado à própria sorte e Lula passara a cuidar da própria vida, a amealhar uma pequena fortuna e que se dane quem "caiu". Ese sentimento de revolta, Dirceu fez chegar aos ouvidos de Lula mais de uma vez, mas não recebeu a devida atenção.
Lula é assim. Abandona os companheiros ao longo da jornada quando já não lhe servem, ou, principalmente, quando podem ser um estorvo; e só se move pelo que lhe interessa. Essa estratégia deu certo até agora, mas parece que a caixinha de mágicas do sindicalista está ficando vazia. Já gastou todos os truques a que tinha direito e os coelhos já não saem mais das cartolas.
Agora é a hora da verdade. O partido está esfacelado. A militância, exceto aquela paga e os militantes profissionais como a CUT e o MST, esmorecida. Lula sem poder e sem foro privilegiado. Sua mulher ameaçada de ir parar no xilindró antes dele. Lula vai provar do próprio remédio e ter que enfrentar a solidão dos que caem em desgraça.
A pergunta que não quer calar já tem uma resposta no Powerpoint do Ministério Público. A quem o crime trouxe benefícios? Cui bono?
Aplicando-se esse conceito ao caso do mensalão e do petrolão, somente uma resposta é possível. O grande interessado em manter o maior esquema de corrupção já instalado no país era ninguém mais, ninguém menos, que o Sr. Luiz Inácio da Silva.
Quando Dirceu foi indiciado com o chefe do esquema de corrupção, ficou uma pergunta no ar e um sentimento de frustração. Dirceu teria feito aquilo tudo sem o conhecimento de Lula? Teria feito aquilo tudo para beneficiar Lula, sem que Lula soubesse e aprovasse?
Todo mundo que tenha capacidade de raciocínio não contaminada pela ideologia, concluiu que Dirceu assumiu a responsabilidade para se manter fiel ao espírito da "luta armada". Quem "cair", "cai" sozinho e não denuncia os demais. Dirceu imaginava que, preservando Lula, preservaria para si mesmo uma possibilidade de arranjo que lhe aliviasse as penas. Afinal, com Lula fora do governo e também preso, as chances dos dois seriam mínimas.
O próprio Dirceu sentiu depois que a carga havia se tornado pesada demais e que, seu "sacrifício" não lhe trouxera nenhuma vantagem, ao contrário, fora abandonado à própria sorte e Lula passara a cuidar da própria vida, a amealhar uma pequena fortuna e que se dane quem "caiu". Ese sentimento de revolta, Dirceu fez chegar aos ouvidos de Lula mais de uma vez, mas não recebeu a devida atenção.
Lula é assim. Abandona os companheiros ao longo da jornada quando já não lhe servem, ou, principalmente, quando podem ser um estorvo; e só se move pelo que lhe interessa. Essa estratégia deu certo até agora, mas parece que a caixinha de mágicas do sindicalista está ficando vazia. Já gastou todos os truques a que tinha direito e os coelhos já não saem mais das cartolas.
Agora é a hora da verdade. O partido está esfacelado. A militância, exceto aquela paga e os militantes profissionais como a CUT e o MST, esmorecida. Lula sem poder e sem foro privilegiado. Sua mulher ameaçada de ir parar no xilindró antes dele. Lula vai provar do próprio remédio e ter que enfrentar a solidão dos que caem em desgraça.
A pergunta que não quer calar já tem uma resposta no Powerpoint do Ministério Público. A quem o crime trouxe benefícios? Cui bono?
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Não vá a pé, Lula!
Lula disse que se provarem contra ele alguma corrupção, irá a pé para a prisão.
Não vá a pé, Lula! É um apelo! De S.Bernardo até Curitiba é muito chão! Indo a pé, demorará muito para chegar.
A maioria do povo brasileiro quer vê-la na cadeia, já! Estamos dispostos, como cidadãos, meros contribuintes (como disse a Vanessa Grazziotin), a custear a viagem de um jatinho para a Polícia Federal levá-lo rapidamente a Curitiba.
A pé, não. Vá a Jato!
Não vá a pé, Lula! É um apelo! De S.Bernardo até Curitiba é muito chão! Indo a pé, demorará muito para chegar.
A maioria do povo brasileiro quer vê-la na cadeia, já! Estamos dispostos, como cidadãos, meros contribuintes (como disse a Vanessa Grazziotin), a custear a viagem de um jatinho para a Polícia Federal levá-lo rapidamente a Curitiba.
A pé, não. Vá a Jato!
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