A questão de quando um indivíduo da espécie humana pode ser considerado adulto tem respostas que variam de acordo com os tempos e os lugares. Na antiguidade clássica uma criança se tornava adulto quando já podia fecundar ou ser fecundada. Ou seja, na puberdade.
Para quem não se esperava que vivesse mais que 35 anos, 13 ou 14 anos eram perfeitamente aceitáveis como idades em que a vida adulta começava. Esse conceito, no Ocidente, se estendeu até o início do século XX, quando até então os jovens, que desde cedo eram braços produtores, logo na puberdade se tornavam também produtores de novos braços.
Com o declínio do trabalho braçal, tornou-se desnecessário empregar jovens tão cedo, a mão de obra se tornou cara e a necessidade dela cada vez menor, até mesmo na atividade rural, que cada vez mais se automatiza. Ao mesmo tempo com o surgimento de novas profissões exigindo uma especialização cada vez maior e mais tempo dedicado ao estudo e à preparação para o trabalho, criou-se uma etapa intermediária entre a infância e a maturidade, a chamada adolescência.
Nas sociedades industriais, o aumento espetacular da expectativa de vida passou a exigir como contrapartida uma taxa de fertilidade menor. As famílias passaram a ter menos membros, porque também já não eram mais necessários e às vezes se tornavam um estorvo, ao invés de uma ajuda.
Nesse ambiente, que se intensificou nas sociedades pós-industriais altamente tecnologicas, essa etapa entre a infância e a idade adulta, considerando-a como aquela em que a pessoa está plenamente capacitada para o trabalho, passou a ser um longo período de mais de 20 anos. Nessas sociedades a idade adulta plena é atingida somente aos 30 e poucos anos de vida.
Portanto a etapa a que se dá o nome de adolescência é apenas uma construção social. Na biologia nada mudou. Um menino de 13 anos e uma meninda de 12 já podem ser férteis e portanto, no conceito "natural", já seriam adultos.
Nas religiões isso também fica claro. São adultos do ponto de vista religioso, para os católicos por exemplo, aqueles que já foram crismados. Para os judeus, não coincidentemente, são adultos os que já fizeram o bar-mitsvá, aos 13 anos. Ou seja, o que as religiões estão dizendo é que indivíduos da espécie humana já são plenamente conscientes dos valores morais e dos conceitos de bem e mal, de certo e errado, já a partir dessa idade. Por isso, do ponto de vista religioso, são adultos, ou seja, são responsáveis pelo que fazem e estão sujeitos à sanção religiosa e à punição divina.
Essa é a questão de fato que se discute em relação à maioridade penal. Quando é que um indivíduo pode ser plenamente responsabilizado pelos seus atos?
Essa resposta já está dada e só não a vê quem não quer. Se aos 15 anos subiu ao trono do Império brasileiro o seu segundo chefe de Estado; se aos 16 anos a lei considera esses individuos capazes de fazer escolhas políticas das mais importantes, por que deveriam continuar inimputáveis pelos crimes que venham a cometer?
Não é à toa que a maioria de 80% da população quer a redução da maioridade penal para os 16 anos. Só não a querem aqueles que tem a consciência culpada e deformada pela pregação esquerdopata das ciências políticas e sociais. Ou aqueles que tem alguma coisa ganhar com a manutenção do "status quo" por motivos geralmente inconfessáveis.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
terça-feira, 12 de maio de 2015
Tudo dominado
A divisão de poderes em um sistema democrático visa exatamente contrabalançar esses poderes de modo tal que nenhum deles possa exercer uma hegemonia sobre os demais. Em outras palavras, é uma maneira de se evitar com que a democracia descambe em ditadura por hipertrofia de um desses poderes.
O Brasil historicamente sempre privilegiou o poder executivo em relação aos demais e, não coincidentemente, a nossa história está recheada de golpes, contragolpes e períodos longos de ditadura.
Um país patrimonialista, que faz uma política de compadres, não se desapega do poder executivo, o poder "que vale", que tem a caneta, que nomeia, desnomeia, enfim, o poder que pode lotear o Estado e distribuir os lotes entre os amigos.
Com a chegada do PT ao poder essa situação simplesmente se exacerbou. O PT chegou com fome, chegou com vontade e, segundo sua ideologia, sendo a democracia um valor burguês, nada mais natural que reforçar os poderes do executivo e se apropriar do Estado. É isso que eles tem feito durante todo o tempo.
E ainda fizeram mais, conseguiram adaptar sua ideologia totalitária às características da pátria macunaímica. O mensalão, o petrolão, o loteamento de cargos e ministérios, a compra da base aliada, tudo isso foi uma maneira de aliar a velha tradição patrimonialista, fisiológica e clientelista com os "ideais" totalitários da esquerda sindicalista. Não foi à toa que Sarney se erigiu no maior símbolo dessa aliança. Só no Brasil os representantes do mais obtuso e anacrônico atraso político poderiam ser os aliados preferenciais de um grupo que se intitula "progressista".
Essas reflexões vem a calhar no momento em que o Senado se prepara para homologar ou não o nome do Sr. Fachin como ministro do Supremo. A sua homologação, ainda por cima apoiada pelo PSDB (ou parte dele) vem mais uma vez demonstrar que quem manda nesse país é o poder executivo. Que as firulas recentes de Renan e Cunha não são mais que firulas e que podem ser dominadas com a "doação" de mais alguns cargos, mais algumas fatias do bolo.
O nosso poder legislativo não exerce seu papel constitucional de fiscalizar o executivo e moderar seus excessos. Ao contrário, ele funciona como uma câmara de homologação, que barganha seu apoio em troca de fatias setoriais de poder. A roubalheira de dinheiro público é apenas uma consequência desse estado de coisas. E isso significa que vai continuar. A operação Lava Jato terá sido apenas um tropeção nessa longa história de privatização do Estado.
A nossa esperança reside em que o Senado exerça seu papel e, pelo menos a oposição mostre que está à altura do povo brasileiro e dê um sonoro "não" à essa indicação matreira de dona Dilma tentando aparelhar ainda mais o terceiro poder, pois o segundo já está dominado.
O Brasil historicamente sempre privilegiou o poder executivo em relação aos demais e, não coincidentemente, a nossa história está recheada de golpes, contragolpes e períodos longos de ditadura.
Um país patrimonialista, que faz uma política de compadres, não se desapega do poder executivo, o poder "que vale", que tem a caneta, que nomeia, desnomeia, enfim, o poder que pode lotear o Estado e distribuir os lotes entre os amigos.
Com a chegada do PT ao poder essa situação simplesmente se exacerbou. O PT chegou com fome, chegou com vontade e, segundo sua ideologia, sendo a democracia um valor burguês, nada mais natural que reforçar os poderes do executivo e se apropriar do Estado. É isso que eles tem feito durante todo o tempo.
E ainda fizeram mais, conseguiram adaptar sua ideologia totalitária às características da pátria macunaímica. O mensalão, o petrolão, o loteamento de cargos e ministérios, a compra da base aliada, tudo isso foi uma maneira de aliar a velha tradição patrimonialista, fisiológica e clientelista com os "ideais" totalitários da esquerda sindicalista. Não foi à toa que Sarney se erigiu no maior símbolo dessa aliança. Só no Brasil os representantes do mais obtuso e anacrônico atraso político poderiam ser os aliados preferenciais de um grupo que se intitula "progressista".
Essas reflexões vem a calhar no momento em que o Senado se prepara para homologar ou não o nome do Sr. Fachin como ministro do Supremo. A sua homologação, ainda por cima apoiada pelo PSDB (ou parte dele) vem mais uma vez demonstrar que quem manda nesse país é o poder executivo. Que as firulas recentes de Renan e Cunha não são mais que firulas e que podem ser dominadas com a "doação" de mais alguns cargos, mais algumas fatias do bolo.
O nosso poder legislativo não exerce seu papel constitucional de fiscalizar o executivo e moderar seus excessos. Ao contrário, ele funciona como uma câmara de homologação, que barganha seu apoio em troca de fatias setoriais de poder. A roubalheira de dinheiro público é apenas uma consequência desse estado de coisas. E isso significa que vai continuar. A operação Lava Jato terá sido apenas um tropeção nessa longa história de privatização do Estado.
A nossa esperança reside em que o Senado exerça seu papel e, pelo menos a oposição mostre que está à altura do povo brasileiro e dê um sonoro "não" à essa indicação matreira de dona Dilma tentando aparelhar ainda mais o terceiro poder, pois o segundo já está dominado.
sábado, 2 de maio de 2015
Ali Babá, O Exterminador de Plurais
Molusco, Exu de Garanhuns, Apedeuta, Exterminador de Plurais, Babalorixá de Banânia, esses e outros são os epítetos do "maior estadista" que essa terra conheceu desde Tomé de Souza! Nunca antes na história desse país se viu tal coisa.
O dito-cujo resolveu deitar falação em comício da CUT, no dia do Trabalho, para uma plateia selecionada a dedo, a nove dedos!
E aí defendeu o governo Dilma... e atacou o governo Dilma!
"Defendeu" dizendo que nunca antes na história desse país houve uma mulher como Gilda, oops, Dilma! E atacou dizendo que "temos" que derrubar o plano Levy.
Deixa ver se eu entendo. O ministro Levy foi nomeado pela Dilma, cujo governo o Exu diz defender. Ou será que há algum outro governo, que a gente não sabe, e ao qual o PT do Molusco faz oposição? Pelo jeito e pela intensidade da raiva do Babalorixá esse governo fantasma é quem realmente governa o país e dona Dilma está lá de fantoche.
Obviamente ela agora está meio de fantoche mesmo, já que tercerizou o governo para o PMDB. Só que o governo do PMDB nada tem de fantasma, nem de zumbis, ao contrário, todos lá são muito vivos, vivos até demais! Mas quem se aliou ao PMDB e o promoveu e o cevou até chegar à situação atual não foi ninguém mais, ninguém menos, que o Molusco. Foi ele quem subiu ao palanque ao lado da Roseana, foi ele quem disse que o Sarney deveria estar acima de qualquer suspeita, acima mesmo da lei, foi ele quem escolheu e referendou o nome de Michel Temer para vice da Anta. Foi ele quem deu todo apoio à candidatura de Renan Calheiros à presidência do Senado, presidência à qual Renan havia renunciado por conta de uma multiplicação de bois mal explicada.
O que a Anta fez foi aprofundar essa relação com o partido, ou seja, fazer mais do mesmo que é a sua (dela) especialidade. Aprofundou tanto que agora quem manda são eles, sem intermediários.
É disso que o Exu está com raiva? Ou das revelações de que já está sendo investigado por "suposto" tráfico de influência em favor da Odebrecht. Acho que, na verdade, está mesmo é com medo. E usa aquela velha tática de que a melhor defesa é o ataque!
Pelo andar da carruagem está se aproximando o dia em que os todos os epítetos serão subsituídos formal e oficialmente por um só: Ali Babá.
O dito-cujo resolveu deitar falação em comício da CUT, no dia do Trabalho, para uma plateia selecionada a dedo, a nove dedos!
E aí defendeu o governo Dilma... e atacou o governo Dilma!
"Defendeu" dizendo que nunca antes na história desse país houve uma mulher como Gilda, oops, Dilma! E atacou dizendo que "temos" que derrubar o plano Levy.
Deixa ver se eu entendo. O ministro Levy foi nomeado pela Dilma, cujo governo o Exu diz defender. Ou será que há algum outro governo, que a gente não sabe, e ao qual o PT do Molusco faz oposição? Pelo jeito e pela intensidade da raiva do Babalorixá esse governo fantasma é quem realmente governa o país e dona Dilma está lá de fantoche.
Obviamente ela agora está meio de fantoche mesmo, já que tercerizou o governo para o PMDB. Só que o governo do PMDB nada tem de fantasma, nem de zumbis, ao contrário, todos lá são muito vivos, vivos até demais! Mas quem se aliou ao PMDB e o promoveu e o cevou até chegar à situação atual não foi ninguém mais, ninguém menos, que o Molusco. Foi ele quem subiu ao palanque ao lado da Roseana, foi ele quem disse que o Sarney deveria estar acima de qualquer suspeita, acima mesmo da lei, foi ele quem escolheu e referendou o nome de Michel Temer para vice da Anta. Foi ele quem deu todo apoio à candidatura de Renan Calheiros à presidência do Senado, presidência à qual Renan havia renunciado por conta de uma multiplicação de bois mal explicada.
O que a Anta fez foi aprofundar essa relação com o partido, ou seja, fazer mais do mesmo que é a sua (dela) especialidade. Aprofundou tanto que agora quem manda são eles, sem intermediários.
É disso que o Exu está com raiva? Ou das revelações de que já está sendo investigado por "suposto" tráfico de influência em favor da Odebrecht. Acho que, na verdade, está mesmo é com medo. E usa aquela velha tática de que a melhor defesa é o ataque!
Pelo andar da carruagem está se aproximando o dia em que os todos os epítetos serão subsituídos formal e oficialmente por um só: Ali Babá.
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