segunda-feira, 16 de julho de 2018

Terceiro-mundismo

A França, merecidamente, ganhou a Copa. O que se viu, porém, de saques e depredação foi vergonhoso para um país que se diz civilizado e que pertence ao invejado primeiro-mundo.

Jovens encapuzados invadiram lojas nos Champs Eliséés e sairam com garrafas de vinho e champagne. Ou seja, não foi protesto (aliás nem poderia ser), nem fome, nem, porventura, uma excepcional sede. Foi pura e simplesmente um ato de vandalismo, de desrespeito ao patrimônio alheio, digno dos piores momentos do terceiro-mundo. Foi um ato de quem não recebeu suficiente educação de modo a lhe impor um super-ego que o impedisse de agir apenas por instinto. Foi um ato infantil, de quem não conhece limites, do "eu quero eu pego".

Dá o que pensar que isso tenha acontecido em um país como a França. E não foi só em Paris. Isso ocorreu em todo o país. Ao todo, cerca de 292 pessoas foram presas por saques e vandalismo. Quem são essas pessoas? A mídia não descreveu o seu perfil. Por outro lado, mais indigno ainda foram as agressões sexuais denunciadas por muitas mulheres no Twitter, conforme manchete do Le Figaro.

Posso estar enganado, mas nunca soube de vandalismo, saques e agressões contra mulheres quando somos nós, brasileiros, a comemorar um título da Copa. Nesse ponto cabe a interrogação: será que somos mais civilizados, ou os franceses é que decaíram?

sexta-feira, 29 de junho de 2018

A Orcrim está ganhando a Copa

O Brasil se classificou! Todo mundo deve estar muito feliz! Afinal Copa do mundo é o assunto mais importante do país. Que se dane a bolsa em queda, o dólar nos píncaros, a economia patinando há 3 anos e o desemprego estacionado na casa dos 12 milhões. O importante é ganhar a Copa!

Pois bem. Aos trancos e barrancos passamos às oitavas de final ganhando da Sérvia, esse fenômeno do futebol. E agora teremos mais um período em que o humor nacional oscilará da mais profunda depressão à euforia tresloucada!
Dá o que pensar! Freud escreveria tratados sobre esse fenômeno, de um povo vilipendiado pelos seus governantes e que não reage a isso, mas canaliza toda a sua energia para um simples jogo de futebol, como se disso dependesse sua vida, seu bem estar, o bem estar de seus filhos, a prosperidade da nação.

Não estou negando o valor do esporte, mas há que se ter a devida proporção das coisas. A seleção brasileira pode ganhar ou perder e isso não alterará em nada a vida das pessoas. Portanto, torçamos, vibremos, mas acabada a partida, vamos cuidar das nossas vidas. Há muitas coisas importantes e urgentes a serem feitas no Brasil. Ainda há solução, mas é preciso que dediquemos nossa atenção, nossa vigilância e nossa cobrança, não ao cabelo ou aos gols do Neymar, mas à organização criminosa que atua em Brasília e que não está descansando no seu intento de vencer a nação.

domingo, 27 de maio de 2018

Povo de saco cheio!

Crise de representatividade! Essa é a crise de fundo no panorama político brasileiro. É a mãe de todas as crises. Há muito tempo, nós, cidadãos, deixamos de considerar os agentes políticos como nossos representantes. Votamos neles de algum modo e esquecemos seus nomes logo em seguida, porque sabemos que, tão logo assumam os cargos para os quais foram eleitos,  imediatamente deixarão de representar os nossos interesses.

Essa é a explicação para o crescente número de votos brancos, nulos e abstenções. Na última eleição para presidente, no segundo turno, as abstenções, votos brancos e nulos foram de 38,8 milhões em um total de 142,8 milhões de eleitores (fonte: TSE http://bit.ly/2sdqlzx). Isso representou mais de 27% do eleitorado!

Para senador, as abstenções, nulos e brancos chegaram a 37% do eleitorado (53 milhões), ou seja, o número de pessoas que se recusou a escolher um senador dava para eleger um presidente da República.

Deve-se ter em conta que isso foi em 2014, há 4 longos anos! De lá para cá, o que foi desvelado e escancarado desse mundo político, piorou ainda mais a percepção do eleitorado sobre seus supostos representantes. Dependendo de como decorrerá o ambiente político e quem serão os candidatos às próximas eleições, o número dos que se irão se recusar a escolher um presidente pode ser mais que 50% do eleitorado. Isso significará que o possível eleito não terá mais que 1/4 do apoio dos eleitores. Em outras palavras, estará contra ele 75% da nação.

E aí, como ficamos? Não há lei que preveja o que deve ser feito nesse caso, mas o certo é que terá legitimidade zero, quem for eleito em tais circunstâncias. Já iniciará o governo caindo! Não haverá estabilidade política para ninguém governar assim.

A culpa disso evidentemente é da classe política que esticou a corda da nossa tolerância até o limite do insuportável. Essa nossa resposta será um grande NÃO a tudo o que está aí.

O tempo das mágicas acabou. O povo não tem mais paciência e é por isso que tanta gente pede abertamente pela intervenção militar. É porque o saco encheu mesmo.

Seguidores do Blog

No Twitter:

Wikipedia

Resultados da pesquisa