Como é que um diretor de uma estatal, a maior empresa da América Latina, pode roubar dessa empresa 70 milhões de reais e ficar lá por 12 anos sem que ninguém perceba? Como ele não roubava só para si, a roubalheira não foi "só" de 70 milhões de reais. Agora, com as confissões do doleiro, ficaremos sabendo de quantas e quais pessoas estavam no mesmo "projeto".
Em qualquer país sério o governo inteiro teria caído só por conta da existência desse diretor! Entretanto, dona Dilma ontem participou do debate na rede Globo e referiu-se a esse assunto com a maior tranquilidade, ainda se louvando de ter sido ela quem o demitiu. Como se fosse possível diante disso tudo ainda não tê-lo demitido. Na verdade, oficialmente ele teria pedido demissão e ainda acaboiu por receber elogios por escrito do governo que o demitia.
Dona Dilma nem se abala diante dessa constatação. "É assim mesmo, diz ela, é costume no governo dar-se a "chance" de o funcionário a ser demitido, fingir que pede demissão". Sabemos que há casos em que há uma demissão, digamos, "elegante", mas isso só vale para as demissões normais. Casos de crime continuado contra o patrimônio público deveriam merecer algemas e não elogios.
Se o PC da Dilma, ou melhor, Paulinho do Lula, não saiu da Petrobrás algemado é porque ele fazia parte de um grupo cujo "projeto" era surrupiar dinheiro de empresas públicas. E esse grupo o protegeu enquanto foi possível, pois protege-lo equivalia a proteger a si mesmos.
Outra dedução lógica é que os membros desse grupo, dessa quadrilha, necessariamente teriam ser ainda mais poderosos que o Paulo Costa, o diretor, senão como protegê-lo?
Aí vem a pergunta que não quer calar: quem era mais poderoso que o Paulo Roberto Costa, quando exercia a função de diretor de Abastecimento da estatal?
Resposta: José Gabrielli, ex-presidente; Dilma Rousseff, ministra das Minas e Energia e presidente do Conselho; Lula da Silva, presidente da República. Esses três e mais ninguém. Elementar, meu caro Watson! Só não vê quem não quer ver, ou então a Justiça brasileira que é cega, surda, muda e paralítica!
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Que vergonha, OAB!
O Brasil é mesmo um país ao avesso. A OAB, entidade que um dia já foi respeitada pela sua posição libertária, agora veste uma capa inquisitorial e nega ao ex-presidente do Supremo Tribunal o direito de exercer sua profissão de advogado! O motivo, reles e fútil, é que a postura do magistrado Joaquim Barbosa teria ofendido os pruridos dos nossos bacharéis. O ministro Barbosa, ao dizer que haveria uma relação incestuosa entre certos advogados e certos juízes, teria, segundo a OAB, ofendido a toda uma classe.
Seria o mesmo que, se alguém dissesse que há médicos ruins, professores incompetentes, ou políticos ladrões, estivesse a ofender a todos os bons médicos, professores competentes e políticos honestos. Ninguém veste a carapuça daquilo que não lhe diz respeito.
Se a OAB se ofendeu com a a afirmação de Joaquim Barbosa, isso deixa-nos a pensar até que ponto essa Ordem compactua com as mazelas que atingem a Justiça no Brasil e que são uma das maiores razões da impunidade e de não se acabar com os crimes de colarinho branco.
Estranho que, do mesmo modo que a Justiça só é severa com os pobres e bastante tolerante com os ricos, a OAB só se ofende quando se trata de advogados medalhões de gente mais que abastada, aqueles advogados especialistas em livrar corruptos e corruptores da cadeia, aqueles advogados com doutorado e PHD em chicanas e procrastinações.
E o ex-ministro e ex-presidente do Supremo, homem honrado, decente e corajoso, que soube ganhar o respeito e a admiração da maioria do povo brasileiro, é quem está sendo "punido"pela OAB. O Brasil é mesmo um país ao avesso.
Seria o mesmo que, se alguém dissesse que há médicos ruins, professores incompetentes, ou políticos ladrões, estivesse a ofender a todos os bons médicos, professores competentes e políticos honestos. Ninguém veste a carapuça daquilo que não lhe diz respeito.
Se a OAB se ofendeu com a a afirmação de Joaquim Barbosa, isso deixa-nos a pensar até que ponto essa Ordem compactua com as mazelas que atingem a Justiça no Brasil e que são uma das maiores razões da impunidade e de não se acabar com os crimes de colarinho branco.
Estranho que, do mesmo modo que a Justiça só é severa com os pobres e bastante tolerante com os ricos, a OAB só se ofende quando se trata de advogados medalhões de gente mais que abastada, aqueles advogados especialistas em livrar corruptos e corruptores da cadeia, aqueles advogados com doutorado e PHD em chicanas e procrastinações.
E o ex-ministro e ex-presidente do Supremo, homem honrado, decente e corajoso, que soube ganhar o respeito e a admiração da maioria do povo brasileiro, é quem está sendo "punido"pela OAB. O Brasil é mesmo um país ao avesso.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Ora, direis, ouvir pesquisas!
Se pesquisa fosse urna, não precisava eleição. Em outras palavras, treino é treino, jogo é jogo.
As pesquisas podem induzir os eleitores a pensar que a eleição já está decidida e que a anta-presidenta está em primeiro lugar. Du-vi-de-o-dó!
Duvido que a Dilma esteja em primeiro lugar. Onde estão os eleitores dela então? Cadê as bandeiras vermelhas do PT, os adesivos nos carros? Será que essa gente toda (37% dos eleitores) está com vergonha de dizer que vai votar na Dilma? Pode ser que muita gente vote envergonhado, mas tanta gente assim?
A anta está em primeiro lugar só nas pesquisas encomendadas e pagas a peso de ouro. O problema é começarmos a aceitar esses resultados. Isso pode até propiciar coisas e loisas... Podem dizer que as urnas eletrônicas são indevassáveis, infraudáveis, etc. Isso é a maior bobagem. É mais fácil fraudar uma urna eletrônica do que uma urna antiga, de votos em papel. Que o diga a área de segurança dos bancos, que todos os dias lidam com invasões, fraudes, clonagens e que tais. Portanto, tomemos consciência que a situação indicada pelas pesquisas, só é uma situação indicada pelas pesquisas, nada mais.
O que vale mesmo é o voto do cidadão, no dia da grande decisão que irá definir o futuro do país. Antes disso tudo não passa de um jogo de cena e especulação.
As pesquisas podem induzir os eleitores a pensar que a eleição já está decidida e que a anta-presidenta está em primeiro lugar. Du-vi-de-o-dó!
Duvido que a Dilma esteja em primeiro lugar. Onde estão os eleitores dela então? Cadê as bandeiras vermelhas do PT, os adesivos nos carros? Será que essa gente toda (37% dos eleitores) está com vergonha de dizer que vai votar na Dilma? Pode ser que muita gente vote envergonhado, mas tanta gente assim?
A anta está em primeiro lugar só nas pesquisas encomendadas e pagas a peso de ouro. O problema é começarmos a aceitar esses resultados. Isso pode até propiciar coisas e loisas... Podem dizer que as urnas eletrônicas são indevassáveis, infraudáveis, etc. Isso é a maior bobagem. É mais fácil fraudar uma urna eletrônica do que uma urna antiga, de votos em papel. Que o diga a área de segurança dos bancos, que todos os dias lidam com invasões, fraudes, clonagens e que tais. Portanto, tomemos consciência que a situação indicada pelas pesquisas, só é uma situação indicada pelas pesquisas, nada mais.
O que vale mesmo é o voto do cidadão, no dia da grande decisão que irá definir o futuro do país. Antes disso tudo não passa de um jogo de cena e especulação.
Assinar:
Postagens (Atom)
Seguidores do Blog
Blogs que sigo
No Twitter:
Wikipedia
Resultados da pesquisa