sábado, 26 de maio de 2018

A nova estratégia lulista

O recente silêncio de Lula e seus hipnotizados militantes pode ser um bom ou um péssimo sinal. Bom seria se esse silêncio significasse que, finalmente, a turba lulista enlouquecida teria se curvado à realidade e começado a se recolher à insignificância política da qual nunca deveriam ter saído. Mas esperar isso desses fanáticos fundamentalistas é querer demais.

Há um grupelho - cada vez menor, mas ainda assim barulhento - que jamais deixará de exercer essa militância político-religiosa, porque simplesmente não podem fazer isso. Seria admitir que tudo o que fizeram no campo político de sua atuação foi uma nulidade completa. Portanto, deve-se concluir que esse grupelho não está se rendendo à realidade. O que deve estar acontecendo é que estão mudando de tática e de estratégia.

Viram que no grito não ganham, portanto, estão mudando os métodos. Estarão submergindo estratégicamente para que o povo se esqueça deles e de Lula e, quando menos esperarmos, surgirem com Lula livre da cadeia por alguma liminar escalafobética ou mesmo por um indulto presidencial? É possível.

Hoje, Demétrio Magnoli, em sua crônica na Folha levanta a hipótese de que está sendo costurado um acordo entre Lula e Ciro Gomes. Segundo Magnoli, Lula posará de candidato até o último minuto, para impedir que surja no PT alguma alternativa, o que beneficia Ciro. Em seguida, já não sendo possível manter essa candidatura fictícia, e sendo tarde para que o PT lance outro candidato próprio, será declarado o apoio à candidatura de Ciro, que, se e quando eleito, lhe dará o benefício do indulto. Teoria conspiratória? Pode até ser, mas é melhor prestar atenção nisso.

Ciro tem feito um discurso cada vez mais agradável aos ouvidos da esquerda lulista: diz que vai reverter a lei do teto de gastos e reinstalará o controle político na Petrobrás. Com esse discurso reforça-se a candidatura de Bolsonaro, como contraponto. É tudo que todos eles querem. Ciro/Lula querem disputar com Bolsonaro e Bolsonaro quer disputar com Ciro/Lula.

Qualquer possível candidato equilibrado, de centro, liberal-conservador, está fadado a perder e muito possivelmente nem chegue ao segundo turno. Isso seria mais um grande mal que Lula poderia fazer ao país. Mas tudo indica que Lula não está nem aí para o seu próprio partido, muito menos para o país.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Triple A

Na indústria dos games, o Triple A é uma classificação que indica o topo da qualidade. Na classificação das agências de risco é a melhor classificação que pode ser dada a um tomador de empréstimos. E por aí vai.

Como o Brasil é um país criativo temos outros tipos de triple A. O PSDB por exemplo, tem o seu triplo A que vai acabar afundando de vez o partido: Aécio, Azeredo e Alckmin. Aécio jogou fora todo o capital político acumulado na eleição em que quase ganhou da Dilma. Azeredo flutua como um fantasma sobre a sigla. Não é nada, nem candidato a nada, mas foi (ou ainda é?) um cacique importante em um partido de muitos caciques e poucos índios. Alckmin, coitado, continua sendo o picolé de chuchu, sem graça, sem gosto e sem votos. E o partido insiste em apresentá-lo como candidato a presidente, logo quem, na ultima vez em que se candidatou, conseguiu a proeza de ter menos votos no segundo turno do que no primeiro!

Aécio faz parte de outro grupo triplo A. Trata-se agora da investigação da PF em que a academia BodyTech, de Alexandre Accioly, teria lavado propina da Andrade Gutierrez para Aécio. É o triplo A da corrupção.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Cartão corporativo para ex-presidente

O Brasil é um país de coitadinhos. Ao mesmo tempo é um país de bonzinhos. Bonzinhos e coitadinhos se completam.

Não resolvemos a exclusão social, mas gostamos de dar Bolsa-Família. As prisões são masmorras medievais que não reintegram ninguém e são dominadas pelo crime organizado, mas temos progressão de penas. Um condenado a 30 anos, fica só 5 anos em regime fechado, se tiver dinheiro e bons advogados, é claro. Para os demais, a masmorra eterna, muitas vezes sem julgamento.

Não resolvemos o problema da exclusão educacional, mas os menores de 18 anos, não podem ser presos, mesmo que tenham cometido crimes bárbaros, sabendo perfeitamente o que faziam.

Não temos um sistema de saúde universal de qualidade, mas não se pode tocar nos zumbis das cracolândias. Eles tem de ficar ali vegetando, expostos aos riscos de toda espécie e submetidos ao poder dos traficantes, mas seu direito de ir e vir está sendo constitucionalmente respeitado.

Os absurdos continuam por aí afora, atingindo de uma forma ou de outra todas as classes de cidadãos e permeando todas as instâncias da vida civil. Dentre esses absurdos, de repente, descobrimos que ex-presidentes tem direito a cartão corporativo! O do Lula foi cassado agora, quando seus demais "direitos" foram retirados.

Como é que é cara-pálida? É isso! Ex-presidentes tem direito ao uso de cartão corporativo. Ou seja, eles entram no governo, roubam enquanto estão lá, saem a contragosto, mas com aposentadoria garantida e cumulativa com todas as demais que porventura já usufruam e, além dos seguranças, ordenanças (leia-se mordomo particular), motoristas, ainda podem gastar sabe-se lá quanto em um cartão corporativo. O pior é que todos esses penduricalhos não devem estar sujeitos a impostos de natureza alguma. Aposto.

Do mesmo jeito que os auxílios-moradia, auxílios-terno, auxílio-isso, auxílio-aquilo, do judiciário e dos deputados, esses deliciosos penduricalhos não integram a base do salário e não estão sujeitos ao pagamento de imposto de renda.

Já passou o tempo de nós, a patuleia, suportarmos isso calados.  Um dia, esse país terá de virar uma democracia igualitária. Vai demorar, mas vai.


Seguidores do Blog

No Twitter:

Wikipedia

Resultados da pesquisa