Melancólico final esse do Olacyr de Moraes. Julgo à distância, sem conhecer os meandros da sua vida. Julgo apenas pelas aparências, mas as aparências são tudo o que o empresário, o ex-rei da soja, nos deixou de si mesmo.
Quando resolveu aparecer no jet-set sempre acompanhado das "amigas", jovens bonitas, e sempre de duas ou três ao mesmo tempo, Olacyr queria deixar uma mensagem: a de um bon-vivant bem sucedido, rico e feliz, garanhão cercado de mulheres bonitas, curtindo do bom e do melhor. Essa foi a imagem que ele divulgou por um longo tempo. Direito seu, isso não se discute.
O que eu quero ressaltar aqui é uma outra coisa. É o vazio que acompanhou toda essa trajetória. Um homem tão rico, poderia ter feito doações filantrópicas (talvez as tenha feito, mas isso não é de conhecimento público), poderia ter incentivado a educação, o desenvolvimento profissional de tantos jovens carentes. Deixaria uma marca pessoal e seria um exemplo para outros ricaços como ele. Seria lembrado pelo bem que tivesse espalhado em torno de si. Seu fim seria talvez lamentado como uma perda para o seu povo, o seu país.
Mas, não, preferiu se exibir no hall da fama e do glamour até que tudo acabasse, como acabou. Morreu e não deixou nada.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Humor a favor?
É, Jô! Não sei porque mas eu sabia que um dia você ia dar uma bola fora.
O problema não é você apoiar a Dilma e achar que ela seja uma excelenta presidenta. Isso é problema e um direito seus, como um cidadão qualquer. Mas fazer em seu programa de TV a apologia do descalabro, da incompetência e da má-fé, isso não é direito seu.
Apresentar argumentos rasos, como: se foi eleito, temos que aguentar! Não é assim e você sabe disso. Quando o Collor foi defenestrado, de que lado você estava? Defendendo a legitimidade do então presidente, tão eleito quanto a Dilma? Que você não queira a Dilma fora do Planalto é opção sua, mas não pode querer desmoralizar, com essa argumentação fajuta, quem pensa que ela deva sair.
Fiquei com a pulga atrás da orelha pensando sobre o que é que me teria sempre inspirado uma certa desconfiança em suas atitudes. Sabe o que concluí? O seguinte: durante todos os anos da ditadura militar em que muitos artistas e humoristas (até Moacyr Franco foi censurado!) foram perseguidos, presos e exilados, você passou de liso. Seu programa fez initerruptamente sucesso na TV Globo, aquela que, por apoiar a ditadura (e se apoiar nela), um dia já foi alvo da ira da esquerda.
Enquanto a censura comia solta, você encarnava papéis com o do Gandola, aquele que tinha contatos no Exército, o do Capitão Gay e até mesmo fazia humor com a condição dos exilados, na pele do personagem "Sebá, codinome Pierre", o último exilado, que telefonava de Paris para a sua mulher Madalena no Brasil e sempre terminava com o bordão: você não quer que eu volte! E a Censura não o incomodava.
Isso não é uma acusação de nada, obviamente, mas também não é um atestado de desassombro e coragem.
Talvez seja isso, essa pulga talvez tenha tido sua origem nessa época. Por isso quando você fez esse papel ridículo achei que você tinha finalmente encontrado o seu verdadeiro personagem.
Como dizia o Guru do Méier: Só existe humor contra. O resto é armazém de secos e molhados.
O problema não é você apoiar a Dilma e achar que ela seja uma excelenta presidenta. Isso é problema e um direito seus, como um cidadão qualquer. Mas fazer em seu programa de TV a apologia do descalabro, da incompetência e da má-fé, isso não é direito seu.
Apresentar argumentos rasos, como: se foi eleito, temos que aguentar! Não é assim e você sabe disso. Quando o Collor foi defenestrado, de que lado você estava? Defendendo a legitimidade do então presidente, tão eleito quanto a Dilma? Que você não queira a Dilma fora do Planalto é opção sua, mas não pode querer desmoralizar, com essa argumentação fajuta, quem pensa que ela deva sair.
Fiquei com a pulga atrás da orelha pensando sobre o que é que me teria sempre inspirado uma certa desconfiança em suas atitudes. Sabe o que concluí? O seguinte: durante todos os anos da ditadura militar em que muitos artistas e humoristas (até Moacyr Franco foi censurado!) foram perseguidos, presos e exilados, você passou de liso. Seu programa fez initerruptamente sucesso na TV Globo, aquela que, por apoiar a ditadura (e se apoiar nela), um dia já foi alvo da ira da esquerda.
Enquanto a censura comia solta, você encarnava papéis com o do Gandola, aquele que tinha contatos no Exército, o do Capitão Gay e até mesmo fazia humor com a condição dos exilados, na pele do personagem "Sebá, codinome Pierre", o último exilado, que telefonava de Paris para a sua mulher Madalena no Brasil e sempre terminava com o bordão: você não quer que eu volte! E a Censura não o incomodava.
Isso não é uma acusação de nada, obviamente, mas também não é um atestado de desassombro e coragem.
Talvez seja isso, essa pulga talvez tenha tido sua origem nessa época. Por isso quando você fez esse papel ridículo achei que você tinha finalmente encontrado o seu verdadeiro personagem.
Como dizia o Guru do Méier: Só existe humor contra. O resto é armazém de secos e molhados.
Erga Omnes - O Fim do Mundo
Agora vai. Não é possível. Diante de todas as evidências de que o Capo, o Exu Nove-Dedos, enfiou a mão e o pé na jaca da maracutaia e da corrupção não seria possível que ele continuasse a pairar como uma entidade acima da lei e acima do bem e do mal.
Em nações civilizadas a Lei vale para todos. É isso o que nos ensina a Magna Carta britânica que agora faz 800 anos. A lei vale para todos e não distingue ninguém. É isso também o que nos diz o codinome da 14ª operação da Lava Jato, chamada "Erga Omnes", "contra todos", ou "vale para todos".
Portanto se queremos nos considerar uma nação civilizada há que investigar o Molusco pelos possíveis crimes que cometeu, mandou cometer e deixou que se cometesse.
Finalmente a prisão dos chefões da Odebrecht e Andrade Gutierrez devem nos levar às pistas do gato-escondido-com-o-rabo-de-fora. Se o mensalão não levou, por conta da fidelidade cumpanhera do Zé Dirceu; Se o caso Rose não chegou lá, devido à operação cala-a-boca desenvolvida rapidamente pelo faz-tudo Okamoto; agora não é crível que esses manda-chuvas de empresas como a Odebrecht e Andrade Gutierrez vão preferir tomar 50 anos de cadeia, a dedurar o Nove-dedos.
Nesse momento não há Paulo Okamoto que dê jeito. Uma coisa é um cumpanhero que não trai porque partilha do mesmo bolo desde sempre, outra coisa é uma secretária xinfrim que se locupletava pelas beiradas do poder, mas uma outra coisa muito, muito diferente, é um homem de negócios que fez negócios com a corja poderosa e agora se vê sem os negócios e sem o acesso ao poder, tendo pela frente a possibilidade de tomar alguns anos de xilindró. Só não fala se for bobo ou se for silenciado.
A PF e o Ministério Público em breve serão alvos de artilharia ainda mais pesada, mas é nessa hora que saberemos a cor dos gatos. Não serão todos pardos. Há de haver na política brasileira, por mais baixo que tenha descido, um mínimo de decência e dignidade preservados e que depois do dilúvio seria a semente do nascimento de uma nova nação. Pois parece que essa operação realmente vai nos levar ao fim-do-mundo, ao fim de um mundo que já deveria ter acabado há muito tempo, ao fim de um mundo que já não tem lugar nas nações civilizadas.
E se tiverem que cair políticos também dos partidos de oposição que caiam. E já irão tarde. Erga Omnes!
O Brasil não merece essa corja. O Brasil é maior que essa corja. Que ela acabe de vez.
Em nações civilizadas a Lei vale para todos. É isso o que nos ensina a Magna Carta britânica que agora faz 800 anos. A lei vale para todos e não distingue ninguém. É isso também o que nos diz o codinome da 14ª operação da Lava Jato, chamada "Erga Omnes", "contra todos", ou "vale para todos".
Portanto se queremos nos considerar uma nação civilizada há que investigar o Molusco pelos possíveis crimes que cometeu, mandou cometer e deixou que se cometesse.
Finalmente a prisão dos chefões da Odebrecht e Andrade Gutierrez devem nos levar às pistas do gato-escondido-com-o-rabo-de-fora. Se o mensalão não levou, por conta da fidelidade cumpanhera do Zé Dirceu; Se o caso Rose não chegou lá, devido à operação cala-a-boca desenvolvida rapidamente pelo faz-tudo Okamoto; agora não é crível que esses manda-chuvas de empresas como a Odebrecht e Andrade Gutierrez vão preferir tomar 50 anos de cadeia, a dedurar o Nove-dedos.
Nesse momento não há Paulo Okamoto que dê jeito. Uma coisa é um cumpanhero que não trai porque partilha do mesmo bolo desde sempre, outra coisa é uma secretária xinfrim que se locupletava pelas beiradas do poder, mas uma outra coisa muito, muito diferente, é um homem de negócios que fez negócios com a corja poderosa e agora se vê sem os negócios e sem o acesso ao poder, tendo pela frente a possibilidade de tomar alguns anos de xilindró. Só não fala se for bobo ou se for silenciado.
A PF e o Ministério Público em breve serão alvos de artilharia ainda mais pesada, mas é nessa hora que saberemos a cor dos gatos. Não serão todos pardos. Há de haver na política brasileira, por mais baixo que tenha descido, um mínimo de decência e dignidade preservados e que depois do dilúvio seria a semente do nascimento de uma nova nação. Pois parece que essa operação realmente vai nos levar ao fim-do-mundo, ao fim de um mundo que já deveria ter acabado há muito tempo, ao fim de um mundo que já não tem lugar nas nações civilizadas.
E se tiverem que cair políticos também dos partidos de oposição que caiam. E já irão tarde. Erga Omnes!
O Brasil não merece essa corja. O Brasil é maior que essa corja. Que ela acabe de vez.
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