Dilma já é carta fora do baralho, como ela mesma reconheceu em raro momento de lucidez e honestidade. Essa história toda de que alguns senadores podem mudar seu voto é tudo balela e manobra política para pressionar o Temer a fazer o que eles querem. Dane-se o Brasil, políticos só pensam nos próprios interesses.
Ninguém dá mais nem um tostão furado pelo futuro político da mais atroz figura que já passou pela política no Brasil. O problema, que temos que enfrentar, será essa barganha toda durante o período em que o Temer vai depender do Congresso e em especial do Senado.
Uma vez selado o impeachment e como ele pretende encerrar sua carreira política e não disputará reeleição, poderá fazer o que mais interessa ao país, sem que ninguém mais tenha poder de pressioná-lo. Ou seja, esse período de transição é um atraso de vida para o país. Esse é mais um motivo para adotarmos logo o parlamentarismo.
O presidencialismo, já ficou demonstrado, é um sistema que não funciona no Brasil. Foi assim desde o primeiro presidente, Deodoro da Fonseca, que acabou por renunciar. A República Velha foi apenas uma crise continuada: Afonso Pena morreu no exercício do mandato, em plena agitação política, que continuou no governo de seu sucessor Nilo Peçanha. Durante o governo de Hermes da Fonseca ocorreu a famosa Revolta da Chibata. Para controlá-la, o presidente teve que mandar bombardear os portos do Rio de Janeiro e governou sob estado de sítio. Venceslau Brás enfrentou a Revolta dos Sargentos. No governo de Epitácio Pessoa eclodiu o Movimento Tenentista (com a Revolta do Forte de Copacabana em 1922). Artur Bernardes, em seguida, continuou enfrentando o tenentismo e a Revolução de 1924, quando mandou bombardear S.Paulo. Governou sob estado de sítio. Depois veio a Revolução de 30 e ditadura Vargas, entremeada de crises como a Revolução Constitucionalista de 32, a Intentona Comunista em 35, o golpe do Estado Novo em 37 e o Levante Integralista em 38. Depois o trauma do suicídio de Getúlio em 54, com golpes e contragolpes, a renúncia de Jânio, o parlamentarismo forçado, a deposição de Jango e a ditadura militar em 64, com um golpe interno em 68.
Depois da redemocratização a situação não melhorou. Dos 5 vice-presidentes, só 2 não assumiram: Marco Maciel (vice de FHC) e José Alencar (vice de Lula). É um índice muito alto: 60%!!!
Está na hora de escolhermos um regime melhor, que permita superação mais suave das crises e dê, ao país, mais estabilidade institucional. Mas não se vê ainda nenhum movimento político expressivo nessa direção.
sábado, 4 de junho de 2016
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Congresso inconsequente
Ninguém entendeu nada, ou melhor, entendemos perfeitamente! O governo apresenta à nação um deficit, nas contas públicas, de 170 bilhões (gerado pela incompetência e má-fé do governo antecessor, verdade, mas isso não diminui a responsabilidade do governo atual) e que será saneado a duras penas, provavelmente com um aumento da carga tributária mais adiante, na semana seguinte, apoia aprovação de aumento de mais de 16% para os funcionários públicos!
Esse aumento causará despesas de quase 60 bilhões até 2019! O país não tem dinheiro para investir em nada, sequer para pagar os gastos correntes, a previdência está quebrada, o sistema de saúde abandonado, o desemprego atingindo mais de 11 milhões de pessoas, e o funcionalismo, que não corre o risco de perder o emprego, que terá aposentaria integral, ainda recebe essa benesse!? Em uma hora dessas?!
O funcionário público deve ser bem remunerado, sim. Funcionários públicos de alta qualidade são necessários à boa gestão do país. Mas as condições de trabalho tem que ser equivalentes, no serviço publico e no privado. A estabilidade, por exemplo, é necessária na função pública, para evitar retaliações politicas, por exemplo, mas nada justifica as outras benesses, a não ser o corporativismo classista. E tudo isso vindo na hora mais errada possível!
Como é que se vai falar em arrocho, como é que se vai pedir sacrifícios à nação, com mais essa conta nos sendo apresentada. Como é que se vai pedir a compreensão e a colaboração das pessoas, quando, ao invés de darem o exemplo de austeridade, acabam por confirmar aquilo que todos detestam e já estão cansados de saber: que os agentes públicos estão pouco se lixando para nós, os pagadores de impostos.
Assim não dá. O tempo dessas coisas ficou para trás. Não dá para ficarem insistindo na manutenção desses privilégios e "status quo". Será que a classe política não vai compreender que não existe mais espaço para isso? Será que vai ter que correr sangue para que eles entendam? Será que teremos de nos transformar em uma Venezuela e tirar esse governo e esse congresso de lá a tapas? Espero que não, mas que eles estão se arriscando estão.
Esse aumento causará despesas de quase 60 bilhões até 2019! O país não tem dinheiro para investir em nada, sequer para pagar os gastos correntes, a previdência está quebrada, o sistema de saúde abandonado, o desemprego atingindo mais de 11 milhões de pessoas, e o funcionalismo, que não corre o risco de perder o emprego, que terá aposentaria integral, ainda recebe essa benesse!? Em uma hora dessas?!
O funcionário público deve ser bem remunerado, sim. Funcionários públicos de alta qualidade são necessários à boa gestão do país. Mas as condições de trabalho tem que ser equivalentes, no serviço publico e no privado. A estabilidade, por exemplo, é necessária na função pública, para evitar retaliações politicas, por exemplo, mas nada justifica as outras benesses, a não ser o corporativismo classista. E tudo isso vindo na hora mais errada possível!
Como é que se vai falar em arrocho, como é que se vai pedir sacrifícios à nação, com mais essa conta nos sendo apresentada. Como é que se vai pedir a compreensão e a colaboração das pessoas, quando, ao invés de darem o exemplo de austeridade, acabam por confirmar aquilo que todos detestam e já estão cansados de saber: que os agentes públicos estão pouco se lixando para nós, os pagadores de impostos.
Assim não dá. O tempo dessas coisas ficou para trás. Não dá para ficarem insistindo na manutenção desses privilégios e "status quo". Será que a classe política não vai compreender que não existe mais espaço para isso? Será que vai ter que correr sangue para que eles entendam? Será que teremos de nos transformar em uma Venezuela e tirar esse governo e esse congresso de lá a tapas? Espero que não, mas que eles estão se arriscando estão.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
O futuro agora
Vamos ter que ir nos acostumando. O futuro finalmente chegou. Aquele futuro que, nós, que temos mais de 30, quando crianças, imaginávamos e assistíamos nos desenhos animados dos Jetsons está agora batendo às nossas portas.
Já temos a realidade aumentada e a Microsoft anuncia, para breve, a realidade misturada (Realidade Virtual Completamente Imersiva, FIVR), onde iremos interagir fisicamente com objetos (e até pessoas) virtuais.
É diferente dos óculos de realidade virtual já existentes e que, praticamente, só servem para jogos.
Pelo que a MS já divulgou será um aparelho de vestir que transformará a realidade ao nosso redor. Por exemplo, você pode escanear um objeto em 3D e enviar essa imagem para outra pessoa pela internet. Ao baixar a imagem, com esse aparelho (e software respectivo, o Windows Holográfico), o receptor poderá "manusear" esse objeto virtual com suas próprias suas mãos, sentir-lhe o peso, a textura, a temperatura, etc., tal qual o faria com o objeto real.
Muito doido? É cabuloso, como diriam uns "amigos".
Bom, a partir daí é só deixar a imaginação correr solta, que tudo será possível.
Outro exemplo: uma empresa tem um funcionário na China e outro no Canadá.
Ela pode promover o encontro virtual-real desses dois funcionários de tal modo que possam trabalhar lado a lado, sentar-se à mesma mesa de reunião, etc. Ao se cumprimentarem, cada um sentirá o contato da mão do outro como em um cumprimento real.
Alguém já deve estar pensando besteira, mas será, sim, possível, o namoro virtual-real. Maridos em viagem, ou que trabalham em plataformas de petróleo, por exemplo, podem dormir com suas mulheres virtual-realmente todos os dias se quiserem. Isto é, se elas e eles quiserem.
O melhor é que cada um dos parceiros pode dar um melhorada no outro. Seu marido pode ficar parecido com o Brad Pitt e sua mulher ficar igualzinha à Angelina Jolie (menos magra, claro!). Ou quem sabe, igual à Marcela Temer!
Temos que ter cuidado, porém. A coisa pode ser viciante. Se as pessoas já andam grudadas no celular, imagine-se na hora em que tiverem à disposição a tal vestimenta VR holográfica. Matrix vai ser brincadeira de crianças perto disso.
Já temos a realidade aumentada e a Microsoft anuncia, para breve, a realidade misturada (Realidade Virtual Completamente Imersiva, FIVR), onde iremos interagir fisicamente com objetos (e até pessoas) virtuais.
É diferente dos óculos de realidade virtual já existentes e que, praticamente, só servem para jogos.
Pelo que a MS já divulgou será um aparelho de vestir que transformará a realidade ao nosso redor. Por exemplo, você pode escanear um objeto em 3D e enviar essa imagem para outra pessoa pela internet. Ao baixar a imagem, com esse aparelho (e software respectivo, o Windows Holográfico), o receptor poderá "manusear" esse objeto virtual com suas próprias suas mãos, sentir-lhe o peso, a textura, a temperatura, etc., tal qual o faria com o objeto real.
Muito doido? É cabuloso, como diriam uns "amigos".
Bom, a partir daí é só deixar a imaginação correr solta, que tudo será possível.
Outro exemplo: uma empresa tem um funcionário na China e outro no Canadá.
Ela pode promover o encontro virtual-real desses dois funcionários de tal modo que possam trabalhar lado a lado, sentar-se à mesma mesa de reunião, etc. Ao se cumprimentarem, cada um sentirá o contato da mão do outro como em um cumprimento real.
Alguém já deve estar pensando besteira, mas será, sim, possível, o namoro virtual-real. Maridos em viagem, ou que trabalham em plataformas de petróleo, por exemplo, podem dormir com suas mulheres virtual-realmente todos os dias se quiserem. Isto é, se elas e eles quiserem.
O melhor é que cada um dos parceiros pode dar um melhorada no outro. Seu marido pode ficar parecido com o Brad Pitt e sua mulher ficar igualzinha à Angelina Jolie (menos magra, claro!). Ou quem sabe, igual à Marcela Temer!
Temos que ter cuidado, porém. A coisa pode ser viciante. Se as pessoas já andam grudadas no celular, imagine-se na hora em que tiverem à disposição a tal vestimenta VR holográfica. Matrix vai ser brincadeira de crianças perto disso.
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