terça-feira, 23 de abril de 2013

Dilmês castiço



21 de abril de 2013 | 2h 09


O Estado de S.Paulo
Já se tornou proverbial a dificuldade que a presidente Dilma Rousseff tem de concatenar ideias, vírgulas e concordâncias quando discursa de improviso. No entanto, diante da paralisia do Brasil e da desastrada condução da política econômica, o que antes causaria somente riso e seria perdoável agora começa a preocupar. O despreparo da presidente da República, que se manifesta com frases estabanadas e raciocínio tortuoso, indica tempos muito difíceis pela frente, pois é principalmente dela que se esperam a inteligência e a habilidade para enfrentar o atual momento do País.
No mais recente atentado à lógica, à história e à língua pátria, ocorrido no último dia 16/4, Dilma comentava o que seu governo pretende fazer em relação à inflação e, lá pelas tantas, disparou: "E eu quero adentrar pela questão da inflação e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo". Na ânsia de, mais uma vez, assumir para si e para seu chefe, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, os méritos por algo que não lhes diz respeito, Dilma, primeiro, cometeu ato falho e, depois, colocou na conta das "conquistas" do PT o controle da inflação, como se o PT não tivesse boicotado o Plano Real, este sim, responsável por acabar com a chaga da inflação no Brasil. Em 1994, quando disputava a Presidência contra Fernando Henrique Cardoso, Lula chegou a dizer que o Plano Real era um "estelionato eleitoral".
Deixando de lado a evidente má-fé da frase, deve-se atribuir a ato falho a afirmação de que a inflação é "uma conquista", pois é evidente que ela queria dizer que a conquista é o controle da inflação. Mas é justamente aí que está o problema todo: se a presidente não consegue se expressar com um mínimo de clareza em relação a um assunto tão importante, se ela é capaz de cometer deslizes tão primários, se ela quer dizer algo expressando seu exato oposto, como esperar que tenha capacidade para conduzir o governo de modo a debelar a escalada dos preços e a fazer o País voltar a crescer? Se o distinto público não consegue entender o que Dilma fala, como acreditar que seus muitos ministros consigam?
A impulsividade destrambelhada de Dilma já causou estragos reais. Em março, durante encontro dos Brics em Durban (África do Sul), a presidente disse aos jornalistas que não usaria juros para combater a inflação, sinalizando uma opção preferencial pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Em sua linguagem peculiar, a fala foi a seguinte: "Eu não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico. (...) Então, eu acredito o seguinte: esse receituário que quer matar o doente, ao invés de curar a doença, ele é complicado. Eu vou acabar com o crescimento no país? Isso está datado, isso eu acho que é uma política superada". Imediatamente, a declaração causou nervosismo nos mercados em relação aos juros futuros, o que obrigou Dilma a tentar negar que havia dito o que disse. E ela, claro, acusou os jornalistas de terem cometido uma "manipulação inadmissível" de suas declarações, que apontavam evidente tolerância com a inflação alta - para não falar da invasão da área exclusiva do Banco Central.
O fato é que o governo parece perdido sobre como atacar a alta dos preços e manter a estabilidade a duras penas conquistada, principalmente com um Banco Central submisso à presidente. Por razões puramente eleitorais, Dilma não deverá fazer o que dela se espera, isto é, adotar medidas amargas para conter a escalada inflacionária. Lançada candidata à reeleição por Lula, ela já está em campanha.
Num desses discursos de palanque, em Belo Horizonte, Dilma disse, em dilmês castiço, que a inflação já está sob controle, embora todos saibam que não está. "A inflação, quando olho para a frente, ela está em queda, apesar do índice anualizado do ano (sic) ainda estar acima do que nós queremos alcançar, do que nós queremos de ideal", afirmou. E completou: "Os alimentos também começaram a registrar, mesmo com todas as tentativas de transformar os alimentos no tomate (sic), os alimentos começaram uma tendência a reduzir de preço". 
Ganha um tomate quem conseguir entender essa frase.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Órfão nuclear


18/04/2013 às 21:31 (Paulo César Chagas)
O Partido dos Trabalhadores está no poder há três mandatos e, provavelmente, lá permanecerá por mais um!
Terá, assim, completado a etapa da consolidação do pleno aparelhamento do estado, colocado sua gente em todos os postos chave da república e cooptado todos os oportunistas e inocentes úteis que compõem as classes política e empresarial , bem como os jovens, estudantes ou não, que se deixam idiotizar pela falácia e pela mentira e os famintos, ignorantes ou sem perspectivas, embretados nos currais do “bolsa esmola”.
Todavia, quando o caos transformar o engodo em realidade, fazendo os menos ignorantes enxergarem o quanto foram ingênuos ou coniventes com o mal, haverá uma mudança no fiel da balança, tendo como consequência, lógica e democrática, a possibilidade de alternar partidos e propostas.
Restará, contudo, saber se os desmascarados entregarão de bom grado os postos e privilégios com os quais se têm locupletado e lambuzado, desde o primeiro mandato da era pós moral, sob a liderança do Sr Lula da Silva e seus muitos ladrões, já que o seu projeto de poder é ditatorial, mafioso e permanente e não inclui a possibilidade de saída, muito menos pela via que lá os colocou.
Os indícios disso estão por aí, aqui e acolá e revelam que não se trata de estratégia isolada ou eventual, mas de um estudado e bem coordenado plano cujo centro de comando e controle está instalado e dissimulado no cada vez mais conhecido e poderoso Foro de São Paulo.
Seus objetivos revelam-se nos conchavos diplomáticos, nas manifestações e nas palavras de ordem da militância que, à luz do dia, com violência e sem subterfúgios, demonstram sua simpatia pelo regime cubano, intimidando e constrangendo a blogueira Yaoni Sánchez, em visita ao Brasil, acusando-a de traição e afirmando, sem pejo ou vergonha, que “a América Latina vai ser toda comunista”!
São os mesmos irascíveis e coléricos que cospem na cara de idosos e que não toleram conviver com o contraditório!
Parece absurdo, mas é a realidade, existem pessoas no Brasil, ligadas aos
corruPTos, que querem para nós o triste destino do povo cubano, onde o regime de força da “famiglia Castro” distribuiu a miséria, a fome e a doença e confiscou todas as liberdades, inclusive a de pensar e discordar.
Meio século no poder é algo por demais sedutor para qualquer canalha, mesmo quando desgraçado por moléstia incurável! Há exemplos aqui, ali e acolá!
Mas, como diz o ditado, “não há mal que sempre dure, nem há bem que nunca acabe” e chegará o dia em que a democracia indicará o fim desse tempo e eles terão que sair. Aí fica a pergunta: “Quem os fará entregar o poder? As urnas? A vontade do povo? A justiça? A lei e a ordem? Ou será a força das Forças?
O MST, braço armado da guerrilha rural; os sindicatos comprometidos, laborais e do crime organizado; a UNE, comprada com dinheiro público; os apaniguados e incompetentes, aboletados em cargos público e “de confiança”; as polícias, comandadas por “majores – coronéis” comprometidos com o projeto; os corruPTos, de todos os matizes e níveis de sofisticação; e a legião de desocupados, escravizados pela boca ou intimidados pela fome, conduzidos por seus líderes de barro, sairão às ruas
para negar o direito e a verdade das urnas, para intimidar a maioria e “melar o jogo”!
Restará, mais uma vez, a última razão da nação, as instituições que detém o dever constitucional de fazer valer e cumprir a lei e assegurar a ordem interna.
Com certeza, desta vez, não precisarão usar a iniciativa que lhes outorga a lógica da vontade da nacional, pois um dos três poderes já demonstrou sua independência e, mais do que isto, seu comprometimento com os valores que compõem o arcabouço moral da sociedade brasileira e, assim, cumprindo com o seu dever, ordenará, se preciso, o emprego da força das Forças para que os usurpadores desocupem suas posições, entreguem os cargos e tomem o rumo que lhes conferirá o desprezo nacional!
Deus é grande e justo! Quem viver verá!
#
Paulo Cesar Chagas é General de Divisão na Reserva

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sempre pode piorar

Agora não há dúvida. Perdeu-se o leme da economia. Dona Dilma mandou afrouxar as metas do superavit fiscal, ou seja, liberou geral! Estados e municípios, historicamente os gastadores mais difíceis de controlar, agora estão liberados para gastar à vontade. Seus gastos não serão contabilizados na conta do superavit. Só os gastos do governo federal é que serão considerados. Mais uma mágica da dona Dilma.
Não à toa, o Copom já começou a aumentar os juros. Só começou. Mas isso não vai resolver nada (até porque os 0,25 pontos percentuais não fazem nem cosquinha) porque a inflação no Brasil não é de excesso de demanda, mas de falta de investimento na produção e de desorganização dos gastos públicos!
Com o aumento dos juros cairá ainda mais a atividade econômica e cairão ainda mais os investimentos na produção. É o famosos círculo vicioso, que, neste caso, está sendo deflagrado pelas intervenções pontuais, aleatórias e desastradas da governante.
Diz o ditado: "quem não tem competência, não se estabeleça". O nosso problema é que quem "estabeleceu" a incompetente foram outros incompetentes: o Molusco e o eleitor que votou nela. 
O Molusco foi buscar no fundo do poço, uma nulidade que nunca havia sido eleita para nada, nem para síndica de condomìnio; que tinha gerido (mal) uma loja de quinquilharias, mas que "sabia usar laptop"! Essa foi a explicação que ele deu de como se encantou com as habilidades de Dilma Vana. Além disso, como tinha por ideal construir uma República Corporativista nos moldes de Mussolini, carecia ter representantes de todas as "classes" no governo: representante da "Mulher", do "Negro", do "Indio", do "Operário", etc. Nin guém foi escolhido por mérito ou competência, mas por "representar" uma classe. Até um ministro do Supremo, dizem, foi escolhido não por seus abundantes méritos, mas pela cor de sua pele.
Tudo isso, na verdade, é propaganda, no sentido sociológico do termo. É propaganda que cria uma imagem ideal do Partido e a projeta em todas as ações, não importando qual seja a realidade por trás dos "outdoors".
Vivemos há 10 anos sob o governo do faz-de-conta. Faz de conta que tem o PAC, faz de conta que somos autossuficientes em petróleo, faz de conta que eu construo creches e casas populares, faz de conta que há gestão, faz de conta que os agentes públicos são honestos, faz de conta que sou a presidenta de fato, faz de conta que o Lula não dá palpite, faz de conta que a economia do país cresce, faz de conta que não há inflação, faz de conta que as contas públicas fecham, faz de conta que...


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