terça-feira, 11 de março de 2014

Guardião de quê?

Todos os ministros gostam de lembrar solenemente que o Supremo é o guardião da Constituição. Deveria ser. Ideal seria que fosse. É sua função principal, mas o que a história nos mostra não é bem isso. A história do STF inlfeizmente está pontuada de uma vergonhosa série de momentos em que o Supremo se acanhou, se agachou e se omitiu perante um poder maior, geralmente o poder das armas.
É óbvio que o Supremo tem seus defeitos. É constituido de homens, que mesmo agindo em colegiado, o que deveria, de certo modo, diluir opiniões pessoais, podem cometer seus erros, individualmente ou em conjunto. Qualquer julgamento, por mais que se possa procurar a verdade, acaba por ser baseado em opiniões.  Toda sentença nada mais é que a expressão de uma opinião formada sobre determinado assunto. É o que o juiz (ou os juízes) acredita ser a verdade. 

Evidentemente, estamos tratando do caso de juízes idôneos, porque quando inidôneos, não é bem a busca da verdade o objetivo de seus julgamentos. E aí já não estamos mais falando de Justiça.
Porém,  uma coisa é falhar, cometer erros, como qualquer instituição humana, outra coisa é abdicar de sua função por medo ou por interesses mais ou menos confessáveis.

Independentemente disso, uma nação só cresce democraticamente quando acredita em suas instituições, quando as preserva e luta para que elas se aprimorem. É o que temos que fazer agora. A nossa Suprema Corte não pode e não deve ficar sujeita às forças políticas de lado nenhum. Tem que permanecer isenta para poder cumprir bem o seu papel e garantir-nos os direitos consitucionais. Por isso é tão triste e vergonhoso termos que nos defrontar com a realidade de alguns ministros ocuparem um lugar naquela casa, sendo claramente despreparados para a função, ou outros que ali estão praticamente como lacaios a serviço de um partido.

O PT se regozija com o resultado do julgamento dos embargos infringentes, mas se esquece que há sempre um dia após o outro e que o motivo de alegria de hoje, pode ser o motivo do choro de amanhã. Ou seja, ao promover a perda de credibilidade do judiciário, o PT está promovendo a destruição de algo do qual amanhã eles mesmos poderão sentir a falta: a liberdade!

sábado, 8 de março de 2014

Dia da Mulher e da Paz


Há uma história não oficial sobre um grupo de operárias têxteis, em New York, que teriam se sublevado e iniciado uma greve por melhores condições de trabalho, em 08 de março de 1857. Essas mulheres teriam sido aprisionadas dentro da fábrica na qual trabalhavam e o patrão teria mandado incendiar o local. Como consequência todas elas teriam morrido queimadas. Como falta documentação essa história não é aceita oficialmente.

---

Num domingo, dia 8 de março de 1917 (26 de fevereiro no calendário juliano, adotado na Rússia czarista) as operárias da indústria têxtil de S.Petersburgo, em celebração do Dia Internacional da Mulher (comemorado na Rússia desde 1913) se amotinaram em protesto por mais pão, contra a guerra e contra as péssimas condições de trabalho a que eram submetidas.
As manifestações de massa duraram uma semana e houve choques entre os operários e as tropas czaristas, mas o restante da população da cidade foi aos poucos aderindo ao movimento.
Como consequência, em 15 de março, o czar renunciou ao trono e isso marcou o fim da monarquia e da dinastia Romanov na Rússia. Esse episódio ficou conhecido como a Revolução de Fevereiro e a partir desse ano a Rússia (e depois a União Soviética) adotou oficialmente o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Celebrado inicialmente apenas entre os comunistas, só em 1977 foi proclamado pela ONU como o Dia dos Direitos da Mulher e da Paz Mundial.

---

As mulheres estão sempre associadas à idéia de paz. Já entre os gregos, Aristófanes escreveu uma comédia, Lisístrata, na qual as mulheres decidiram fazer uma greve de sexo para que seus maridos parassem as lutas e celebrassem a paz, o que, na peça, acaba por acontecer. Essa mesma idéia está vinculada ao lema dos anos 60: Make love, not war.
Mulher, Amor e Paz - são três coisas que combinam perfeitamente e que fazem um mundo melhor e mais habitável e que os homens, burramente, não sabem valorizar.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Récordes olímpicos

O saldo negativo na balança comercial, nos dois primeiros meses do ano, chega a 6,2 bilhões de dólares, quase 15 bilhões de reais!
É muito? É pouco? 
É um récorde histórico, ou seja, nunca antes neste país nosso desempenho no comércio exterior foi tão pífio. Já em 2013 tínhamos conseguido o pior desempenho dos últimos 13 anos, (olha o 13 aí de novo, gente!) e a continuar nessa toada vamos bater novo récorde em 2014.
Tudo isso, apesar da  desvalorização de nossa moeda em mais de 20%!
No ano anterior ao do início do governo Dilma havíamos fechado a balança com um saldo positivo de 20 bilhões de dólares, mas as manobras foram tantas e as mágicas tão espetaculares que conseguimos anular tudo e ficar no vermelho como estamos agora.
Ainda se fosse só essa a má notícia, dava para ir levando, contando com uma possível recuperação da economia mundial que impulsionaria a China para a frente. Nossas "commodities" estão aí pra quê? Para fazer saldo comercial, fazer entrada de dólares e cobrir os deficits crônicos de outras áreas. Foi isso, foi o saldo positivo da balança, que salvou o governo Lula e lhe permitiu gastar a rodo com programas demagógicos. E foi, portanto, esse saldo positivo que preparou o terreno para Lula emplacar a gerentona.

Agora o buraco está mais embaixo e não dá para fazer mágica com o comércio exterior. Não conseguimos melhorar nossas exportações porque não temos produtividade em manufaturas com valor agregado e o custo-Brasil torna tudo o que se produz aqui mais caro que em outros lugares. Além disso, a China não estará tão cedo tão ávida pelas nossas "commodities" como esteve no passado. Talvez de tudo isso tenhamos um efeito positivo, pois o mesmo fator que preparou a ascenção da dona da lojinha falida de 1,99 seja o fator que vai derrubá-la do cavalo. Esperemos.


Seguidores do Blog

No Twitter:

Wikipedia

Resultados da pesquisa