quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Licença para mentir

É espantoso que se chegue a esse ponto:  termos que dizer em alto em bom som que, além de incompetente e burra, a presidente da República é uma mentirosa! E mentirosa contumaz. Não é a primeira vez que mente de modo descarado para o povo brasileiro. Mentiu quando disse que, como presidente do Conselho da Petrobras não leu direito, mas aprovou, as cláusulas do termo de compra da usina de Pasadena (só por isso já haveria motivo de interdição judicial dessa senhora).
Mentiu quando veio à televisão anunciar ao povo uma redução de 18% na conta de luz, sabendo que isso era insustentável. Mentiu quando prometeu a construção de 800 aeroportos no país.
Mentiu na campanha eleitoral quando, todas as vezes em que teve a oportunidade, quis atribuir ao adversário a intenção de adotar as ações que já estavam planejadas pelo seu governo no sentido de tentar melhorar um pouco a bagunça econômica que ela mesma provocara.
Mentiu de novo agora quando ao conceder essa patética entrevista à "Folha de S.Paulo", disse que não sabia que a crise estava instalada e que a ficha só lhe caiu depois da eleição. Nesse caso, como em Pasadena, ela confessa uma incompetência para encobrir a má-fé.
Em economia, já dizia o Bob Campos, é mais fácil fazer previsões sobre o passado, do que sobre o futuro. Entretanto, essa foi uma das crises mais anunciadas de que se tem noticia. Todo mundo sabia, só ela não. A funcionária do Santander foi até demitida quando em julho de 2014 escreveu um texto aos investidores alertando-os para o problema. O governo reagiu com indignação! Exigiram a cabeça da moça! Lula vociferou, com aquela sua elegância já conhecida: "Efa mofa não entende porra nenhuma de Brasil...Pode mandar embora e dar o bonus dela pra mim, que eu fei como é que eu falo."
Pois é, e agora José? Basta fazer cara de santa e mentir mais uma vez e fica tudo bem? 
Quem vai exercer uma função tão nobre como a presidência da República deveria ter uma aulas de etiqueta mínima necessária para poder concorrer ao cargo. Afinal será o Chefe de Estado, o representante de toda uma nação. Não fica bem, uma pessoa na função de presidente, mentir no exercício de sua função. Isso é falta de decoro. Deveria ser uma razão para impeachment, como é nos Estados Unidos. Nixon perdeu o cargo porque mentiu e Bill Clinton quase perde o dele pelo mesmo motivo.
Aqui, ao contrário, a licença para mentir vem até acompanhada de "habeas corpus".

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Gota D'àgua

"Deixe em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa,e qualquer desatenção, não faça, não; pode ser a gota d'água."


Amanhã o Procurador-Geral vai ser sabatinado pelos senadores da República para ser reconduzido ao cargo. Será aprovado, principalmente depois que Renan Calheiros mudou, de novo, de lado e passou a apoiar a sua recondução. Janot vem desempenhando seu papel mais ou menos corretamente, entretanto há uma pergunta que não quer calar. Por que o Procurador não denunciou Renan Calheiros? Se denunciou até o senador Anastasia, o mais improvável de ter tido qualquer coisa com o Petrolão? Se denunciou Eduardo Cunha, tão delatado quanto Renan? 
E porque nenhum membro do Executivo foi indiciado? É crível que um esquema como esse funcionaria só com a participação de deputados e senadores? É crível que o Executivo, que é quem nomeia os diretores da Petrobras, tenha siso ludibriado pelos deputados e senadores?
Que deputados e senadores da base aliada tenham se aproveitado da lambança instituída pelo PT na estatal é óbvio. Mas daí serem eles os mentores e líderes da roubalheira, nas barbas do governo e ninguém no poder Executivo ter nada a ver com isso é um conto da carochinha. É conversa mole para boi dormir.
Então por que Janot evita denunciar alguém do Executivo?
No que depende do juiz Sérgio Moro está indo todo mundo pro xilindró, não importa qual seja o partido ou a corporação a que pertence o meliante. Quando porém a "coisa" chega na Procuradoria Geral da República começa um baile de sombras, das quais só vemos os vultos e os resultado finais, que não são agradáveis. Assim vamos mal.
Será que ainda não está evidente para todo mundo que a festa acabou? Será que não está claro que perderam o jogo? O povo não aguenta mais, o povo não quer mais viver esse estelionato político permanente. O povo, o poder soberano, não aceita mais esse jogo de comadres. O povo tem paciência, mas um dia essa paciência acaba. Um dia o povo invade a Bastilha e derruba tudo o que estiver pela frente. Aí não vai adiantar gritar contra a violência, contra os excessos, contra o Terror. Foi assim que a monarquia francesa caiu. Foi assim que a cabeça do rei e da rainha foram parar num cesto de palha. Foi por não acreditarem que o povo, um dia , se levantaria contra eles. A paciência do povo é como um copo d'àgua, que, gota a gota demora a encher, mas um dia entorna.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Não vai dar certo

Nos tempos pré-históricos da minha infância havia um desenho animado de uma hiena e um leão. O leão, chamado Lippy, era de um otimismo fora da realidade. A hiena, chamada Hardy (algo, mais ou menos como "Dureza"), era super-pessimista e diante de tudo que acontecia dizia sempre: "Isso não vai dar certo!".
Deveria haver uma Hiena no governo, ao lado da Anta, para cochichar-lhe no ouvido, todas as vezes em que a Anta produzisse uma idéia: "Isso não vai dar certo".

É impossível alguma coisa dar certo nesse governo! Nunca se viu tantos incompetentes juntos! Como é que vai dar certo alguma coisa gestada por essa gente do PT, que parece que pensa com qualquer órgão do corpo, menos com o cérebro? O que de bom e de útil para o país podem produzir um Edinho Silva, um Aloízio Mercadante, um Miguel Rossetto, um Jaques Wagner? Sinceramente...
O PT consegue provocar uma confusão dos diabos contra si mesmo a partir do nada. Não é preciso oposição, que aliás não faz estragos no PT, como o PT faz em si mesmo.
Quando aparece alguém com vontade e competência para ajudar, se não for originário dos quadros da "esquerda", o PT trata de sabotar essa pessoa. Fez isso com o Temer, que não aguentou e deixou a articulação política; e está fazendo isso com Joaquim Levy, que já deveria ter pedido o boné e abandonado o barco há muito tempo. Só não o faz, provavelmente por muito patriotismo e muita responsabilidade, mas não sei por quanto tempo vai aguentar-se no cargo.

Não vai dar certo! Não pode jamais dar certo um governo com essa gente. O Brasil descobriu isso um pouco tarde, mas acho que aprendeu de modo indelével. Jamais nos esqueceremos do PT!

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