Finalmente! Estão indo pra cadeia os ladrões de dinheiro público. Mas que dificuldade, hein? Será que os demais 500 mil presos do país tiveram a mesma chance de defesa? Quanto embargos infringentes apresentou a garota menor de idade trancafiada no Pará na mesma cela com outros 14 presos e por eles estuprada diariamente? É essa a igualdade que pregam esses esquerdistas de araque? É essa a ditadura do proletariado que queriam os comunistas de carteirinha do passado? Na hora do aperto é ao estado "burguês" que recorrem. Se estivessem na República Popular da China, um estado proletário como eles enaltecem, receberiam apenas uma bala na nuca e estaríamos conversados! Sem choro, nem vela.
Mas, aqui, num "estado burguês dominado pelas elites inimigas do povo", eles têm todos os direitos e garantias e ainda acham pouco. Queriam mais. Queriam embargos dos embargos dos embargos... Queriam ampla defesa, como se não a tivessem tido, como se não tivessem bancas milionárias advogando a seu favor.
É até interessante saber como esses advogados estão sendo pagos e quem os está pagando? Para que fique claro que não é o dinheiro publico, previamente desviado, que está custeando essas defesas. Isso seria o absurdo dos absurdos.
Mas, voltando ao tema, seria útil também para a democracia uma comparação entre o tratamento que tiveram e ainda terão esses "próceres da República" e os demais cidadãos comuns que estão por aí amontoados nas celas, nas masmorras, como disse o ministro Tófolli.
A igualdade de que tanto se fala é só no papel! Quero dizer que eles deveriam ser jogados em masmorras semelhantes? Não, não é o ideal, mas se não há celas em condições dignas para todos, não deve haver para ninguém. Advogados argumentam que eles tem que ficar em celas individuais porque o Estado, que os custodia, tem que preservar a sua integridade física e mental. Concordo absolutamente, mas isso não vale também para os outros cidadãos? Só Genoíno, Dirceu, Cristiano Paz, Delúbio, Marcos Valério e demais comparsas tem que ter essa proteção do Estado? Só a integridade física e mental deles é importante?
Um partido que se diz de esquerda, que proclama lutar pela igualdade, que quer até implementar um sistema de cotas raciais no serviço público, segundo eles, para reparar desigualdades passadas, não pode defender uma discriminação como essa sem perder a coerência e a credibilidade.
Pelo menos Dirceu e Genoíno, em nome do seu passado e de sua ideologia, deveriam pleitear dividir com os demais presidiários as condições comuns do cárcere. Isso, sim, ao invés de braços erguidos, seria capaz de conferir-lhes ainda alguma dignidade nessa hora.
domingo, 17 de novembro de 2013
sábado, 16 de novembro de 2013
Patético
Punhos cerrados, braços esquerdos levantados! Foram assim, as cenas patéticas de velhos ex-militantes, agora simplesmente corruptos, querendo passar a imagem de um ativismo político e uma indignação juvenil que está longe deles. Com disse hoje alguém de minha família: "Eles não perceberam que a política andou e eles desandaram?". Frase perfeita!
O mundo andou pra frente, o comunismo ficou pra trás com seus mortos e sua falta de liberdade, e essa gente ainda quer fingir que tudo continua como antes! A quem querem enganar?
E, nas notas que distribuiram à imprensa, dizem que se consideram presos políticos, condenados por uma perseguição das elites.
Que elites, caras-pálidas? O governo é do PT, que tem maioria folgada no Congresso e os governos petistas indicaram 8 dos 11 atuais ministros do Supremo! Essas elites não estão portanto alojadas em nenhum dos 3 poderes da República. Serão então os empresários que estão querendo pôr Genoíno e Dirceu no xilindró? Ou quem sabe serão os banqueiros? Ou os ruralistas?
Se isso acontece numa democracia, se existem elites numa república capazes de fazer a Suprema Corte do país desrespeitar a Constituição para perseguir políticos inocentes e trancafiá-los na cadeia, isso é um caso muitíssimo sério. Dirceu e Genoíno tem a obrigação moral e política de dizer claramente os nomes desses agentes para que a democracia possa se livrar deles.
A quem querem enganar? Qual é o jogo que fazem? Não penso que queiram, nessa altura, que alguém acredite nessa versão. Eles são suficientemente inteligentes para saber que ninguém vai engolir uma lorota desse tamanho! A questão pois é que insistem nessa tese porque nao tem mais nada a dizer. Vão dizer que roubaram? Que desviaram, sim, dinheiro público para comprar apoio e votos? Alguma face, mais ou menos apresentável, eles tem que mostrar, ao menos para os correligionários. Dar à militância um mote para continuar a sua defesa. Ninguém acredita, mas continuam dizendo que sim. Afinal, quando os livros de história forem contar à posteridade esses episódios pouco engrandecedores, pensam que haverá ao menos uma versão, mesmo que absurda, mesmo que incrível, para apresentar como uma outra "leitura". É uma tentativa de salvar pelo menos a própria biografia. Em vão!
O mundo andou pra frente, o comunismo ficou pra trás com seus mortos e sua falta de liberdade, e essa gente ainda quer fingir que tudo continua como antes! A quem querem enganar?
E, nas notas que distribuiram à imprensa, dizem que se consideram presos políticos, condenados por uma perseguição das elites.
Que elites, caras-pálidas? O governo é do PT, que tem maioria folgada no Congresso e os governos petistas indicaram 8 dos 11 atuais ministros do Supremo! Essas elites não estão portanto alojadas em nenhum dos 3 poderes da República. Serão então os empresários que estão querendo pôr Genoíno e Dirceu no xilindró? Ou quem sabe serão os banqueiros? Ou os ruralistas?
Se isso acontece numa democracia, se existem elites numa república capazes de fazer a Suprema Corte do país desrespeitar a Constituição para perseguir políticos inocentes e trancafiá-los na cadeia, isso é um caso muitíssimo sério. Dirceu e Genoíno tem a obrigação moral e política de dizer claramente os nomes desses agentes para que a democracia possa se livrar deles.
A quem querem enganar? Qual é o jogo que fazem? Não penso que queiram, nessa altura, que alguém acredite nessa versão. Eles são suficientemente inteligentes para saber que ninguém vai engolir uma lorota desse tamanho! A questão pois é que insistem nessa tese porque nao tem mais nada a dizer. Vão dizer que roubaram? Que desviaram, sim, dinheiro público para comprar apoio e votos? Alguma face, mais ou menos apresentável, eles tem que mostrar, ao menos para os correligionários. Dar à militância um mote para continuar a sua defesa. Ninguém acredita, mas continuam dizendo que sim. Afinal, quando os livros de história forem contar à posteridade esses episódios pouco engrandecedores, pensam que haverá ao menos uma versão, mesmo que absurda, mesmo que incrível, para apresentar como uma outra "leitura". É uma tentativa de salvar pelo menos a própria biografia. Em vão!
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
República?
A história oficial nos diz que a República foi proclamada em 15 de novembro de 1889. A monarquia foi abolida é certo, porém há dúvidas se a República foi realmente estabelecida nessas terras. República, desde Platão, quer dizer um sistema político em que o bem publico, a coisa pública, seja o regente da organização social.
Para começar, o maior ausente nesse processo foi justamente o povo, aquele que as Constituições dizem que detém o poder soberano. O povo assistiu entre perplexo e assustado àquela movimentação de tropas no campo de Santana sem entender direito o que estava acontecendo. Aliás, segundo alguns historiadores, nem mesmo Deodoro tinha consciência e intenção de proclamar uma república naquele momento. Tudo o que queria era derrubar o Conselho de Ministros. Mas parece que o fato de D.Pedro pretender nomear primeiro-ministro, em substituição ao visconde de Ouro Preto, um inimigo de Deodoro, o qual deveria assumir o governo em 20 de novembro, foi o que o fez converter um golpe em outro. Ou seja, motivos pessoais é que foram determinantes para que a República passasse a ser o nosso regime político. E o jornalista Aristides Lobo escreveu à época, o "povo assistiu bestializado" à proclamação. E continua assistindo bestializado até hoje aos desmandos dos governantes.
Quem assumiu o controle da situação foi a mesma classe que já governava o país antes, a elite rural. Essa Republica de uns poucos perdurou até a revolução de 30, quando foi substituída por uma outra república, até pior, porque autoritária, populista, sindicalista e fascista, liderada pelo caudilho Getúlio e que, no fim, deu no que deu, ou seja, no golpe militar de 64. Pois foi Jango, um herdeiro direto de Getúlio, quem resolvera retomar o populismo varguista e restabelecer uma república sindicalista e autoritária, agora com tintas esquerdistas. Calculou errado, buscou suporte nos sargentos do exército, nos marinheiros e nos sindicalistas e depositou fé no apoio popular das massas, o que não aconteceu. Ao contrário, as massas eram conservadoras e foram para as ruas no movimento reacionário "Marcha da Família com Deus pela Liberdade". O exército, uma instituição de classe média, fez o que a classe média queria, deu o golpe. E Jango, com todo o suporte que parecia ter, com o apoio militar de seu cunhado Brizola, governador do Rio Grande do Sul, nem mesmo esboçou uma reação. Fugiu e deixou seus correligionários ao deus-dará.
Aí vieram 21 anos de ditadura. Mais uma vez uma república sem participação popular.
Então, depois da Constituição de 88, depois do impeachment do Collor, quando se pensava que as coisas tinham começado a mudar nesse pais temos que chegar à conclusaõ de que o povo só participa nessa república como agente passivo, aquele que trabalha, paga impostos e sustenta a mesma cambada que não larga o osso do poder. Todo o nosso arcabouço jurídico, político e social é feito para a eternização dessa gente que explora, rouba e suga os recursos dos país em benefício próprio. São os donos dos bancos Rurais; são os Eikes Batistas, useiros e vezeiros de pegar empréstimo do BNDES; são os capitães-donatários como a família Sarney; os arrivistas políticos filhinhos-de-papai como Fernando Collor, que deu a volta por cima; são os Maluf que são julgados e condenados e continuam com a mesma cara-de-pau e nada lhes acontece; e recentemente essa turma viu chegar novos amigos, uma gente que chegou com fome, comendo o que via pela frente, falando de boca cheia e arrotando à mesa, mas que tinha votos e um canal de comunicação com o povo, aquele ser místico do qual todos dependem de 4 em 4 anos. Como as tetas são grandes e elásticas dá para todo mundo mamar. Foram todos acomodados e convivem em harmonia Genoínos, Sarneys, Collors, Malufs, Lulas, Delúbios e Renans. Nem dá mais para distinguir uns dos outros. Quem fica de fora, bestializado como sempre, é aquele que deveria ser o autor e ator principal, a razão de ser da coisa pública. Não há coisa pública, ela foi sempre tomada, usurpada e transformada em coisa privada por alguns espertalhões.
Para começar, o maior ausente nesse processo foi justamente o povo, aquele que as Constituições dizem que detém o poder soberano. O povo assistiu entre perplexo e assustado àquela movimentação de tropas no campo de Santana sem entender direito o que estava acontecendo. Aliás, segundo alguns historiadores, nem mesmo Deodoro tinha consciência e intenção de proclamar uma república naquele momento. Tudo o que queria era derrubar o Conselho de Ministros. Mas parece que o fato de D.Pedro pretender nomear primeiro-ministro, em substituição ao visconde de Ouro Preto, um inimigo de Deodoro, o qual deveria assumir o governo em 20 de novembro, foi o que o fez converter um golpe em outro. Ou seja, motivos pessoais é que foram determinantes para que a República passasse a ser o nosso regime político. E o jornalista Aristides Lobo escreveu à época, o "povo assistiu bestializado" à proclamação. E continua assistindo bestializado até hoje aos desmandos dos governantes.
Quem assumiu o controle da situação foi a mesma classe que já governava o país antes, a elite rural. Essa Republica de uns poucos perdurou até a revolução de 30, quando foi substituída por uma outra república, até pior, porque autoritária, populista, sindicalista e fascista, liderada pelo caudilho Getúlio e que, no fim, deu no que deu, ou seja, no golpe militar de 64. Pois foi Jango, um herdeiro direto de Getúlio, quem resolvera retomar o populismo varguista e restabelecer uma república sindicalista e autoritária, agora com tintas esquerdistas. Calculou errado, buscou suporte nos sargentos do exército, nos marinheiros e nos sindicalistas e depositou fé no apoio popular das massas, o que não aconteceu. Ao contrário, as massas eram conservadoras e foram para as ruas no movimento reacionário "Marcha da Família com Deus pela Liberdade". O exército, uma instituição de classe média, fez o que a classe média queria, deu o golpe. E Jango, com todo o suporte que parecia ter, com o apoio militar de seu cunhado Brizola, governador do Rio Grande do Sul, nem mesmo esboçou uma reação. Fugiu e deixou seus correligionários ao deus-dará.
Aí vieram 21 anos de ditadura. Mais uma vez uma república sem participação popular.
Então, depois da Constituição de 88, depois do impeachment do Collor, quando se pensava que as coisas tinham começado a mudar nesse pais temos que chegar à conclusaõ de que o povo só participa nessa república como agente passivo, aquele que trabalha, paga impostos e sustenta a mesma cambada que não larga o osso do poder. Todo o nosso arcabouço jurídico, político e social é feito para a eternização dessa gente que explora, rouba e suga os recursos dos país em benefício próprio. São os donos dos bancos Rurais; são os Eikes Batistas, useiros e vezeiros de pegar empréstimo do BNDES; são os capitães-donatários como a família Sarney; os arrivistas políticos filhinhos-de-papai como Fernando Collor, que deu a volta por cima; são os Maluf que são julgados e condenados e continuam com a mesma cara-de-pau e nada lhes acontece; e recentemente essa turma viu chegar novos amigos, uma gente que chegou com fome, comendo o que via pela frente, falando de boca cheia e arrotando à mesa, mas que tinha votos e um canal de comunicação com o povo, aquele ser místico do qual todos dependem de 4 em 4 anos. Como as tetas são grandes e elásticas dá para todo mundo mamar. Foram todos acomodados e convivem em harmonia Genoínos, Sarneys, Collors, Malufs, Lulas, Delúbios e Renans. Nem dá mais para distinguir uns dos outros. Quem fica de fora, bestializado como sempre, é aquele que deveria ser o autor e ator principal, a razão de ser da coisa pública. Não há coisa pública, ela foi sempre tomada, usurpada e transformada em coisa privada por alguns espertalhões.
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