O poste escolhido por Lula para a sua sucessão está fazendo exatamente o que ele esperava: dando com os burros n'água!
O que Lula queria? Alguém que fizesse um excelente governo, ofuscando os seus "maravilhosos" oito anos de populismo barato e ainda se reelegendo e deixando a era Lula pra trás? Ou preferiria deixar um esquenta-lugar manipulado nos bastidores, reservando o trono para ele, o Grande Líder, em 2014, para outro episódio de mais 8 anos? Parece fácil a conclusão.
Só ingênuos ou bobos de conveniência não sabem resolver essa equação.
Portanto, quanto mais Dilma erra, mais Lula acerta. Imagine-se como os áulicos, fisiológicos e adesistas do Congresso estão sentindo a falta do negociador de Garanhuns, uma pessoa que sabia conversar com os 300 picaretas em linguagem de igual para igual.
Preparemos-nos pois. Enquanto houver possibilidade de se candidatar, Lula será candidato. Somente duas coisas podem impedi-lo: o câncer ou o judiciário. Esse último atuando no rastro dos escândalos do mensalão e seus desdobramentos e nas consequências do caso Rose que ainda nem começou.
É óbvio que o caso Rose pode ter sido apenas um recado de Dilma para que o desencarnado ficasse quieto, mas depois de iniciada a coisa toma vida própria e o Ministério Público não tem que ficar dando satisfações a Dilma, portanto desse mato ainda podem sair coelhos bem orelhudos.
Mas se nada acontecer até lá, em 2014, aproveitando a queda na popularidade da Dilma, que já começou a descer a ladeira, Lula pode se apresentar como a "solução" do partido. E não era isso o que ele queria? Lembram-se daquela história do sapo que, expulso da festa no céu, pedia para ser atirado na pedra, porque tinha medo de água e não sabia nadar? Pois o nosso sapo barbudo está só esperando a hora de começar a gritar: "Na água, não! Na água, não!"
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E o senador Eduardo Suplicy que teve que se submeter ao vexame de enviar uma carta-aberta ao Lula, para ser recebido por ele! Que vergonha para um senador da República, representando o maior Estado da Federação, ter que mendigar atenção de um semi-analfabeto sem cargo algum, como se fosse, ele, senador, um menino inexperiente na política, um principiante que precisasse receber as benesses do coronel? É preciso que o coronel Lula o abençoe para que ele possa disputar mais um mandato de senador? O neo-coronelismo já chegou a tanto?
quinta-feira, 6 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Luz no fim do túnel?
Finalmente alguma dose de bom senso baixou em uma instância de governo. Refiro-me ao pronunciamento do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que declarou que "agora é o investimento que será o carro-chefe do crescimento econômico e não o consumo".
O problema é saber se dona Dilma concorda. Afinal ela é a chefa e o Banco Central não tem autonomia alguma. Se Tombini conseguir implementar essa visão estaremos finalmente escapando do círculo vicioso a que o populismo consumista de Lula e Dilma nos levaram. Deveria ser ele então o ministro da Fazenda e não aquele escorregadio lacaio de salão.
Outra questão que surge é: quem vai investir? O empresariado brasileiro ou o governo? O primeiro, em sua maioria, não acredita no governo e alguns espertos (e amigos do rei) só "investem" com dinheiro do BNDES. O governo por sua vez, não tem mais capacidade de investir e muito menos de gerir depois o investimento feito. Resta o capital externo, que também não virá a um país que o hostiliza e não oferece segurança institucional, nem jurídica. Hoje as regras são umas, amanhã são outras, a depender dos humores e das conveniências do chefete de plantão.
Para piorar, o ano que vem é ano eleitoral e outras forças entram em jogo, suplantando o bom senso. Se tivéssemos um estadista no governo, as ações a serem tomadas seriam as necessárias ao controle da inflação e retomada sustentável do desenvolvimento econômico. Mas isso é querer demais de uma pessoa sem capacidade e que foi alçada ao poder apenas pelo voluntarismo de um líder carismático mas ignorante.
Apesar disso tudo, resta uma tênue esperança pela fala de Tombini. Pode ser, ao menos, uma luz no fim do túnel.
O problema é saber se dona Dilma concorda. Afinal ela é a chefa e o Banco Central não tem autonomia alguma. Se Tombini conseguir implementar essa visão estaremos finalmente escapando do círculo vicioso a que o populismo consumista de Lula e Dilma nos levaram. Deveria ser ele então o ministro da Fazenda e não aquele escorregadio lacaio de salão.
Outra questão que surge é: quem vai investir? O empresariado brasileiro ou o governo? O primeiro, em sua maioria, não acredita no governo e alguns espertos (e amigos do rei) só "investem" com dinheiro do BNDES. O governo por sua vez, não tem mais capacidade de investir e muito menos de gerir depois o investimento feito. Resta o capital externo, que também não virá a um país que o hostiliza e não oferece segurança institucional, nem jurídica. Hoje as regras são umas, amanhã são outras, a depender dos humores e das conveniências do chefete de plantão.
Para piorar, o ano que vem é ano eleitoral e outras forças entram em jogo, suplantando o bom senso. Se tivéssemos um estadista no governo, as ações a serem tomadas seriam as necessárias ao controle da inflação e retomada sustentável do desenvolvimento econômico. Mas isso é querer demais de uma pessoa sem capacidade e que foi alçada ao poder apenas pelo voluntarismo de um líder carismático mas ignorante.
Apesar disso tudo, resta uma tênue esperança pela fala de Tombini. Pode ser, ao menos, uma luz no fim do túnel.
sábado, 25 de maio de 2013
A bolsa e a vida ou O Neo-coronelismo
Impressionante a quantidade de gente que acorreu às agências da Caixa por causa do boato de que o programa Bolsa-Família ia acabar. Aí fica patente o que é esse programa.
O governo ao invés de investir na educação, na preparação da mão-de-obra para que possa galgar um desenvolvimento individual sustentável, prefere "investir" na esmola. E por quê? Porque a esmola causa dependência e é isso que o neo-coronelismo quer. Do mesmo modo que nas fazendas antigas ( e algumas nem tão antigas assim) o patrão criava uma relação de dependência nos seus empregados e assim obtinha a sua servidão, transformando-os virtualmente em escravos, os novos coronéis repetem o mesmo modelo, sob o pretexto de fazer justiça social. Mas o que eles, coronéis, querem mesmo é o controle sobre a massa pobre, ignorante e dependente.
O interessante é que, Lula, de origem pobre, repete o padrão de comportamento a que sua classe social de origem estavam submetidos. Parece que para Lula a dialética se resume em apenas trocar de lado. Ao invés de lutar contra a opressão e libertar as pessoas, o que faz é apenas conseguir um meio de se transformar ele próprio no opressor. Isso aconteceu com muita freqüência no Brasil escravagsita. Muitos escravos libertos, procuravam, tão logo tivessem condições para isso, adquirir seus próprios escravos. Só assim sentiam-se realmente livres. Pois, hoje, o PT repete esse mesmo modelo. Trransformou-se no novo coronel que compra o apoio dos pobres pela dependência. E, implicitamente os ameaça: se deixarem de apoiar o partido, a benesse acaba. Não há luz no fim do túnel, porque não há nem fim do túnel. O bolsa-família é para sempre. Não há resgate social. O objetivo é manter a pobreza e a dependência de modo a garantir os votos atuais e futuros. Assim passou a funcionar a política no Brasil.
O governo ao invés de investir na educação, na preparação da mão-de-obra para que possa galgar um desenvolvimento individual sustentável, prefere "investir" na esmola. E por quê? Porque a esmola causa dependência e é isso que o neo-coronelismo quer. Do mesmo modo que nas fazendas antigas ( e algumas nem tão antigas assim) o patrão criava uma relação de dependência nos seus empregados e assim obtinha a sua servidão, transformando-os virtualmente em escravos, os novos coronéis repetem o mesmo modelo, sob o pretexto de fazer justiça social. Mas o que eles, coronéis, querem mesmo é o controle sobre a massa pobre, ignorante e dependente.
O interessante é que, Lula, de origem pobre, repete o padrão de comportamento a que sua classe social de origem estavam submetidos. Parece que para Lula a dialética se resume em apenas trocar de lado. Ao invés de lutar contra a opressão e libertar as pessoas, o que faz é apenas conseguir um meio de se transformar ele próprio no opressor. Isso aconteceu com muita freqüência no Brasil escravagsita. Muitos escravos libertos, procuravam, tão logo tivessem condições para isso, adquirir seus próprios escravos. Só assim sentiam-se realmente livres. Pois, hoje, o PT repete esse mesmo modelo. Trransformou-se no novo coronel que compra o apoio dos pobres pela dependência. E, implicitamente os ameaça: se deixarem de apoiar o partido, a benesse acaba. Não há luz no fim do túnel, porque não há nem fim do túnel. O bolsa-família é para sempre. Não há resgate social. O objetivo é manter a pobreza e a dependência de modo a garantir os votos atuais e futuros. Assim passou a funcionar a política no Brasil.
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