segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Estrago eleitoral

Não precisávamos disso. Já temos um PIB que se recusa a crescer, uma inflação que se recusa diminuir, uma taxa de desemprego que começou a se mover para o lado ruim, uma gestão errática na economia e agora o dólar nas alturas!
Há pouco tempo, a presidenta, em visita a Washington, disse que iria acabar com o tsunami de dólares que supervalorizavam o real. Promessa cumprida!
E agora, Roussef? A festa acabou, o povo foi à ruas, a base começa a debandar, Lula quer voltar. E agora, Roussef?
E agora, nada. Dilma não sabe o que fazer. Nunca soube. É uma pessoa absolutamente despreparada para o cargo, nunca havia exercido uma função executiva antes, quando o irresponsável a impôs como candidata ao partido do qual ele é o dono e senhor. E o partido esperneou um pouco, como de praxe, mas obedeceu, como sempre. Moveu a máquina e, com a colaboração eficaz de uma oposição incompetente, ganhou a eleição.
Quem perdeu foi a nação brasileira que terá ainda que agüentar, no mínimo,  mais um ano e meio de incompetência governamental a devastar o que restava de reponsabilidade administrativa e credibilidade.
O que fará, D.Dilma nesses dezesseis meses que ainda faltam para ela entregar o cargo ou se prolongar nele? Se a segunda hipótese prevalecer, que Deus nos acuda. Mas, pelo andar da carruagem acho que ela não se reelege. Nem ela, nem ninguém do PT.
Entretanto teremos que aguentar mais esses dezesseis meses. Vai ser duro. Depois de cultivar a imagem de durona, grosseirona, que não conversa com político, agora está se transformando, por conselhos marqueteiros, na Dilminha-paz-e-amor. E lá se vai o resto de responsabilidade com os cofres públicos. Dinheiro começa a jorrar às pamparras. Segundo reportagem da Folha hoje (ver aqui), o governo liberou em emendas parlamentares ao orçamento, só nos primeiros 9 dias de agosto, 1,2 bilhão; quase igual ao total já liberado nos sete meses anteriores que foi 1,4 bilhão.
Os cofres estão abertos e o Congresso vazio novamente. Tudo voltou à calma de antes e os políticos, cansados de atender às demandas populares, podem agora descansar tranquilos. O governo vai fazer tudo o que for necessário para reeleger a Dilma, não importa o tamanho do estrago que fará na economia e nas instituições. Isso é assunto para 2015|! Por enquanto a pauta são as eleições de 2014.

domingo, 18 de agosto de 2013

Promotora de eventos

É impressionante a facilidade com que a Petrobrás entrega dinheiro (público e dos acionistas) a ONGs, comunidades e a qualquer coisa semelhante. Agora, com o caso do Fora do Eixo em evidência, fica muito clara essa vocação para jogar dinheiro pela janela.
A Petrobrás já doou mais de 600 mil reais (nas palavras do próprio dono do negócio, Pablo Capilé) a essa entidade. A Sabesp, idem. Não consigo entender qual seria o interesse de uma empresa de saneamento em patrocinar uma entidade "promotora" de eventos.
Já a participação da Petrobrás não me surpreende, parece que no governo petista a Petrobrás descobriu um novo objetivo social. Ao invés de prospectar petróleo e fazer lucro para remunerar os seus acionistas, incluindo o Estado brasileiro, ela prefere torrar dinheiro com ONGs  outras comunidades que "fazem" um "trabalho social".
A principal característica dessas ONGs e comunidades é que a contabilidade delas é uma coisa esotérica. O dinheiro que sai de uma Petrobrás e vai parar ali, não pode mais ser rastreado, ninguém mais vai saber onde vão parar esses recursos. Se esse mecanismo já tivesse sido descoberto antes, não haveria julgamento do Mensalão, porque realmente não haveriam provas.
E a facilidade com que um Capilé qualquer, desde que com bons contatos no PT, consegue extrair recursos dessas organizações é de espantar.  E a ligação entre o PT e os cofres públicos é sempre uma constante.
Já é hora de o MP se debruçar sobre essas empresas "patrocinadas" especialmente pela Petrobrás nos últimos anos. Acho que vai encontrar muita coisa interessante.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A virtude do ministro

A cada intervenção do ministro Joaquim Barbosa, sinto me de alma lavada. Pois ele diz, com todas as vogais e consoantes, o que pensa e o que vê. Não dá a menor bola para os rapapés e maneirismos da corte, mas vai ao cerne da questão.
Precisamos disso. Nesse país estamos cansados de ver e ouvir contorcionismos, eufemismos e mentiras pura e simples para esconder e camuflar a verdade.
Quando então alguém, especialmente um ministro, presidente da Suprema Corte, diz abertamente que um outro ministro (no caso, o min. Lewandowski) está a fazer chicana e que é o que ele realmente está a fazer, muita gente se espanta: "Não! Mesmo que seja verdade, o presidente do STF não pode dizer isso de seu colega!". Pergunto eu: Por que não?
Se o que o ministro Lewandowski fez até agora, em todo o julgamento do Mensalão, foi apenas isso, chicana, por que o presidente da Corte não pode dizê-lo? Até demorou, até teve paciência demais. O ministro Lewandowski parece querer é isso mesmo. Ele provoca e estica  e repisa a argumentação de assuntos já decididos e ultrapassados, usa um palavrório sem sentido, chegando até a ler em plenário recortes de jornais. O que ele quer com isso? Estender o julgamento até onde for possível, para ver se a prescrição alcança os réus? Parece que sim. E se não é isso, qual é então o seu eu objetivo?

Lewandowski é conhecido como o ministro da dona Marisa, pois, dizem que foi ela quem interveio junto ao Lula pela nomeação do filho de uma amiga sua. Bem,  ministro Lewandowski, a gratidão é uma virtude, mas não precisava exagerar tanto!


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