sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Brasil mostra a sua cara

Tá eleito! Renan Calheiros, acusado pelo Ministério Público de 3 crimes, que já havia renunciado ao mesmo posto no bojo de um outro escândalo que ainda não ficou esclarecido, é o novo presidente do Senado. As máscaras vão sendo deixadas de lado. Já temos alguns condenados por crimes de peculato (roubo de dinheiro público) e corrupção, que assumiram seus cargos de Deputados na maior cara de pau. O país nem treme. É normal! Ter mais um, ou menos um, indiciado fazendo parte do Parlamento, sendo chamado de Excelência, ou Nobre Senador, Nobre Deputado, é o achincalhe maior a que poderíamos supor submetida a classe política brasileira.
Há poucos dias, o presidente do PT dizia que a imprensa e o Ministério Público estão demonizando a política.
Quer dizer que quem demoniza ou desqualifica a política é a imprensa, que denuncia os crimes, e o Ministério Público, que os apura, não quem se utiliza da política para cometer esses mesmos crimes e ficar impune!
Com essa coleção de condenados e indiciados ocupando cadeiras do Congresso, chegou-se à desmoralização completa da atividade política, que já foi no passado, uma atividade de homens íntegros, como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Milton Campos, Afonso Arinos de Melo Franco, Ulisses Guimarães e outros.
O Brasil de hoje já despencou vários degraus nesse quesito e a cara feia da corrupção, da venalidade, da ganância e da desfaçatez está se apresentando sem máscaras a todos. Finalmente o pedido do Cazuza foi atendido. Chegamos ao "admirável mundo novo" da era dos Renans.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ineficência da PTBrás

D. Dilma aumentou o preço da gasolina, mas não nos explicou por que isso é necessário. Para ela que é economista seria fácil explicar, o que seria difícil é justificar. Vejamos: 

  1. A Petrobrás tem o monopólio da produção de gasolina e diesel no país. Teoricamente, quanto mais consumo houver desses produtos, mas dinheiro ganhará a empresa. Certo? Errado. No caso da Petrobrás, quanto mais ela vende mais perde. Apesar de ser uma empresa privada, com capital aberto, o sócio majoritário, o governo, obriga a empresa a vender gasolina e diesel fazendo prejuízo. A isso se chama subsídio. Isso significa que, se não fosse assim, o preço da gasolina estaria muito mais alto. E, significa também, que a Petrobrás tem uma estrutura de custos muito cara, porque, mesmo subsidiada, a gasolina aqui está entre as mais caras do mundo.
  2. A Petrobrás não consegue obter, com o refino de petróleo nacional, a quantidade de diesel e gasolina que consumimos no Brasil. Tem portanto que importar. Como a moeda brasileira perdeu 30% de valor em 2012 as importações ficaram 30% mais caras.
  3. A Petrobrás é o maior patrocinador de eventos de todos os tipos no país. Isso tudo custa muito dinheiro. Por quê a Petrobrás precisa patrocinar eventos? O que ela produz, ela vende, sem concorrência. Além disso, é o maior anunciante do país. Por quê precisa fazer anúncios? Para vender mais diesel e gasolina?
    Quando a Petrobrás patrocina e anuncia, quem paga a conta ao final somos nós, consumidores e contribuintes. Pagamos a conta duas vezes, uma quando compramos gasolina cara, outra quando o Tesouro nacional desembolsa para cobrir os rombos da estatal. E quem ganha com a publicidade e os patrocínios? Pergunta idiota, já sabemos que são os amigos do Rei, como sempre.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

País surreal em dois tópicos

País Surreal 1 - O Brasil é mesmo um país surrealista. Um sujeito, como esse tal de Renan Calheiros, que renunciou à presidência do Senado por corrupção, agora quer voltar a exercer a ...presidência do Senado! É certo que foi "absolvido" pelo povo idiota que votou nele novamente, mas, nem por isso, ou até mesmo por isso, a situação fica menos surreal.
Tente explicar isso para um sueco, para um inglês, ou mesmo para um norte-americano. Não dá. O que dá é vergonha de ser brasileiro, pois em países onde há minimamente algum compromisso com a seriedade na política esse tal de Renan não teria chegado ao Senado nem da primeira vez. E se tivesse chegado uma vez e renunciado, poderia se esquecer da atividade política.
Mas aqui tudo é possível, até um abraço de Lula em Maluf. Estavam certos os antigos que diziam que "não existe pecado do lado de baixo do equador".  Aqui vale tudo.

País Surreal 2 - Dilma inaugurou nova modalidade de campanha. Podemos chamá-la Dilmagogia. Foi à televisão e, com estardalhaço, desancando a oposição e os "pessimistas", anunciou sua grande vitória: a redução no preço da energia elétrica, que vai ser aplicada a partir de fevereiro. Ou seja, só chegará às contas em março, se chegar... 
Podia ter aproveitado o momento sublime para nos dizer também que antes de podermos nos regozijar com essa redução, já teríamos que meter a mão no bolso para pagar mais caro a gasolina (que já estava entre as mais caras do mundo). Mas a Dilmagogia não permite essas sinceridades. A Dilmagogia vive do engodo, da mentira, da desfaçatez, da cara-de-pau.
Depois que o PT devastou a Petrobrás, inclusive fazendo-a comprar uma usina velha e sucateada, nos Estados Unidos, por um preço dez vezes maior do que ela valia, temos mesmo é que pagar mais caro pelos derivados do petróleo, senão a Petrobrás quebra! Afinal somos, ou não somos, autossuficientes? Temos, ou não temos, o pré-sal? Por enquanto vamos nos contentando só com o sal, o valor salgado da conta de encher o tanque.

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