sábado, 13 de fevereiro de 2016

A sAnta do Planalto

Alguns bocós andaram afirmando, como se fosse uma coisa extraordinária, que a Dilma, no âmbito pessoal, é uma pessoa honesta. É mais ou menos a filosofia do PT, que até para roubar é socialista: pode roubar desde que roube para o partido (coletivismo) e não para si (individualismo).
Pois agora eu quero ver como é que a Anta vai sair dessa. O escândalo está em todas as páginas de jornal em Portugal e se resume assim:

1- O Sr. José Veiga, diretor da Asperbras no Congo, foi preso pela polícia judiciária portuguesa, acusado de corrupção internacional, fraude fiscal, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

2- Essa Asperbras é uma empresa do Sr. José Roberto Colnaghi (é muito José!), cupincha do Palocci, investigado na CPI dos Bingos e cujos negócios na África tiveram financiamento público através do BNDES.
É preciso dizer mais alguma coisa? Não, mas tem mais, muito mais.

3- Dilma perdoou a dívida do Congo e logo depois o PT recebeu 2 milhões da Asperbras. Isso foi noticiado em novembro passado pela revista Época:
A CPI do BNDES descobriu que a Pepper, agência de comunicação ligada ao PT, recebeu R$ 2 milhões da Asperbras. A maior parte do dinheiro foi transferida da Alemanha. A outra, dos Estados Unidos. Lembrando: o contrato da Pepper com a Asperbras foi firmado no Congo, depois de Dilma perdoar a dívida da ditadura africana.
4- O site O Antagonista revela:
"Em novembro, a CPI do BNDES descobriu que a Pepper recebeu R$ 2 milhões por um contrato com a Asperbras no Congo, justamente a unidade dirigida por José Veiga.
Veiga foi detido com Paulo Santa Lopes, irmão do ex-premiê português Pedro Lopes. Foram apreendidos veículos de luxo e R$ 8 milhões em espécie numa das casas do diretor da Asperbras.
O Diário de Notícias informa que José Veiga é parceiro de negócios do presidente congolês, Denis Sassou Nguesso, o "feiticeiro".
"A Pepper Interativa, agência de comunicação ligada ao PT e investigada na Operação Acrônimo, fechou no ano passado um contrato milionário com a Asperbras, empresa de tubos e conexões do interior paulista. Até aí nada demais. O detalhe é que o contrato foi fechado no Congo."
"Em 2002, na campanha presidencial, Colnaghi cedeu seu avião a Antonio Palocci. Outro avião de Colnaghi, segundo a Veja, foi usado para transportar caixas de uísque de Brasília para São Paulo, supostamente contendo dólares de Cuba para a campanha de Lula.
No mensalão, as remessas do Trade Link Bank, associadas a José Roberto Colnaghi, foram chamadas de Conexão Angola. Agora a Acrônimo pode ter descoberto a Conexão Congo para a campanha de Dilma Rousseff."
5- O ditador congolês, Denis Sassou Nguesso, controla com mão-de-ferro toda a receita de petróleo do pais, que é o 4º maior produtor da África. Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o governo Dilma lhe perdoou  uma dívida de mais de 200 milhões de euros. Essa manobra foi conduzida por Antônio Palocci.

Não é preciso comentar nada, os fatos falam por si.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Abraço de afogado

O Brasil é um país tão surrealista que até o impensável vira figurinha carimbada do quotidiano. Ou não seria impensável, em qualquer país do mundo, o chefe de Estado se deslocar ao encontro de um cidadão comum (ainda que ex-presidente) para discutir com esse cidadão um assunto policial privado? Pois Dilma fez isso. Saiu de Brasília e gastou do nosso dinheiro (que já está escasso) em uma viagem presidencial, com tudo o que isso implica, em planejamento, segurança e o próprio custo do deslocamento de uma aeronave, para se encontrar com o seu chefe, Lula.

E a  agenda do encontro foi discutir a situação do sítio de Atibaia, como se esse assunto fosse de interesse dela! Bom, isso gera uma desconfiança imediata: será que é do interesse dela? Mas esse interesse é em qualquer caso, um interesse privado. O único interesse que  o Estado brasileiro possa ter nesse sítio é o interesse policial!
Se ela foi lá para discutir com Lula o que o governo pode fazer para protegê-lo, está cometendo mais um crime de responsabilidade e deve ser impichada. Se foi porque tem interesse pessoal no assunto, deve ser investigada e, sendo culpada, impichada!

O que não dá é acharmos normal isso que está acontecendo! Um presidente não pode dispor da máquina pública a seu bel prazer. E nem pode pôr a máquina pública a trabalhar a favor de um cidadão comum, sem qualquer cargo no Estado, e que está sendo investigado e é alvo de suspeitas por todos os lados.
Se ela não quer receber o abraço de afogado de Lula, deveria se manter distante disso, até por causa da preservação da dignidade, ou, como diria o inefável Sarney, da liturgia do cargo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O povo unido jamais será vencido

O PT bem que tentou, mas, felizmente não conseguiu, dividir esse país. Tentou criar do nada uma falsa luta de classes e, dentro da cabeça idiota deles, isso seria conseguido insuflando uns contra os outros, os pobres contra os ricos, os nordestinos contra os sulistas, os brancos contra os negros e os mulatos, os semi-analfabetos contra os cultos, as mulheres contra os homens, e por aí afora.
Houve um momento em que parecia terem conseguido. Com o uso manipulador do "politicamente correto" foram cerceando aqui e ali as pessoas e conduzindo-as, como se conduzem os bois aos currais, ao curral eleitoral do PT, claro.
O objetivo final dessa doutrinação era criar um sociedade fragmentada de tal modo que se tornaria impossível para ela escapar do controle do petismo, ou seja, esse controle social seria mais uma ferramenta (e das mais importantes) no plano de perpetuação deles no poder.
Em locais onde a luta de classes era um fato real, o comunismo conseguiu facilmente se estabelecer no poder e garantir uma continuidade até que ruiu por incompetência no gerenciamento da economia. Foi assim na União Soviética e em todos os países satélites, incluindo Cuba (onde o comunismo ainda não acabou, mas agoniza). A tensão social portanto sempre foi um fator importante para essa gente chegar e se manter no poder. Aqui no Brasil não tem sido diferente.    
A nossa sorte é que antes que se estabelecesse uma sociedade fatalmente dividida, o petismo ruiu e seus mecanismos ficaram expostos. Então o fenômeno se deu ao contrário: a sociedade se uniu...contra eles! A sociedade brasileira hoje está tão unida contra o PT como esteve contra a ditadura militar e como esteve na campanha das Diretas Já.     Na verdade, acho até que está mais unida hoje do que naqueles outros momentos históricos. O índice de desaprovação do petismo está na casa dos oitenta por cento e nessa desaprovação estão unidos ricos e pobres, brancos, mulatos e negros, nordestinos e sulistas, estudantes e pessoas sem instrução. Como sempre o PT chega a um resultado contrário à sua pregação. Nesse caso, para o nosso bem.

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