segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O desmanche do PT

Ao final da eleição, os políticos se debruçam sobre os números para tentar entender o recado do eleitor. É óbvio, que aqueles, cuja análise revelar dados ruins, não vão dizer isso em público, mas terão que enfrentar essa realidade, mesmo que a portas fechadas, se quiserem continuar a exercer seu papel na política.

Dessa vez os recados foram muitos. Em primeiro lugar, o número de votos nulos e brancos e abstenções que ficou em torno de 35 a 38%, superando, individualmente,  os votos de cada um dos eleitos. Esse elevado número de pessoas, que não escolheram um representante, está a dizer que a classe política não lhes oferece nada com que eles se identifiquem. Isso é a falência da política.

Em segundo lugar, a derrocada do PT, como expressão de força política. Esse partido que recém ocupou a presidência por 14 anos, fez, em todo o país, em mais de 5.000 municípios, menos de 300 prefeitos.
Só conseguiu eleger mais prefeitos que seu arquirrival, o PSDB, em quatro Estados: Rio Grande do Sul,Bahia, Acre e Piauí. Nos demais perdeu e em alguns perdeu de feio dos tucanos.
Por exemplo: no Mato Grosso do Sul, não elegeu um nome sequer, enquanto o PSDB fez 36 prefeitos; no Mato Grosso, fez 3 prefeitos contra 39. Na Paraíba conseguiu eleger 1 alcaide petista contra 36 tucanos. Em Goiás, a proporção foi de 3 contra 77 e em São Paulo, de 8 contra 164.

No Espírito Santo, o PT conseguiu eleger 1 prefeito, enquanto os tucanos elegeram 12; em Alagoas foram 2 contra 17; em Rondônia, 1 contra 5, no Pará, 7 contra 32 e no Rio Grande do Norte, 2 contra 10.
Em Minas Gerais foram 41 prefeitos do PT, contra 132 tucanos. Nem mesmo em Pernambuco o PT conseguiu eleger número maior de prefeitos do que o PSDB (foram 7 contra 12).

Desta vez, nem mesmo se confirmou a preferência pelo PT no Norte e no Nordeste. Nessas duas regiões, somente 3 Estados (já citados) deram-lhe a preferência.

O recado está dado. Quem souber ler e entender ainda terá possibilidade de sobrevivência política. Quem não souber, já pode encomendar o jazigo.

PT tropeçou na democracia

O PT começou a receber o recado das urnas. O povo, esse ser místico tão bafejado pelo partido, mostrou que não quer mais o PT na liderança de coisa alguma; sequer dos municípios onde vivem.
Senão vejamos: em 2000 o PT elegeu 187 prefeitos; daí foi crescendo e chegou a 644 em 2012. Uma eleição depois, agora em 2016, conseguiu eleger somente 256 prefeitos no primeiro turno e só tem possibilidade de eleger mais 7, se todos os que foram para o segundo turno ganharem.
E, pode prever, situação semelhante ou pior em 2018, nas eleições gerais para o Congresso.
Não há o que discutir. As urnas já disseram tudo. Nem mesmo a militância paga ou beneficiária pode argumentar, afinal, segundo a sua cartilha totalitária, eles são os únicos que governam em nome do POVO e para o POVO. Portanto, o que o POVO decidir não pode ser contestado.
Pois foi esse mesmo POVO que decidiu que não quer mais o PT na vida política do país. O POVO foi enganado umas tantas vezes, mas acabou por descobrir a verdade.
Esse POVO agora tem como referência o juiz Sérgio Moro, que onde quer que chegue, é recebido com aplausos, elogios, incentivo e agradecimentos.
Democracia é, antes de tudo, alternância de poder. Isso estava fora dos planos do PT, mas, felizmente para o Brasil, o PT acabou tropeçando na democracia.



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Tropeços na democracia (Suprema Desmoralização)

O ministro Lewandoski finalmente se revelou. Todo mundo sabia que ele era um ministro petista. No julgamento do mensalão, isso foi ficando bem claro para a população. Essa conclusão não deriva do fato de ter sido indicado por Lula. O ministro Joaquim Barbosa também foi indicado por Lula. 
Nem sequer por ser amigo de dona Marisa Leticia. Não é merito, nem demérito, ser amigo de uma primeira-dama. O que levou as pessoas a concluírem que Lewandowski era um juiz parcial, não-isento, foram seus atos e suas decisões tendenciosas, culminando com esse absurdo golpe contra a Constituição, que foi o fatiamento da pena imposta à presidente.

Como bem lembrou o ministro Gilmar Mendes: esse é que foi o verdadeiro tropeço da democracia. O então presidente da Corte encarregada de guardar a Constituição, concordou (se é que não fez parte do conluio) em burlar a letra da Carta Magna.

Como se não bastasse, vem agora, já felizmente sem o cargo de presidente do poder Judiciário, dizer que tudo foi um tropeço democrático. Peralá, ministro Lewandowski, então Vossa Excelência admite que participou desse tropeço? Presidiu sessões do Senado que conduziram ao impechment, presidiu o Supremo, que decidiu incluive aplicar à nação um excruciante rito, e diz que isso foi um tropeço da democracia? Inacreditável que esse senhor vá continuar como ministro da Suprema Corte do Brasil. Isso é uma desmoralização dessa instituição, como se ainda precisássemos de mais essa.

O Supremo Tribunal Federal tem que se posicionar diante dessa agressão, cometida por um de seus membros. Se não fizer nada será a Suprema Desmoralização.

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