sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Lá vai Levy!

Lá vai, Levy! Há menos de um ano foi convocado para o cargo de ministro da Fazenda e o aceitou como uma missão, uma vez que ninguém queria segurar aquela batata quente.
Ficou durante todo esse tempo batendo na mesma tecla, a do ajuste necessário nas contas públicas. Nada conseguiu e agora sai do governo deixando a situação econômica do país pior do que quando entrou. Isso não foi sua culpa, não foi ele quem piorou a situação, mas ele foi ingênuo ao aceitar o cargo. Foi ingênuo em acreditar que poderia colocar um pouco de sanidade nessa "administração". Foi ingênuo em pensar que dona Dilma lhe daria crédito e autoridade. Acaso o PT permite que alguém trabalhe a favor do Brasil? O PT só aceita e apoia quem trabalha a favor do PT, mesmo assim trai e abandona quando essa pessoa não é mais interessante aos objetivos do Partido.
E essa senhora que ocupa a presidência é uma psicopata! Descolada da realidade, sem sentimento de culpa, age tão somente por interesse, ou interesses.
Quando o convocou para o ministério da Fazenda foi porque temia que o Brasil perdesse o grau de investimento e o nome de alguém ligado à banca (no caso, ao Bradesco), poderia dar-lhe alguma credibilidade. Não foi para que Levy fizesse isso ou aquilo, foi para que ele ficasse de vitrine, ou melhor, ficasse como um refém, servindo de garantia para as agências de risco.
Acontece que Levy até que tentou fazer alguma coisa para que a economia saísse do caos, mas sem o apoio real do governo estava se lançando em uma missão impossível. E, como nada se mexia e a economia só piorava, o Brasil acabou por perder o grau de investimento. Então, no raciocínio torto da dona Dilma, Levy não é mais necessário.
A saída do ministro, para a grande estrategista do Planalto, resolve também um dos seus (dela) problemas: passa a não sofrer mais as críticas da ala radical de seu partido e deixa a petralhada menos desconfortável. Além disso, ela pensa que se reinaugurar a gastança pública, terá mais apoio da população e isso a ajudará a combater o impeachment.

Pior para o Brasil, mas quem se importa?

Erro Supremo

Errare humanum est. Já que a moda é gastar o latim, vamos nessa. A nossa Suprema Corte, com todo o latinório ultrapassado, e a verborragia ininteligível, esdrúxula e arcaica, errou feio. Para errar assim, podia ser em português mesmo. Pra quê gastar o latim?!
Errou porque interferiu nas atribuições de outro poder. Errou porque atribuiu ao Senado um poder de veto que a Constituição não atribui. Os senadores representam os Estados, por isso são em mesmo número para cada Estado. O deputados representam o Povo, aquela entidade em nome da qual tantos crimes se cometem e tantas barbaridades são praticadas, sem que o Povo em si participe de alguma coisa. Os deputados são eleitos proporcionalmente e, ao menos em tese, deveriam levar ao parlamento uma amostra da população que representam. 
Ao atribuir ao Senado uma função que ele não tem e dar-lhe um poder de decisão que pode ser contrária à decisão da Câmara, o Supremo está descaracterizando a democracia representativa. Já é um problema atual a baixa representatividade do parlamento, a desconexão entre suas decisões e  o desejo da nação, e aí vem o Supremo, ao invés de melhorar, piorar a situação.

Outra questão é a decisão sobre a comissão do impeachment. Em uma democracia, quanto mais escolhas melhor, certo? Errado para o STF. A Corte decidiu que não pode haver chapa concorrente à chapa oficial. Isso é cerceamento do direito de escolha dos deputados e, afinal, do direito de escolha dos eleitores que esses deputados representam!! Obrigá-los a fazer uma eleição com chapa única? O que tem isso de democrático? Isso está mais parecido com as eleições do Politburo na Rússia Soviética do que com a funcionamento de uma democracia moderna.
O Supremo Tribunal Federal prestou um desserviço à democracia no Brasil e ao invés de colaborar para a solução do impasse político e econômico está ajudando a bagunçar ainda mais as instituições. 
Diante desse quadro absurdo, deve se ressaltar o voto lúcido dos ministros Dias Tóffolli, Facchin e Gilmar Mendes.
A menção desonrosa vai para Celso de Mello. Não se podia esperar isso do decano do Tribunal.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Cascas de banana

Alguém precisa dizer a Dilma que o ministro da Fazenda se chama Joaquim Levy e não Nélson Barbosa. Na mesma semana em que Levy diz que não aceitará ficar no governo se a meta de superavit para 2016 for zerada, vem a doutora em economia cubana dizer que vai zerá-la..
Deve ser porque está acostumada a dobrar as metas. Assim, quando atingir a meta, a gente dobra. Além, disso, passou um recado muito claro para o ministro: se quiser cair fora, passe bem! 

A partir desse ponto fica insustentável a permanência de Joaquim Levy no governo. Se ficar, será ele também um zero. No meu ponto de vista, ele jamais deveria ter aceito fazer parte dessa palhaçada governamental, mas já que aceitou, devia ter caído fora na primeira vez em que foi desautorizado. Se continuar a fazer parte dessa pantomima, vai jogar sua credibilidade e sua fama de competente para o ralo.
Henrique Meirelles, aparentemente foi mais esperto. Ao ser sondado, disparou que só aceitaria o cargo se tivesse carta branca. Está esperando o convite até agora, porque dona Dilma não é de dar carta branca para ninguém.

Do outro lado do balcão e diante dessa bagunça, as agências de "rating" já decidiram retirar do Brasil o grau de investimento. Isso significa menos investimento externo e juros mais altos para os empréstimos vindos de fora. Em outras palavras, mais aprofundamento da recessão. E se hoje o Fed aumentar os juros nos Estados Unidos, aí é que a vaca vai pro brejo de vez. 

Pode piorar? Com Dilma sempre pode, pois existe também a possibilidade de ela colocar Nelson Barbosa na Fazenda, o que seria um desastre total nesse momento. Mas uma coisa que aprendemos com o governo dessa Anta é que, entre um erro de consequências moderadas e um erro de consequências graves, ela fatalmente escolherá o segundo. Inevitável! Quem tem propensão para atravessar a rua com o objetivo de escorregar na casca de banana que está do outro lado, não pode agir diferente. Rezemos!

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