Fernando Gabeira faz uma análise (aqui), como sempre lúcida, sobre o manifesto contra Renan, assinado por mais de 1 milhão de pessoas. O título é "Não em meu nome". E eu ajunto a minha voz ao coro e afirmo: Nem no meu.
Depois do que Gabeira disse não há muito a se acrescentar a não ser a concordância em gênero, número e grau. Gabeira é um caso excepcional de político que não se agarra a cargos e funções, nem mesmo a partidos. Não barganha posições, não está obcecado pelo "pudê", não faz o jogo para se dar bem, não faz demagogia, nem conchavos. Por isso tem sido meio que alijado do processo político. Esse é o político que a faz a política necessária no dizer da ministra Cármen Lúcia. A política é necessária, mas não qualquer política. Quando a atividade política se aproxima da atividade criminosa e com ela se confunde, deixa de ser necessária e passa a ser intolerável. É bom que o Gabeira, que já patrocinou a defenestração de um (o inesquecível Severino Cavalcanti), esteja agora se contrapondo a outro. Esse milhão de assinantes do manifesto precisam de uma cara e uma voz. Que sejam a cara e a voz de Fernando Gabeira a dizer para esse pretensos "representantes" do povo: podem falar em nome de si próprios, mas no meu nome, não!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Pra quê Senado?
Aproximadamente, metade das nações soberanas hoje tem seu poder legislativo constituído por uma só câmara. São exemplos: Suécia, Finlândia, Islândia, Noruega, Dinamarca, Israel, China, Cuba, Taiwan, Portugal, Honduras, Equador, Venezuela, Peru, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Costa Rica, Grécia, Croácia, Bulgária, Turquia, entre outros. E, mesmo entre os sistemas bicamerais mais tradicionais, prevalece para a câmara alta um caráter mais simbólico, como a Câmara dos Lordes na Inglaterra.
As vantagens do sistema unicameral são várias.
- Redução de despesas públicas. Junto com os 81 senadores e seus maravilhosos salários e demais vencimentos, vem toda uma "troupe" de assessores, secretários, chefes de gabinete, auxiliares, funcionários de diversos tipos, copeiros, garçons, vigilantes, motoristas, sistema administrativo e financeiro, sistema de segurança, sistema de transporte, comunicação, informática, gráfica, médicos, rádio e televisão, aposentadoria e por aí vai.
- Mais eficiência.
Com duas câmaras, a lentidão já habitual do processo legislativo chega ao ponto da ineficiência quase total. O sistema unicameral produz mais agilidade na elaboração das leis e previne a diluição das responsabilidades. - Mais transparência e simplicidade no processo.
Quando uma lei é aprovada ou rejeitada fica muito mais fácil saber quais foram os responsáveis por isso. - Maior representatividade.
O Senado não representa os cidadãos, representa os Estados. Em um país onde o Estado já é hipertrofiado e o cidadão tem tão pouca informação e acesso ao seu representante, o sistema bicameral é claramente elitista e antidemocrático.
Não perdemos nada e ganhamos muito se abolirmos o Senado de nossa estrutura política. E, considerando o nível ao qual baixamos, ficamos livres de ver a cara dos Sarneys e Renans zombando da nossa.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Bagagens extraviadas, um grande negócio
Cada vez mais as pessoas viajam e, cada vez mais, a probabilidade de extravio de bagagem aumenta nas companhias aéreas. A questão é que depois disso, o problema permanece com o dono da bagagem. Além do desconforto de chegar a um lugar sem seus pertences, muitas vezes num domingo ou feriado, ou num horário em que o comércio já não funciona, o infeliz viajante ainda tem que percorrer o calvário que é contactar as companhias aéreas envolvidas no processo. Primeiro a espera na fila das bagagens até o último segundo, na vã esperança que ela surja, de repente, pela correia transportadora como quem não quer nada. Assim vai observando, um a um, seus companheiros de viagem com um sorriso interno de vitória se afastarem e só uns desolados gatos pingados restarem por ali, indo e vindo até o ponto de onde as bagagens são desovadas e conferindo até os volumes mais estrambóticos para ter certeza que não é o seu.
Depois, a fila das reclamações. Em língua estrangeira você tem que explicar como é a sua bagagem, cor, peso, dimensões aproximadas, se é rígida ou flexível, se contém itens de valor. É claro que contém! Tudo que está lá tem um valor enorme para você, pobre e desprotegido viajante, cujo único contato naquele momento com o seu lar, seu ponto de origem, é a tralha que você cuidadosamente empacotou em casa.
Obtido um papel com um número mágico, cabalístico, que você não pode perder de jeito nenhum, vai se embora para o hotel ou qualquer outro destino. E recebe, à guisa de consolo, a recomendação: "pode acompanhar pela internet ou por telefone que estaremos fazendo todos os esforços para localizar sua bagagem o mais rapidamente possível".
Assumem que você tenha internet fácil e de graça em qualquer lugar que você esteja e que o "roaming" do seu telefone também é gratuito.
Depois, outro calvário é falar com o setor correto da companhia aérea, não sem antes ter que ouvir uma musiquinha intolerável e a publicidade da companhia exaltando a sua (deles) eficiência, rapidez e cortesia. Se você for um cara sortudo as malas afinal chegam um ou dois dias depois, quando você já gastou os míseros 100 dólares que a generosa companhia aérea diz que um dia vai reembolsar. Uma camisa custa 60 dólares, um par de cuecas, 20, meias, outros 20, escova, pasta de dentes e desodorante já estouraram a conta.
Se as malas não chegam você vai continuar por intermináveis 30 dias cumprindo a mesma rotina, antes de poder reclamar por uma compensação em dinheiro pela bagagem perdida. Essa compensação pode chegar a incríveis 1130 Euros!. Ou seja, você vai ficar rico! Basta começar a perder bagagens por aí, quando viaja.
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