quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Fraude explica

A carga tributária no Brasil atinge inacreditáveis 60% do PIB!. Sabe o que isso significa? Isso quer dizer que trabalhamos 219 dias por ano, só para pagar impostos. Nos outros 146 dias restantes temos que ganhar o suficiente para pagar escolas, moradia, transporte, roupa, comida, plano de saúde, remédios, energia elétrica, telefone, etc.
Mas se o governo arrecada tanto, por que nunca tem dinheiro para investir na educação pública universal e de qualidade, na segurança e transporte públicos, na saúde, etc., etc.? Aí é que está a questão. Dinheiro tem, basta ver que o BNDES está sempre pronto para financiar qualquer projeto mirabolante, tal como financiou o Pró-Álcool  e as empresas do Eike Batista. Dinheiro tem, se consideramos todos os bilhões de investimentos prometidos pela Dilma para as creches, postos de sáude, trem-bala, transposição do S.Francisco, rodovias, portos e aeroportos espalhados pelo país.

No mundo oficial o Brasil é nada mais nada menos que um feliz canteiro de obras. Há que ter dinheiro para bancar essas obras todas. Agora mesmo, Dilma, irresponsavelmente, enviou projeto ao Congresso para cração de mais alguns órgãos públicos inúteis que só vão servir de cabides de emprego para os cabos eleitorais a serem contratados nas próximas eleições. São eles: o Centro de Tecnologia Estratégica do Nordeste, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e um tal de Instituto Nacional de Águas.

Do outro lado, o Brasil real é aquele em que uma ministra usurpa um helicóptero de socorro para fazer passeios e campanha eleitoral com o nosso dinheiro. O Brasil real é aquele onde 50.000 homicídios são cometidos por ano  e 97% ficam impunes. O Brasil real é aquele onde morrem outras 50.000 pessoas anualmente no trânsito. O Brasil real é aquele onde um deputado ganha 28 mil por mês, sem a obrigação de fazer coisa alguma e um policial que põe a vida em risco todos os dias, ganha 1200. O Brasil real é aquele onde faltam escolas, transporte público, estradas,  assistência médica, segurança. É onde impera o estado paralelo do tráfico de drogas e do crime organizado. O Brasil real, enfim, é aquele onde predomina a fraude e a corrupção em todos os escalões, em todos os níveis e em todas as instituições. É isso e apenas isso o que explica a nossa indigência como nação.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pelo andar da carruagem...

O quadro político brasileiro começa a ficar interessante. Dilma não é Lula e o poder de Lula transferir votos parece que só era possível quande ele detinha não só a caneta presidencial, mas principalmente a visibilidade da superexposição programada na mídia e disfarçada de agenda de governo. Dilma tem agora essa mesmas ferramentas e está tentando usá-las, mas os resultados tem sido pífios. Isso é preocupante para um partido que tinha planos de ficar 30 anos no poder, no mínimo.
E quer dizer que seus aliados esperarão até um determinado momento e, quando tiverem a certeza que a vassoura da Dilma não vai decolar por falta de combustível, partirão para outra opção, que pode ser até, como sempre, uma nova velha candidatura do Molusco. Caudilho é assim mesmo, pode até sair do poder, mas o poder não sai dele nunca (vide Getúlio).
Se Lula atropelar Dilma na reta final e se candidatar, o panorama muda todo. Porém o que mais vai definir o futuro dessa história será o estado em que Dilma deixará a economia do país. Estamos descendo rapidamente a ladeira. E, em 2014, alguns analistas sérios e até mesmo favoráveis ao governo, como Delfim, estão prevendo a "tempestade perfeita", uma conjuntura de fatores que atuando sinergicamente podem nos levar ao caos econômico como aquele do final do governo Sarney.
Dilma parece que não tem a compreensão suficiente da situação. Parece pensar que basta o "marquetismo" e algumas ações demagógicas aqui e ali para lhe garantir o segundo mandato. A continuar nesse passo, a carruagem não chegará nem ao segundo turno.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Precisamos de um Tea Party

É claro que esse assunto não ver ser dito no horário eleitoral, porque eles não são bobos, mas a turma da equipe econômica já conta com isso para equilibrar as contas. 
Se conseguir outro mandato Dilma vai aumentar a alíquota máxima do Imposto de Renda de 27,5% para 35%!!!! Pasmem, mas é isso que está nos planos. Afinal, como é que se vai continuar bancando aviões da FAB como taxi aéreo  gratuito pras otoridades? E o caviar das crianças? E a quantidade de ministérios além de qualquer senso crítico!


Quem ganha acima de 4.271,59 vai passar a ter descontado na folha, 1495 reais ao invés dos 1174,68 atuais, que já são um escândalo, considerando que o Estado nada nos dá em troca.

Em outras palavras, com essa alíquota o governo ficará com o fruto do nosso trabalho de quatro meses e meio por ano e nós ficaremos com o dos restantes 7 e meio, só para o Imposto de Renda. Se considerarmos os demais tributos indiretos (ICMS, ISSQN, IOF, PIS/COFINS) que pagamos sem saber, por tudo o que compramos, além dos IPTU's, RENAVAN, DPVAT's, o valor deve chegar à casa dos 60% das nossas receitas.

No regime feudal da Idade Média, um senhor suserano  jamais sonharia cobrar tão altos impostos dos seus vassalos. Temia pela rebelião, o que por muito menos aconteceu algumas vezes. Na Inglaterra a Magna Carta foi instituída para limitar o poder dos reis de cobrar impostos.
A independência dos Estados Unidos se deu pela recusa em pagar a taxa do chá, na revolta que ficou conhecida como Tea Party. É a isso que faz referência hoje o grupo Tea Party; mesmo que atualmente constituído de republicanos hidrófobos, sua mensagem de que impostos tem que ser consentidos é histórica na vida das nações democráticas.
A Inconfidência Mineira também se fez em revolta contra o pagamento do quinto do ouro, ou seja, vinte por cento!

Precisamos urgentemente de um partido com um programa que defenda a redução da carga tributária nesse país. Não é por essa via que os mais pobres serão atendidos, até porque não o são, apesar dos impostos escorchantes. A pobreza será erradicada do país com investimentos na educação, não nos desvios de verbas e nos salários e mordomias indecentes desses que se dizem nossos representantes.

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