quarta-feira, 28 de maio de 2014

#NãoVaiTerCopa

O roubo, o desvio de dinheiro público praticado por quem devia defendê-lo por obrigação constitucional, não causa mais nenhum espanto. São tantas as notícias, tantas as investigações, tantos os inquéritos e processos e tão poucas as condenações e menos ainda os ressarcimentos aos cofres públicos, que agora o que espanta é um cidadão, investido em qualquer cargo, ser honesto. O roubo é natural. Faz parte!

Por isso a filha do Ricardo Teixeira e neta de João Havelange postou em sua página, sem o menor problema, o texto que diz: "Não vou torcer contra, até porque o tinha que ser gasto, roubado, já foi."  Ela deve saber o que fala, considerando a família de onde provém e considerando que conhece os meandros do futebol de perto, pois faz parte do comitê executivo organizador local (COL) e recebe uma remuneração nada desprezível de 80 mil reais por mês.
Pois bem, dona Joana Havelange, já que o que tinha de ser roubado já foi, que tal ser devolvido aos cofres da nação com multas e correção e os larápios trancafiados exemplarmente nas diversas Papudas que temos por aí. Na falta de Papudas, temos Pedrinhas também.
O roubo de dinheiro público é um crime de lesa-pátria, de alta traição. Para mim deveria ser julgado por um tribunal marcial. Nada menos que isso merece um traidor de seu país e de seu povo. Foro privilegiado deveria ser a Corte Marcial. Afinal quem deve ser privilegiado quando se cometem crimes contra o país, são as instituições e o Erário, não os ladrões. 




Em consequência desses roubos, milhares de crianças brasileiras morrem todos os anos, não recebem uma educação que os insira no século XXi e estão condenadas à eterna pobreza e indigência. Em consequência desses roubos, somos obrigados a suportar uma violência cada vez maior, por falta de uma política séria de segurança. Por causa desses roubos somos obrigados a conviver com esse caos urbano por falta de transporte público, hospitais aos pandarecos, estradas sucateadas, portos, aeroportos e ferrovias idem. Em consequência desses roubos tudo aqui fica muito mais caro e a economia não deslancha, uma vez que o sistema é construído para satisfazer a outros interesses que não os da população. A essa bastam as esmolas das bolsas-isso, bolsas-aquilo.
A Joana Havelange eu respondo: Exatamente por que o que tinha que ser roubado, já foi, é que eu que vou torcer contra. Eu quero que devolvam. Eu quero que sejam punidos. Estou pouco me lixando para quem chegar de fora e não encontrar um "Brasil lindo", porque eu não quero um "Brasil lindo" só para turista ver, dona Joana. 
Eu quero um Brasil lindo para nós, brasileiros, que moramos aqui, que não temos mansões de luxo em Miami como o seu pai. Eu quero um Brasil lindo para que os meus netos tenham orgulho dele, já que não pude dar aos meus filhos essa possibilidade. É por isso que vou torcer contra. 

É por isso, que eu que nasci no ano em o Brasil perdeu a Copa em casa, e esperei tanto tempo para ver o Brasil ganhar em casa, já não quero mais. Quero que a seleção brasileira perca em casa mais uma vez. Dessa vez, a seleção perdendo é o que vai fazer o Brasil ganhar. É por isso, dona Joana Havelange, que para mim #não vai ter copa. Entendeu? Ou preciso desenhar?



terça-feira, 27 de maio de 2014

Mordechai x Frankenberger

Uma família rica de judeus austríacos de nome Frankenberger teve uma empregada de origem alemã, chamada Maria Schiklgruber que engravidou, solteira, aos 42 anos, supostamente do filho de seu patrão. Esse filho, registrado como Alois Schiklgruber (o sobrenome da mãe) mais tarde mudou o nome para o do padastro, Hiedler, e registrou seus filhos com o sobrenome Hitler. Um de seus filhos foi o famigerado Adolf Hitler.
Uma outra família rica de judeus da Prússia de nome Mordechai abandonou o judaísmo e converteu-se ao luteranismo por questões de aceitação social. Herschel Mordechai era filho do rabino de Triers, mas, depois da conversão mudou seu sobrenome para Heinrich Marx. Um de seus filhos foi o famigerado Karl Marx.
É interessante ver que ambos passaram a vida toda cultivando o ressentimento como a fonte da energia e determinação que os movia e, nas ideologias que promoveram ou defenderam, deram a máxima expressão a esse ressentimento. Hitler mandou destruir todos os documentos relacionados com sua família; e o ódio visceral ao judeus, além de incorporar o antissemitismo disseminado na sociedade austríaca e alemã,  tinha muito de ressentimento pessoal, muito provavelmente contra a família Frankenberger.
Marx rompeu com o pai e depois com o sogro, o barão von Westphalen, dilapidou a herança paterna, assim como a herança de sua mulher. Viveu e submeteu a família a toda uma vida de penúria e carência, sobrevivendo precariamente às custas do dinheiro dos amigos, principalmente de um burguês rico, Friedrich Engels, filho de um industrial alemão. 
Apesar de propugnar por uma luta mundial a favor da "libertação das classes oprimidas", submeteu uma empregada de sua família à mais abjeta forma de opressão, a qual engravidou e cujo filho jamais reconheceu ou sustentou. Essa operária, Helen Demuth, era uma criada do seu sogro e quando Marx se casou a pobre camponesa veio como dote de Jenny, sua esposa. Não recebia remuneração, nem nunca foi oficialmente contratada. Dependia da família Marx para se alimentar e dormir. Quem assumiu a paternidade, a pedido de Marx, foi o seu amigo Engels, que também conseguiu que a criança, Henry Friedrich Demuth, fosse adotada por uma família proletária de Londres. Três de seus filhos morreram na infância, devido às péssimas condições de vida e duas de suas filhas cometeram suicídio. 
Não é de se estranhar, que o ressentimento pessoal de Marx contra a riqueza, acabe por impregnar toda a sua teoria.
Esses dois grandes ressentidos foram direta ou indiretamente os promotores ou a fonte de inspiração dos maiores genocídios da história humana.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

É a mãe!

Ninguém fala mais que  a Dilma é a mãe do PAC. Quando esse tal Plano de Aceleração do Crescimento era ainda uma invenção de propaganda demagógica na boca do Lula e apenas uma miragem na cabeça dos bobos que acreditavam nele, a toda hora a gerentona eficiente dona Dilma era associada à sigla.
Agora é silêncio total. Não se fala mais em PAC. Nem podem falar mesmo. Que aceleração? Que crescimento? Dona Dilma conseguiu a façanha de produzir um crescimento à la Sarney, ou seja, uma estagflação, que é o pior dos mundos: uma estagnação com inflação.
E olhando para as obras do PAC, o que vemos? A transposição do rio S. Francisco, que já custou o dobro do valor orçado e nem sinal de ficar pronta; a refinaria de Abreu e Lima em Pernambuco, mais uma fonte de escândalos que já está custando dez vezes mais que o valor estimado. Vou repetir: DEZ VEZES!!!
Aeroportos novos seriam cerca de 800, depois esse número mirabolante foi reduzido para 270, mas apenas 16 estão em obras (de reforma).
Da ferrovia Norte-Sul, que supostamente ligaria o Pará ao Rio Grande do Sul, só o trecho entre Aguiarnópolis no Maranhão e Palmas, no Tocantins, está concluído. São 400 quilômetros que consumiram mais de 1 bilhão de reais. Deve ser o trecho ferroviário mais caro do planeta! Não vale nem a pena calcular o custo per capita, considerando a exígua população a quem esse trecho serve, para não se ficar roxo de raiva.
O próprio site do governo (http://www.dados.gov.br/dataset/obras-do-pac-programa-de-aceleracao-do-crescimentodisponibiliza dados de dezembro de 2013 (ver abaixo)
que nos permitem calcular que o percentual do PAC já concluido até então era de pífios 5,4%. Mais da metade (56,1%) ainda estavam em fase preparatória; em contratação, 8,3% e em obras, 21,1%. Isso acontecendo no alvorecer do último ano do governo da gerenta.

Diante de tudo isso, é compreensível que a figura da mãe do PAC desapareça para dar lugar a uma outra ficção. Resta saber se o povo vai se deixar enganar mais uma vez.

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