Eu não ia comentar nada sobre a morte de Marisa Letícia em respeito à dor alheia. Afinal, apesar de cúmplice do marido e também beneficiada pela roubalheira, nesse evento era apenas uma esposa e mãe que estaria sendo pranteada pelos seus. Até aí ponto final.
Acontece que o seu marido, agora viúvo, aproveitou-se da oportunidade para transformar o velório particular em um evento público e político a seu favor. Mais uma vez, Lula demonstra que não tem escrúpulo de espécie alguma. E, mais uma vez, diante da certeza que será preso, Lula se agarra ao que pode, para tentar salvar-se.
Seus ataques ao juiz Sérgio Moro e a ridícula tentativa de atribuir ao magistrado a culpa pela morte da mulhar, nada mais são que medo, pavor mesmo, que Lula tem de ir para a cadeia. Se até o Eike, o Marcelo Odebrecht, o Sérgio Cabral foram presos, por quê, ele, Lula, o chefe da gangue, não seria? Lula acha que tem um escudo de defesa, a militância petista, como se essa militância pudesse, de fato, se opor à Lei e à decisão da Justiça.
No dia em que Lula for preso, seus capangas sindicalistas e outros arruaceiros profissionais vão gritar, vão sair à ruas com paus e pedras, mas isso não impedirá, nem poderia impedir, que o seu chefe seja trancado atrás das grades.
E, já que a morte dessa senhora foi usada para atacar a Lava Jato, temos que dizer que ela não virou santa após a morte, não. Sua memória estará para sempre manchada pelo que fez e pelo que não fez. Sempre nos lembraremos do seu desrespeito com a coisa pública quando mandou plantar um jardim em forma de estrela nos jardins do Alvorada. Também nos lembraremos que mandou os que protestavam contra o governo petistas "enfiar as panelas no cu".
Enquanto seu marido esteve no poder, uma mulher de origem simples, do povo, poderia ter feito muito por esse mesmo povo, mas, ao contrário de Dona Ruth Cardoso, preferiu se entupir de botox, ficar reformando sítios e apartamentos "que não lhes pertencem" e se deslumbrar com a vida de madame, primeira-dama de terceiro mundo.
Foi, no máximo, uma nulidade, e no pior caso, uma cúmplice.
domingo, 5 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Algoritmos
Ah, os algoritmos! Como são misteriosos os caminhos que levam aos algoritmos do mundo dos bits. Nessa Matrix qualquer coisa pode acontecer! A realidade é plasmada exatamente pelos bits e bytes. Basta um deles fora do lugar e tudo muda. Para o bem ou para o mal.
Um algoritmo pode, por exemplo, inverter o resultado de uma eleição, e se os votos são também fumaça virtual, como se há de conferir? Fica valendo, para todo o sempre, o resultado proclamado pelo algoritmo.
É mais ou menos como a eleição papal. Só que lá eles ainda votam no papel e os queimam ao final, tenha havido, ou não, um papa eleito. É a tal da fumacinha negra, fumacinha branca. Os nossos votos aqui, já são fumaça no momento em que são "colocados" na urna, nem precisam ser queimados.
Ontem a nação inteira ficou sabendo que o sorteio do relator da Lava Jato, não foi bem um sorteio. Diga-se de passagem que o resultado até que foi bom. Foi o melhor possível considerando a situação e as alternativas! Mas a questão, que se discute aqui não, é essa. O que se discute é que diabo de algoritmo é esse que "faz" o sorteio, pesando prós e contras, ponderando as chances e depois dispara em nossa direção o nome do "ganhador".
Não dava para ser um sorteio mais tradicional, com algumas bolinhas numeradas por exemplo, rolando dentro de uma gaiola esférica e toda a nação acompanhando e torcendo? Cada ministro, por exemplo, receberia um número com 5 ou 8 dígitos, que iriam "saindo" um a um, da gaiola, para ficar mais emocionante!
Ou então, as bolinhas teriam os nomes dos "candidatos" e o sorteio seria por eliminação. Quem ficasse por último seria o escolhido, bem ao estilo de "os últimos serão os primeiros"!
O que fica estranho é essa coisa toda de algoritmo, que ninguém sabe bem o que é, e quem sabe não confia. O processo é invisível, fica lá dentro da máquina, do computador, e temos que acreditar que tudo foi limpo e honesto e seguiu estritamente as regras da imparcialidade. Queria ver se esse tal algoritmo tivesse sorteado um Lewandowski para relator. O país estaria pegando fogo agora.
Um algoritmo pode, por exemplo, inverter o resultado de uma eleição, e se os votos são também fumaça virtual, como se há de conferir? Fica valendo, para todo o sempre, o resultado proclamado pelo algoritmo.
É mais ou menos como a eleição papal. Só que lá eles ainda votam no papel e os queimam ao final, tenha havido, ou não, um papa eleito. É a tal da fumacinha negra, fumacinha branca. Os nossos votos aqui, já são fumaça no momento em que são "colocados" na urna, nem precisam ser queimados.
Ontem a nação inteira ficou sabendo que o sorteio do relator da Lava Jato, não foi bem um sorteio. Diga-se de passagem que o resultado até que foi bom. Foi o melhor possível considerando a situação e as alternativas! Mas a questão, que se discute aqui não, é essa. O que se discute é que diabo de algoritmo é esse que "faz" o sorteio, pesando prós e contras, ponderando as chances e depois dispara em nossa direção o nome do "ganhador".
Não dava para ser um sorteio mais tradicional, com algumas bolinhas numeradas por exemplo, rolando dentro de uma gaiola esférica e toda a nação acompanhando e torcendo? Cada ministro, por exemplo, receberia um número com 5 ou 8 dígitos, que iriam "saindo" um a um, da gaiola, para ficar mais emocionante!
Ou então, as bolinhas teriam os nomes dos "candidatos" e o sorteio seria por eliminação. Quem ficasse por último seria o escolhido, bem ao estilo de "os últimos serão os primeiros"!
O que fica estranho é essa coisa toda de algoritmo, que ninguém sabe bem o que é, e quem sabe não confia. O processo é invisível, fica lá dentro da máquina, do computador, e temos que acreditar que tudo foi limpo e honesto e seguiu estritamente as regras da imparcialidade. Queria ver se esse tal algoritmo tivesse sorteado um Lewandowski para relator. O país estaria pegando fogo agora.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Cármen Lúcia e o jogo de azar
Os jogos de azar são hipocritamente proibidos no Brasil, embora o Estado tupiniquim seja o maior patrocinador deles através da "Nossa" Caixa e milhares de brasileiros, pobres principalmente, arrisquem seus caraminguás todas as semanas em busca do Eldorado!
Pois, por ironia do destino e confirmação de nossa índole, o futuro da Lava Jato na Suprema Corte do país está dependendo simplesmente... da sorte ou do azar, dependendo do ponto de vista! O novo relator do processo jurídico mais importante da nossa história será escolhido por sorteio! É espantoso e é muito azar nosso, ou melhor, somos um país projetado para não dar certo.
Um sorteio! É isso que vai definir se o relatório cairá nas mãos de um Lewandowski, ou de um Dias Tóffoli, e não nas de um Celso de Mello ou de um Edson Facchin, ou até mesmo nas mãos de um Gilmar Mendes.
Mas é o regimento do Supremo, dirão alguns! Pois que se exploda o regimento! O que está em jogo é o interesse e o futuro da nação! Se até as Constituições são mudadas ao sabor de interesses, nem sempre confessáveis, por que não se pode mudar um regimento interno de uma instituição?
Somos o país da letra morta! O que está escrito só vale quando o poderoso de plantão quer que valha. Recentemente tivemos um belo exemplo disso quando o então presidente desse mesmo Supremo violentou a Constituição ao fatiar a pena da ex-presidente admitindo que ela retivesse os direitos políticos ao arrepio do texto constitucional. E ficou por isso mesmo! Se alguns dos seus togados colegas teve pruridos, coçou-se em silêncio!
O caso de Renan Calheiros, que também afrontou uma decisão de um ministro dessa mesma Corte, e os demais lhe deram cobertura, com o aval e a "costura" de um acordo vergonhoso, conduzido pela própria presidente da instituição! A mesma presidente que agora vem abanando esse Regimento em nossa direção para dizer que o nosso futuro será decidido por sorteio!
Pelamordedeus, Cármen Lúcia! Tome uma decisão corajosa ao menos uma vez na sua carreira e entre para a história designando um novo relator que seja um ministro sob o qual não pese nenhuma suspeita de parcialidade, a tal da reputação ilibada, lembra-se?
Se cair com Lewandowski, ou com Dias Tóffoli, será a desmoralização Suprema! Esse é o risco ao qual dona Cármen está querendo nos submeter.
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