A encruzilhada em que o país foi metido pelo governo incompetente e corrupto do PT parece não ter saída, ou, pelo menos, náo ter saída fácil. Normalmente as economias reagem contra a recessão com o aumento da competição entre os agentes e consequente queda dos preços.
No Brasil, como tudo é ao contrário, a recessão brutal na qual estamos ainda entrando, é acompanhada por uma inflação que se acelera! E por qual motivo isso acontece? Para responder a essa pergunta há que se entender o que está causando a inflação nesse momento.
A inflação brasileira tem origem no governo! As contas públicas desorganizadas e o Estado gastando mais do que arrecada só pode dar em inflação. E, como o Estado não reduz seus gastos correntes, quando a recessão se instala, a arrecadação de impostos diminui e as contas ficam ainda mais deficitárias. Resultado: mais inflação.
As coisas já vinham se deteriorando no final do mandato anterior da Anta, mas no ano eleitoral de 2014, o governo conseguiu maquiar as contas, segurar o preço da gasolina e da energia elétrica, provocando mais deficit, via prejuízos das estatais. O resultado aí está, inegável, insofismável. O deficit no primeiro semestre atingiu a marca estratosférica de 1,6 bilhões e a dívida pública caminha para atingir 66% do PIB.
Nesse cenário uma questão se torna aguda: o remédio ortodoxo para a inflação é o aumento dos juros. Entretanto, aqui eles já são os maiores do mundo, a taxa Selic já é o dobro da popularidade da presidente, a recessão já está instalada e a inflação não cai. Vamos continuar a tomar o mesmo remédio? Ao invés de reduzir os custos do Estado, vamos simplesmente continuar aumentando os juros e contribuindo, com isso, para mais deficit e mais inflação?
Continuo a pensar que será necessário um choque de credibilidade para quebrar esse círculo vicioso. Esse choque só será possível com a saída da Anta e sua gangue do poder. A pergunta é: vamos ter que aguentar isso por mais 3 anos e meio?
quinta-feira, 30 de julho de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
A mulher sapiens é um fenômeno
Essa mulher é um fenômeno! Jamais vimos ou veremos coisa parecida. Além de derramar sobre o ouvinte frases em um idioma próprio, o Dilmês, falado por uma pessoa só e não compreendido por ninguém, quando abre a boca ela é capaz de dizer qualquer coisa. Afirma ou nega qualquer coisa, sem a menor cerimônia e com a certeza inabalável dos lunáticos.
Agora, em reunião com 12 ministros, como se fosse a última ceia de Cristo e os doze apóstolos, virou-se-se para todos e soltou esse rojão:
Além disso ela se revela uma economista sensacional! Como conseguiu calcular com essa precisão de um ponto percentual o efeito da Lava Jato no PIB? É preciso que ela ensine aos economistas e aos estatísticos o seu método de cálculo. Talvez concorra ao Nobel de Economia!
Se ela consegue avaliar, com essa precisão, a queda e a causa da queda, deve ser capaz também de avaliar com a mesma precisão o aumento do PIB e as causas do aumento. Por que então não aplica logo sua fórmula mágica e nos poupa de 3 ou 4 anos de sofrimento?
Logo depois, sobre o número de vagas no Pronatec declarou peremptoriamente:
É ou não é um fenômeno?
Agora, em reunião com 12 ministros, como se fosse a última ceia de Cristo e os doze apóstolos, virou-se-se para todos e soltou esse rojão:
“Para vocês terem uma ideia, a Lava Jato provocou uma queda de um ponto percentual no PIB brasileiro”.Traduzindo: a operação Lava Jato, segundo a Mulher sapiens, é a responsável pela recessão que vivemos, não a roubalheira e a má gestão que derrubaram a Petrobras, não o descalabro, a incompetência e a má fé demagógica e eleitoreira que levaram as contas públicas ao buraco.
Além disso ela se revela uma economista sensacional! Como conseguiu calcular com essa precisão de um ponto percentual o efeito da Lava Jato no PIB? É preciso que ela ensine aos economistas e aos estatísticos o seu método de cálculo. Talvez concorra ao Nobel de Economia!
Se ela consegue avaliar, com essa precisão, a queda e a causa da queda, deve ser capaz também de avaliar com a mesma precisão o aumento do PIB e as causas do aumento. Por que então não aplica logo sua fórmula mágica e nos poupa de 3 ou 4 anos de sofrimento?
Logo depois, sobre o número de vagas no Pronatec declarou peremptoriamente:
"E nós não vamos colocar uma meta, nós vamos deixar uma meta aberta. Quando a gente atingir a meta, nós vamos dobrar a meta".Traduzindo: quando a meta, que não existe, for atingida, ela será duplicada!
É ou não é um fenômeno?
domingo, 26 de julho de 2015
O país do futebol
Ninguém contesta a afirmação de que Brasil e o futebol estão intrinsecamente ligados um com o outro. O "esporte bretão" se adaptou perfeitamete ao clima dos trópicos e se identificou com a alma brasileira. pelo menos foi assim até os anos 70.
Nessa época ainda dizíamos que o graça, a ginga e a alegria do brasileiro se refletiam no seu futebol. As metáforas futebolísticas serviam até para o trabalho dos antropólogos, ao tentar desvendar o que tornaria o povo brasileiro "diferente".
Após o tri, ainda ganhamos duas copas, mas nada foi mais como antes. O futebol, assim como o povo, aos poucos foi perdendo a graça. Primeiro veio o reconhecimento de que prevalecia no Brasil a "lei de Gérson", em nada edificante, e que desconstruía o propalado mito do povo cordial.
Depois, a taça Jules Rimet roubada e destruída talvez tenha sido o símbolo e o prenúncio da derrocada futura tanto do futebol, como da nação, nas mãos de ladrões de todo tipo.
A partir dai, apesar de alguns momentos de brilho, fomos só perdendo o estilo. Como nação, conseguimos ultrapassar a ditadura, mas logo caímos no governo Sarney e, pior ainda, no governo Collor. Houve um intervalo virtuoso, com FHC e o plano Real, mas logo mergulhamos no governo ideológico do PT que nos trouxe a esse caos moral, institucional e econômico.
Em paralelo, no futebol, passamos pela era Dunga e, em 2014 chegamos ao ponto mais baixo de nossa trajetória ao sofrer o vexame da derrota por 7x1 para a Alemanha em nossa própria casa. E tudo isso acompanhado por escândalos e mais escândalos de corrupção na alta cúpula da CBF, tal como no governo do PT.
Talvez tenhamos chegado ao fundo do poço e a notícia boa, nesse caso, é que daí para frente só podemos melhorar. Temos que conseguir extirpar esse câncer que corrói nossas entranhas e nos impede de ser uma nação desenvolvida, educada e feliz. Estamos cabisbaixos, envergonhados e perdemos a graça. Tal como no futebol, mostramo-nos travados, sem inspiração, sem criatividade e, principalmente, tristes. Como disse o jornal britânico Financial Times: "Incompetência, arrogância e corrupção quebraram a magia do Brasil".
No dia 16 de agosto vamos em peso às ruas para dizer um sonoro "Basta" a tudo isso que está destruindo o que temos de melhor.
Nessa época ainda dizíamos que o graça, a ginga e a alegria do brasileiro se refletiam no seu futebol. As metáforas futebolísticas serviam até para o trabalho dos antropólogos, ao tentar desvendar o que tornaria o povo brasileiro "diferente".
Após o tri, ainda ganhamos duas copas, mas nada foi mais como antes. O futebol, assim como o povo, aos poucos foi perdendo a graça. Primeiro veio o reconhecimento de que prevalecia no Brasil a "lei de Gérson", em nada edificante, e que desconstruía o propalado mito do povo cordial.
Depois, a taça Jules Rimet roubada e destruída talvez tenha sido o símbolo e o prenúncio da derrocada futura tanto do futebol, como da nação, nas mãos de ladrões de todo tipo.
A partir dai, apesar de alguns momentos de brilho, fomos só perdendo o estilo. Como nação, conseguimos ultrapassar a ditadura, mas logo caímos no governo Sarney e, pior ainda, no governo Collor. Houve um intervalo virtuoso, com FHC e o plano Real, mas logo mergulhamos no governo ideológico do PT que nos trouxe a esse caos moral, institucional e econômico.
Em paralelo, no futebol, passamos pela era Dunga e, em 2014 chegamos ao ponto mais baixo de nossa trajetória ao sofrer o vexame da derrota por 7x1 para a Alemanha em nossa própria casa. E tudo isso acompanhado por escândalos e mais escândalos de corrupção na alta cúpula da CBF, tal como no governo do PT.
Talvez tenhamos chegado ao fundo do poço e a notícia boa, nesse caso, é que daí para frente só podemos melhorar. Temos que conseguir extirpar esse câncer que corrói nossas entranhas e nos impede de ser uma nação desenvolvida, educada e feliz. Estamos cabisbaixos, envergonhados e perdemos a graça. Tal como no futebol, mostramo-nos travados, sem inspiração, sem criatividade e, principalmente, tristes. Como disse o jornal britânico Financial Times: "Incompetência, arrogância e corrupção quebraram a magia do Brasil".
No dia 16 de agosto vamos em peso às ruas para dizer um sonoro "Basta" a tudo isso que está destruindo o que temos de melhor.
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