domingo, 18 de agosto de 2013

Promotora de eventos

É impressionante a facilidade com que a Petrobrás entrega dinheiro (público e dos acionistas) a ONGs, comunidades e a qualquer coisa semelhante. Agora, com o caso do Fora do Eixo em evidência, fica muito clara essa vocação para jogar dinheiro pela janela.
A Petrobrás já doou mais de 600 mil reais (nas palavras do próprio dono do negócio, Pablo Capilé) a essa entidade. A Sabesp, idem. Não consigo entender qual seria o interesse de uma empresa de saneamento em patrocinar uma entidade "promotora" de eventos.
Já a participação da Petrobrás não me surpreende, parece que no governo petista a Petrobrás descobriu um novo objetivo social. Ao invés de prospectar petróleo e fazer lucro para remunerar os seus acionistas, incluindo o Estado brasileiro, ela prefere torrar dinheiro com ONGs  outras comunidades que "fazem" um "trabalho social".
A principal característica dessas ONGs e comunidades é que a contabilidade delas é uma coisa esotérica. O dinheiro que sai de uma Petrobrás e vai parar ali, não pode mais ser rastreado, ninguém mais vai saber onde vão parar esses recursos. Se esse mecanismo já tivesse sido descoberto antes, não haveria julgamento do Mensalão, porque realmente não haveriam provas.
E a facilidade com que um Capilé qualquer, desde que com bons contatos no PT, consegue extrair recursos dessas organizações é de espantar.  E a ligação entre o PT e os cofres públicos é sempre uma constante.
Já é hora de o MP se debruçar sobre essas empresas "patrocinadas" especialmente pela Petrobrás nos últimos anos. Acho que vai encontrar muita coisa interessante.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A virtude do ministro

A cada intervenção do ministro Joaquim Barbosa, sinto me de alma lavada. Pois ele diz, com todas as vogais e consoantes, o que pensa e o que vê. Não dá a menor bola para os rapapés e maneirismos da corte, mas vai ao cerne da questão.
Precisamos disso. Nesse país estamos cansados de ver e ouvir contorcionismos, eufemismos e mentiras pura e simples para esconder e camuflar a verdade.
Quando então alguém, especialmente um ministro, presidente da Suprema Corte, diz abertamente que um outro ministro (no caso, o min. Lewandowski) está a fazer chicana e que é o que ele realmente está a fazer, muita gente se espanta: "Não! Mesmo que seja verdade, o presidente do STF não pode dizer isso de seu colega!". Pergunto eu: Por que não?
Se o que o ministro Lewandowski fez até agora, em todo o julgamento do Mensalão, foi apenas isso, chicana, por que o presidente da Corte não pode dizê-lo? Até demorou, até teve paciência demais. O ministro Lewandowski parece querer é isso mesmo. Ele provoca e estica  e repisa a argumentação de assuntos já decididos e ultrapassados, usa um palavrório sem sentido, chegando até a ler em plenário recortes de jornais. O que ele quer com isso? Estender o julgamento até onde for possível, para ver se a prescrição alcança os réus? Parece que sim. E se não é isso, qual é então o seu eu objetivo?

Lewandowski é conhecido como o ministro da dona Marisa, pois, dizem que foi ela quem interveio junto ao Lula pela nomeação do filho de uma amiga sua. Bem,  ministro Lewandowski, a gratidão é uma virtude, mas não precisava exagerar tanto!


terça-feira, 13 de agosto de 2013

A piscadela alemã

Finalmente alguém piscou. Todos sabemos, ou melhor suspeitamos, das tramoias,  maracutaias e negociatas que se fazem pelo país afora, nos negócios públicos, naqueles negócios que envolvem o nosso dinheiro administrado pelo governo. Em qualquer obra de qualquer prefeitura do interior sabemos, suspeitamos, imaginamos a formação de cartéis, os superfaturamentos e os propinodutos abertos desviando o dinheiro dos cofres públicos para os bolsos dos nossos "honrados" políticos.
Isso ocorre, pelo menos, desde os governos militares, nas rodovias Norte-Sul, na Transamazônica, em Itaipu e Ponte Rio-Niterói, etc. Está ainda entre nós, um senador da República que bem serviu aos militares e sabe bem dessas tramoias. Se quisesse podia contar muita coisa o Sr. José Sarney.
Agora, finalmente alguém piscou. A empresa alemã Siemens se dispôs a confessar o que sabe desse submundo, desse elegante e rico crime organizado. Tomara que conte tudo, diga toda a verdade porque esse país está farto de ser roubado, pelo PT, pelo PSDB, ou por qualquer outro P. Quantas pessoas perderam a vida, assassinadas ou porque deixaram de ter atendimento médico decente, por causa  da leniência e incompetência dos governos, do crime organizado impune,  da corrupção policial! Quantas crianças foram abandonadas pelo sistema à própria sorte, vivendo nas ruas de esmolas e de pequenos, médios e grandes delitos, sem escola, sem futuro, condenadas, mais cedo ou mais tarde, ao crime e/ou ao crack! Quantas mortes e quantos deficientes foram produzidos nas rodovias por falta de manutenção e de sinalização adequadas! Quanto já se gastou no SUS, na recuperação de pessoas acidentadas, no pagamento de pensões por invalidez.
Quanto dinheiro público já foi desperdiçado nas obras superfaturadas, nas execuções fajutas, nas medições fraudadas, nos pagamentos por serviços não executados!
Esse crime continuado contra o Brasil nunca foi devidamente investigado ou esclarecido e, pior, mesmo nos poucos casos em que um funcionário público recebeu alguma punição, nunca se viu um corruptor no banco dos réus, exceto recentemente no caso do mensalão e da Delta, mas nem o Cachoeira está preso, nem os corruptores banqueiros do mensalão estão. Talvez nunca estejam.
Esse caso da Siemens, que confessou a culpa, não pode ficar impune, mesmo que ela tenha feito um acordo, porque o acordo vale para esse caso, mas não há de se estender a todos os outros, nem as demais participantes podem se livrar disso impunemente. O povo já saiu as ruas, já disse que não quer mais aturar esse comportamento. Se for necessário voltaremos às ruas e dessa vez é para invadirmos os palácios, sim, e retirar deles, a tapa, aqueles venais, aqueles bandidos, que nos traem todos os dias.

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