sábado, 1 de fevereiro de 2014

Administração esquizofrênica

Os Estados, em geral, são grandes gastadores e gastam mal. No Brasil essa situação chega às raias do inacreditável, do surreal. O Estado brasileiro, principalmente depois da Constituição de 88, passou a ser um gastador inverterado sem ter os recursos correspondentes. Nossa carga tributária subiu aos píncaros e ainda seguimos produzindo deficit. O tal superavit primário não contabiliza os juros da dívida pública, portanto é uma ficção. É como se uma pessoa estivesse com as contas estouradas, mas desconsiderasse os juros dos empréstimos, do saldo negativo da conta corrente e do cartão de crédito, na hora de fazer as contas.

Com os governos do PT chegamos então à esquizofrenia administrativa. O governo amplificou absurdamente os gastos para a compra de votos, despistada em bolsas-disso, bolsas-daquilo, que não terão nenhum retorno econômico ou social, a não ser o "retorno" eleitoral para eles mesmos.
Além disso, faz doações para ditaduras africanas e investe na infraestrutura de Cuba, como se essas questões estivessem plenamente resolvidas aqui.

Em paralelo, penamos do lado de cá, com a infraestrutura sucateada, elevando nossos custos e diminuindo a nossa produtividade. E ainda se espantam por que o investimento estrangeiro está secando e por que motivo o PIB não cresce.

A especialidade da Mãe do PAC é anunciar, como realidade, obras e projetos mirabolantes, que só estão no papel e dali não sairam.

Só para relembrar alguns itens, a  governanta, junto com o seu antecessor, anunciou com pompa e circunstância a construção de 6.000 creches, 800 aeroportos, o trem-bala, a transposição do S. Francisco. Só para a duplicação do anel rodoviário e o metrô de Belo Horizonte já foram 7 anúncios. Pela quantidade de promessas, o Brasil já seria uma Singapura. Nem mesmo as construções dos estádios, outro desperdício de dinheiro, nem as obras de infraestrutura do entorno, exigidas pela FIFA, estão dentro do cronograma.
Mas quando se olham as estatísticas, vemos o Brasil entre os primeiros lugares nas piores coisas: índice de analfabetismo, índice de corrupção, dificuldade para se fazer negócios, violência urbana, etc.

É o país do faz-de-conta, dos sonhos grandiloquentes que jamais se realizarão.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dinheiro sem dono

A única coisa que você pode apostar que é verdadeira nesse governo é a gastança. O resto é tudo mentira.
Dilma foi pra Europa: Davos! Fazer o quê lá? Não tinha nada pra falar, não tinha nada pra ouvir, que essa gente só ouve o som da própria voz. Bastava ter pedido um "press release" ao nosso embaixador na Suíça e estava resolvido. Mas aí há um problema, como ficam as mordomias? 
Claro, que as "otoridades" tem que viajar. Gastaram quanto na Suíça? Segredo! Segredo de Estado! Foram descansar em Portugal pagando diárias de 26 mil? Coitadinhas, as "otoridades" estavam cansadérrimas de não fazer nada!
Depois do "descanso" foi pra Cuba...inaugurar o porto construido com financiamento brasileiro. Já foram 1,9 bilhões e dona Dilma agora ofereceu mais 700 milhões! O dinheiro vai direto para a Odebrecht, que é a construtora do porto. Quanto desse dinheiro voltará, ilegalmente, para financiar a campanha do PT? Não sabemos, mas é certo que a Odebrecht será uma das maiores, se não a maior, "doadora"! Essa é a nova modalidade do mensalão. Antes tiravam dinheiro do Banco do Brasil e da Petrobrás para pagar a empresa de Marcos Valério que "retornava" a grana do modo como ficou demonstrado. Inviabilizado esse processo, a criatividade petista pôs em marcha um plano B. Dessa vez o esquema será mais dificilmente desmascarado pois conta com o apoio de um Estado soberano.
Para a modernização dos nossos portos e aeroportos não há dinheiro, pois o "retorno" aqui é baixo. Mas para investir em infraestrutura cubana há dinheiro de sobra, logicamente, porque o "retorno" é muito maior e mais rápido.
Quem se preocupa? É dinheiro público mesmo! E, no Brasil, isso significa dinheiro sem dono.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Pobre de rolé. rolé, rolé

Um dos grandes problemas da esquerda "intelequitual" brasileira é que eles pretendem falar em nome dos pobres, mas não conhecem os pobres. É uma esquerda almofadinha, burguesa, pseudo-intelectual, nascida e criada na classe média, que estudou em colégios particulares, fez cursinho pré-vestibular pago com o dinheirinho da mamãe e do papai e, uma vez, adentrados na universidade pública, desandam a defender os direitos dos "pobres" e atacar todos os que não são "pobres" impingindo-lhes o rótulo de exploradores.

O conceito que lhes passa pela cabeça é um grande estereótipo e que eles creem ser uma fiel tradução da realidade. Esse estereótipo é explicitado nos seguintes pré-conceitos:
  • pobre não pensa; nós temos que pensar por eles
  • pobres não sabem escolher certo, temos que escolher por eles.Daí nasce o conceito de guia iluminado, como o que foi atribuido a Stalin, o epíteto de Guia Genial do Povos.
  • as classes exploradoras impingem aos pobres um ideal de consumo para aliená-los; a partir daí a única coisa que os pobres querem é ascender de classe social.
    Conclusão: os guias iluminados têm que destruir esse ideal de ascensão de classe social e substituí-lo pelo ideal da luta de classes, uma luta interminável e que só serve para justificar a manutenção dos iluminados eternamente no poder.
  • pobre, mesmo quando reivindica, não o faz conscientemente; temos que ser a consciência deles.
    Isso ficou claro quando certos "movimentos" tentaram se apossar dos protestos de junho em 2013. E agora, na onda dos rolezinhos a 
    psicanalista Maria Rita Kehl chegou a declarar explicitamente à Folha: "A performance dos rolezinhos funciona como denúncia da discriminação, mas não sei se eles fazem isso conscientemente ou apenas movidos pelo mal-estar de saber que não são bem-vindos nos templos do consumo de uma sociedade que, até o momento, só promoveu inclusão via consumo — e não via cultura, acesso a serviços públicos de qualidade etc.”  
Na declaração acima fica absolutamente claro o preconceito embutido nesse estereótipo que a esquerda criou para os "seus" pobres. Para eles, ser pobre não é apenas uma condição social que possa ser superada com educação e trabalho. Para eles, pobre é uma categoria do Ser, uma condição imutável que traz em seu bojo todo um conjunto de valores éticos, estéticos e culturais. Portanto quem nasce pobre, permanecerá pobre mesmo que sua conta corrente aumente em centenas de milhões.

E, fugindo um pouco do tema, não posso deixar de comentar um aspecto da declaração da psicanalista. Gostaria de informá-la que nem os pobres, nem os ricos, nem os remediados (a classe média, odiada pela Marilen Chauí) têm acesso a serviços públicos de qualidade, simplesmente porque tais serviços inexistem nesse país. Nesse quesito o Brasil é uma nação absolutamente igualitária.

Voltando ao tema. Em resumo, Joãosinho Trinta é quem tinha razão: "Pobre gosta é de luxo. Quem gosta de pobreza é intelectual". Quase meio século já se passou e os "intelequituais" ainda querem que os pobres continuem pobres, enquanto eles se refestelam nas mordomias acadêmicas ou palacianas e tecem teorias sociológicas furadas sobre os "movimentos sociais".






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