terça-feira, 28 de julho de 2015

A mulher sapiens é um fenômeno

Essa mulher é um fenômeno! Jamais vimos ou veremos coisa parecida. Além de derramar sobre o ouvinte frases em um idioma próprio, o Dilmês, falado por uma pessoa só e não compreendido por ninguém, quando abre a boca ela é capaz de dizer qualquer coisa. Afirma ou nega qualquer coisa, sem a menor cerimônia e com a certeza inabalável dos lunáticos.
Agora, em reunião com 12 ministros, como se fosse a última ceia de Cristo e os doze apóstolos, virou-se-se para todos e soltou esse rojão:
“Para vocês terem uma ideia, a Lava Jato provocou uma queda de um ponto percentual no PIB brasileiro”.
Traduzindo: a operação Lava Jato, segundo a Mulher sapiens, é a responsável pela recessão que vivemos, não a roubalheira e a má gestão que derrubaram a Petrobras, não o descalabro, a incompetência e a má fé demagógica e eleitoreira que levaram as contas públicas ao buraco.

Além disso ela se revela uma economista sensacional! Como conseguiu calcular com essa precisão de um ponto percentual o efeito da Lava Jato no PIB? É preciso que ela ensine aos economistas e aos estatísticos o seu método de cálculo. Talvez concorra ao Nobel de Economia!

Se ela consegue avaliar, com essa precisão, a queda e a causa da queda, deve ser capaz também de avaliar com a mesma precisão o aumento do PIB e as causas do aumento. Por que então não aplica logo sua fórmula mágica e nos poupa de 3 ou 4 anos de sofrimento?

Logo depois, sobre o número de vagas no Pronatec declarou peremptoriamente:
"E nós não vamos colocar uma meta, nós vamos deixar uma meta aberta. Quando a gente atingir a meta, nós vamos dobrar a meta".
Traduzindo: quando a meta, que não existe, for atingida, ela será duplicada!

É ou não é um fenômeno?

domingo, 26 de julho de 2015

O país do futebol

Ninguém contesta a afirmação de que Brasil e o futebol estão intrinsecamente ligados um com o outro. O "esporte bretão" se adaptou perfeitamete ao clima dos trópicos e se identificou com a alma brasileira. pelo menos foi assim até os anos 70.
Nessa época ainda dizíamos que o graça, a ginga e a alegria do brasileiro se refletiam no seu futebol. As metáforas futebolísticas serviam até para o trabalho dos antropólogos, ao tentar desvendar o que tornaria o povo brasileiro "diferente".
Após o tri, ainda ganhamos duas copas, mas nada foi mais como antes. O futebol, assim como o povo, aos poucos foi perdendo a graça. Primeiro veio o reconhecimento de que prevalecia no Brasil a "lei de Gérson", em nada edificante, e que desconstruía o propalado mito do povo cordial.
Depois, a taça Jules Rimet roubada e destruída talvez tenha sido o símbolo e o prenúncio da derrocada futura tanto do futebol, como da nação, nas mãos de ladrões de todo tipo.
A partir dai, apesar de alguns momentos de brilho, fomos só perdendo o estilo. Como nação, conseguimos ultrapassar a ditadura, mas logo caímos no governo Sarney e, pior ainda, no governo Collor. Houve um intervalo virtuoso, com FHC e o plano Real, mas logo mergulhamos no governo ideológico do PT que nos trouxe a esse caos moral, institucional e econômico.
Em paralelo, no futebol, passamos pela era Dunga e, em 2014 chegamos ao ponto mais baixo de nossa trajetória ao sofrer o vexame da derrota por 7x1 para a Alemanha em nossa própria casa. E tudo isso acompanhado por escândalos e mais escândalos de corrupção na alta cúpula da CBF, tal como no governo do PT.
Talvez tenhamos chegado ao fundo do poço e a notícia boa, nesse caso, é que daí para frente só podemos melhorar. Temos que conseguir extirpar esse câncer que corrói nossas entranhas e nos impede de ser uma nação desenvolvida, educada e feliz. Estamos cabisbaixos, envergonhados e perdemos a graça. Tal como no futebol, mostramo-nos travados, sem inspiração, sem criatividade e, principalmente, tristes. Como disse o jornal britânico Financial Times: "Incompetência, arrogância e corrupção quebraram a magia do Brasil".
No dia 16 de agosto vamos em peso às ruas para dizer um sonoro "Basta" a tudo isso que está destruindo o que temos de melhor.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Conversa pra boi dormir

De repente todo o mundo petista quer "conversar" com a oposição! Lula quer "conversar" com FHC, a quem não deixou de demonizar durante 13 anos. Dilma quer conversar com o PSDB, que acusou de ter "quebrado o país 3 vezes".
Dois de seus ministros, Jacques Wagner e Edinho, ambos citados na delações do Lava Jato, vêm a público dizer que "é democrático o presidente conversar com a oposição".
Sim. É democrático... quando se tem algo a dizer. Quando a conversa visa preservar um valor suprapartidário, o interesse do país. Até mesmo para discordarem democraticamente e com elegância.
O problema é que o PT não entende o conceito de democracia. O que querem agora é somente cooptar os adversários para ver se escapam das consequências que se avizinham.

Há poucos dias, Dilma, expert em fabricação de dossiês falsos, queria fuçar nas contas da campanha de Aécio para tentar "melar o jogo". O que ela queria era encontrar algo irregular para, ao incriminar o adversário, safar-se das lambanças de suas próprias contas.
Ora, se as contas de campanha do Aécio tiverem irregularidades, que se apure e punam-se os responsáveis. Só que Aécio não perde o mandato de presidente, pois não o conquistou. Isso não absolve Dilma de suas próprias ilegalidades.
Na semana seguinte, quer chamar Aécio para uma conversa, quer propor um acordo que preserve a governabilidade. Que governabilidade, cara-pálida? A dela? Que governabilidade, se não há governo? A melhor maneira de preservar, ou melhor, recuperar a governabilidade seria a renúncia da Pomba-Gira. Que saia do governo e deixe governar quem entende do assunto!
Qualquer coisa, qualquer ser minimamente pensante, mesmo que não tenha evoluído ainda para se tornar um "homo sapiens" ou uma "mulher sapiens", fará melhor governo que essa coisa monstruosa que o Lula deu de presente ao país. Ela é ruim com força! Dificilmente será superada!
E esse dois, criador e criatura, agora descobrem que os "inimigos" a quem queriam destruir politicamente, podem ser a tábua de salvação.

Evidentemente o povo brasileiro espera que a oposição se comporte como tal, que para isso foi eleita.  O PT se esquece, ou finge que se esquece, que o governo e a oposição foram ambos eleitos pelo mesmo povo! A legitimidade é a mesma. Só que um foi escolhido para governar e o outro para fiscalizar quem governa. É assim que a democracia funciona.

O PT com sua vocação totalitária quer que todos o apoiem e quem não fizer deve ser esmagado (ou comprado).
E agora, sem força e sem apoio, arrasados pela própria incompetência e corrupção, vem com essa conversa mole para boi dormir! Sai desse cargo que não te pertence, Satanás!

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