Há 80 anos (mais exatamente em 30/01/33) Adolf Hitler chegava ao poder. E, chegava, pela via democrática, ou seja, pelo voto. Em pouco mais de um ano, já tinha criado todas as condições para transfomar aquela democracia em um regime totalitário dos mais horrorosos que já houveram na face da terra. Hitler conseguiu a maioria no Parlamento alemão, fazendo acordos com outros partidos, ditos democráticos, depois os enguliu a todos, eliminou, um a um, dos seus opositores e instituiu o partido único, o Partido dos Trabalhadores Alemães (Deutche Arbeitepartei - que coincidência!), que tinha sido renomeado Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Foi com a conivência ou indiferença da sociedade alemã que o totalitarismo se implantou ali. Quem não era nazista, nem simpatizante do nazismo, porque não tinha gritado antes, foi obrigado a se calar depois.
Os tempos mudam, mas os métodos insistem em ser os mesmos: calar a imprensa, cooptar os outros partidos, reduzir ou silenciar a oposição, arrebanhar militantes aguerridos, pregar o ódio racial, dividir a sociedade entre os que apoiam e os "inimigos", confundir o partido com o Estado. Tudo isso vem se repetindo sob nossos olhos complacentes.
Estamos aceitando tudo, como se aceita um desígnio da natureza. Depois vai ser tarde para chorar. O custo do nosso silêncio de agora pode ser duro e difícil de ser pago mais tarde.
Uma grande culpa dessa situação pode ser atribuida à anemia da oposição. A tarefa de se opor politicamente não é das redes sociais, a tarefa é dos partidos constituidos que estão fora do governo. Esses partidos, em especial, o PSDB e seus líderes, são os que têm a obrigação moral, política e institucional de fazer uma oposição digna do nome, para a preservação do jogo democrático. As redes sociais podem e devem gritar, mas é dever cívico do PSDB assumir uma oposição política de fato. Com a palavra o Senador Aécio Neves.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
O Brasil mostra a sua cara
Tá eleito! Renan Calheiros, acusado pelo Ministério Público de 3 crimes, que já havia renunciado ao mesmo posto no bojo de um outro escândalo que ainda não ficou esclarecido, é o novo presidente do Senado. As máscaras vão sendo deixadas de lado. Já temos alguns condenados por crimes de peculato (roubo de dinheiro público) e corrupção, que assumiram seus cargos de Deputados na maior cara de pau. O país nem treme. É normal! Ter mais um, ou menos um, indiciado fazendo parte do Parlamento, sendo chamado de Excelência, ou Nobre Senador, Nobre Deputado, é o achincalhe maior a que poderíamos supor submetida a classe política brasileira.
Há poucos dias, o presidente do PT dizia que a imprensa e o Ministério Público estão demonizando a política.
Quer dizer que quem demoniza ou desqualifica a política é a imprensa, que denuncia os crimes, e o Ministério Público, que os apura, não quem se utiliza da política para cometer esses mesmos crimes e ficar impune!
Com essa coleção de condenados e indiciados ocupando cadeiras do Congresso, chegou-se à desmoralização completa da atividade política, que já foi no passado, uma atividade de homens íntegros, como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Milton Campos, Afonso Arinos de Melo Franco, Ulisses Guimarães e outros.
O Brasil de hoje já despencou vários degraus nesse quesito e a cara feia da corrupção, da venalidade, da ganância e da desfaçatez está se apresentando sem máscaras a todos. Finalmente o pedido do Cazuza foi atendido. Chegamos ao "admirável mundo novo" da era dos Renans.
Há poucos dias, o presidente do PT dizia que a imprensa e o Ministério Público estão demonizando a política.
Quer dizer que quem demoniza ou desqualifica a política é a imprensa, que denuncia os crimes, e o Ministério Público, que os apura, não quem se utiliza da política para cometer esses mesmos crimes e ficar impune!
Com essa coleção de condenados e indiciados ocupando cadeiras do Congresso, chegou-se à desmoralização completa da atividade política, que já foi no passado, uma atividade de homens íntegros, como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Milton Campos, Afonso Arinos de Melo Franco, Ulisses Guimarães e outros.
O Brasil de hoje já despencou vários degraus nesse quesito e a cara feia da corrupção, da venalidade, da ganância e da desfaçatez está se apresentando sem máscaras a todos. Finalmente o pedido do Cazuza foi atendido. Chegamos ao "admirável mundo novo" da era dos Renans.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Ineficência da PTBrás
D. Dilma aumentou o preço da gasolina, mas não nos explicou por que isso é necessário. Para ela que é economista seria fácil explicar, o que seria difícil é justificar. Vejamos:
- A Petrobrás tem o monopólio da produção de gasolina e diesel no país. Teoricamente, quanto mais consumo houver desses produtos, mas dinheiro ganhará a empresa. Certo? Errado. No caso da Petrobrás, quanto mais ela vende mais perde. Apesar de ser uma empresa privada, com capital aberto, o sócio majoritário, o governo, obriga a empresa a vender gasolina e diesel fazendo prejuízo. A isso se chama subsídio. Isso significa que, se não fosse assim, o preço da gasolina estaria muito mais alto. E, significa também, que a Petrobrás tem uma estrutura de custos muito cara, porque, mesmo subsidiada, a gasolina aqui está entre as mais caras do mundo.
- A Petrobrás não consegue obter, com o refino de petróleo nacional, a quantidade de diesel e gasolina que consumimos no Brasil. Tem portanto que importar. Como a moeda brasileira perdeu 30% de valor em 2012 as importações ficaram 30% mais caras.
- A Petrobrás é o maior patrocinador de eventos de todos os tipos no país. Isso tudo custa muito dinheiro. Por quê a Petrobrás precisa patrocinar eventos? O que ela produz, ela vende, sem concorrência. Além disso, é o maior anunciante do país. Por quê precisa fazer anúncios? Para vender mais diesel e gasolina?
Quando a Petrobrás patrocina e anuncia, quem paga a conta ao final somos nós, consumidores e contribuintes. Pagamos a conta duas vezes, uma quando compramos gasolina cara, outra quando o Tesouro nacional desembolsa para cobrir os rombos da estatal. E quem ganha com a publicidade e os patrocínios? Pergunta idiota, já sabemos que são os amigos do Rei, como sempre.
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