O que há com o PSDB? Por quê se tornou um partido abúlico, sem vontade? Há espaço para isso na política? Exercer a política sem garra, sem vontade? Nisso o PT dá lições. O PT sabe fazer oposição. Faz tanto que faz oposição até a si mesmo. Estando há 10 anos no poder o PT continua a vociferar, a atacar a imprensa, a "direita" e a "zelite", como se fosse um mendigo na chuva a almejar a mesa do banquete. Até parece que já não se banqueteia e empanturra há tanto tempo.
E o delicado PSDB finge que faz política na Suécia, onde está quase tudo resolvido. Até parece que aqui as estradas são excelentes; os portos, rápidos, eficientes e modernos; os aeroportos, de babar; as escolas, nem se fale; a segurança, invejável; a corrupção, inexistente...
Não dá para entender por quê o partido se esquiva de bater de frente. O quê o prende? O quê o impede de mostrar a carantonha de oposicionista, salvo o senador Álvaro Dias que constitui uma honrosa exceção?
O sen. Aécio Neves, por exemplo, adota uma atitude muito "light", para dizer o mínimo, para quem quer ser candidato de oposição ao governo petista. Como será na campanha? Vai tomar bordoada de tudo quanto é lado e não sei se convencerá o eleitorado, uma vez que não assumiu até agora, na antevéspera da próxima eleição, uma feição e atitude verdadeiramente oposicionista.
E não faltam armas para a oposição, ao contrário, até sobram. Com os membros do alto escalão do governo sentados no banco dos réus e condenados a penas de até dez anos, nunca foi tão fácil fazer oposição. Mas cadê? Por quê a oposição se esconde? O que teme?
Parece que o que apavora o PSDB são os próprios telhados de vidro. A história do mensalão mineiro que ainda não ficou esclarecida, com o envolvimento de Eduardo Azeredo, Mares Ghia e Marcos Valério parece funcionar como um freio quando surge uma oportunidade de "bater" no adversário. E, como a coisa se passou em Minas, fica a dúvida no ar: será que há respingos também no Aécio? Só isso explicaria o cavalheirismo e as gentilezas do ex-governador de Minas para com o governicho da Dilma e do Lula.
Pode até não ser isso, mas que parece, parece.
Como dizia Millôr Fernandes, o guru do Méier: "Mineiro nunca é o que parece, sobretudo quando parece o que é."
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
A oposição "light"
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
País da Não-oposição
E a arrecadação de impostos no Brasil em 2012 atingiu o récorde de 1 tri! Isso mesmo: um trilhão de reais, ou seja, R$ 1.000.000.000.000,00.
Na maioria das calculadoras não há dígitos suficientes para se escrever esse número. E o que recebemos em troca? Educação pública de alto nível para nossos filhos, um sistema de saúde impecável, aposentadorias de fazer inveja aos suecos, ruas limpas, estradas bem conservadas, cidades seguras, polícia eficiente... Por isso a nossa população está tão satisfeita e confere também récordes de popularidade aos nossos governantes! Por isso a nossa população não reclama!Por isso, nem a oposição reclama!
Veja aqui estudo da ONu sobre o custo do parlamentar brasileiro.
Na maioria das calculadoras não há dígitos suficientes para se escrever esse número. E o que recebemos em troca? Educação pública de alto nível para nossos filhos, um sistema de saúde impecável, aposentadorias de fazer inveja aos suecos, ruas limpas, estradas bem conservadas, cidades seguras, polícia eficiente... Por isso a nossa população está tão satisfeita e confere também récordes de popularidade aos nossos governantes! Por isso a nossa população não reclama!Por isso, nem a oposição reclama!
Veja aqui estudo da ONu sobre o custo do parlamentar brasileiro.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
O grito do povo
Reproduzo aqui o texto melancólico e indignado de um cidadão, eleitor como nós, desanimado diante do haraquiri cometido pela Oposição no Brasil.
(Texto de autoria de Reynaldo-BH (Reynaldo Rocha). Reproduzido no blog Coluna do Augusto Nunes.)
O autor, depois de informar ter telefonado para os gabinetes dos principais Senadores da oposição por ocasião do manifesto contra Renan Calheiros, prossegue...
........................................
Porque resolvi agir assim?
Não creio que argumentos éticos, morais e de decência política façam alguma diferença quando exigidos dos petistas e da base alugada. Eles se sabem podres. E estão confortáveis na pocilga moral em que se escondem, com os focinhos de fora, entre montes de fezes e lama. Seria pregar no deserto. Eu não sou personagem bíblico…
O que nos resta é tentar fazer com que a oposição (mesmo que adormecida e anestesiada) entenda que existe uma parcela cada vez maior dos eleitores que não concordando com a dita situação, não se sentem infimamente representada pelas tais oposições. As oposições consentidas. Por eles, os outros. Os donos das coleiras de dóceis amestrados.
Grande parte da responsabilidade pelo estado de decomposição moral, ética e política que vivemos está com a oposição.
O estado de direito só é preocupação de quem não está nos parlamentos. Nós.
O aparelhamento estatal só é uma vergonha para alguns. Nós.
A corrupção só é ofensiva para nós. Eles fazem acordos para que CPI´s poupem os seus (deles).
Os senadores deveriam ter um ombudsman. Ao menos um poderia fazer a experiência! Algum teria coragem?
Um assessor em linha direta com os eleitores. Que pudesse aferir como o trabalho de cada um é visto e avaliado. Quem tiver interesse em conhecer esta experiência na mídia (na Folha de São Paulo), leia “O Relógio de Pascal” de Caio Túlio Costa.
Foi uma experiência assustadora. E deprimente. Em que pese a atenção e até revolta demonstrada por alguns assessores.
Dias antes do Carnaval, nenhum dos senadores em Brasília. Com um PIB em queda, uma inflação disparada, Renan em um Spa, co-presidentes em articulações para a continuidade do pesadelo e um Brasil sem esperanças. Em quem deveríamos ter.
Uma oposição inerte. Domesticada de tal forma que dá a impressão de ser concordante com os ladrões e usurpadores do poder, que dominaram o Executivo, tentaram intimidar o Judiciário e certamente, compraram o Legislativo.
O preço? Depende do que se entenda por preço e pelo valor que cada um acha que vale. Certamente bem menos do que nós avaliamos. Para uns, cargos. Para outros, apoio político em projetos futuros. Alguns mais pela promessa de não ser alvo como foi Artur Virgílio. E por fim, outros por dinheiro na boca do caixa. Tanto faz. O preço é detalhe. A venda é o crime.
O distanciamento destes senadores da WEB (blogs, opiniões de comentaristas-eleitores que se expõem diariamente em espaços como este aqui, redes sociais e comunicação intergrupos), é quase didático.Demonstram não terem consciência da Primavera Árabe, da primeira eleição de Obama, dos indignados da Espanha, da geração à rasca de Portugal, da indignação contra os estupros consentidos na Índia entre tantos exemplos.Ignorada e desprezada por quem deveria, pela sobrevivência, estar permanentemente atento às mesmas.Parecem ser os senhores do castelo dos horrores. Na Casa do Espanto, já não se espantam com nada. De costas para o país – tal qual um padre pré-concilio Vaticano II, de 1963, que rezava missas em latim! – continuam no dialeto estéril e bolorento: eles entendem tudo. Mas só eles entendem.Não se trata de ameaça, mas constatação.Esperam estes senadores de oposição em próximas eleições ter a recondução garantida? Ou a velocidade da Internet (na alteração de usos, costumes e visões) ainda não foi percebida por Vossas Excelências?Pergunta desnecessária, eu sei. Quem sequer ouve 1.500.000 brasileiros exigindo que se reveja o tapa que nos foi dado na cara, certamente é surdo para qualquer alerta do que acontecerá a cada ano.Um dia, um enlouquecido e desequilibrado desconhecido – ao qual a pústula Renan era assecla! – conseguiu ser presidente do Brasil com um discurso da “não-política” e do desprezo ao Legislativo. Suplantou Ulisses, Brizola e até o Imperador de Garanhuns. E ninguém parece ter aprendido nada.Não existe vácuo. Muito menos em política.Temo pelo ovo de serpente que possa estar sendo gestado em algum canto deste país. Que não se culpe os eleitores por outra escolha equivocada.A culpa será exclusiva de quem, devendo ser oposição, se contenta em ser cronista de vulgaridades falando para um plenário vazio. Como são quase todos os nobres senadores que se opõem ao projeto hegemônico do PT e da base alugada que se vende a qualquer poderoso.A oposição somos nós. Que não queremos mandatos nem cargos públicos.Exigimos somente um pouco de vergonha na cara!
(Texto de autoria de Reynaldo-BH (Reynaldo Rocha). Reproduzido no blog Coluna do Augusto Nunes.)
O autor, depois de informar ter telefonado para os gabinetes dos principais Senadores da oposição por ocasião do manifesto contra Renan Calheiros, prossegue...
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Porque resolvi agir assim?
Não creio que argumentos éticos, morais e de decência política façam alguma diferença quando exigidos dos petistas e da base alugada. Eles se sabem podres. E estão confortáveis na pocilga moral em que se escondem, com os focinhos de fora, entre montes de fezes e lama. Seria pregar no deserto. Eu não sou personagem bíblico…
O que nos resta é tentar fazer com que a oposição (mesmo que adormecida e anestesiada) entenda que existe uma parcela cada vez maior dos eleitores que não concordando com a dita situação, não se sentem infimamente representada pelas tais oposições. As oposições consentidas. Por eles, os outros. Os donos das coleiras de dóceis amestrados.
Grande parte da responsabilidade pelo estado de decomposição moral, ética e política que vivemos está com a oposição.
O estado de direito só é preocupação de quem não está nos parlamentos. Nós.
O aparelhamento estatal só é uma vergonha para alguns. Nós.
A corrupção só é ofensiva para nós. Eles fazem acordos para que CPI´s poupem os seus (deles).
Os senadores deveriam ter um ombudsman. Ao menos um poderia fazer a experiência! Algum teria coragem?
Um assessor em linha direta com os eleitores. Que pudesse aferir como o trabalho de cada um é visto e avaliado. Quem tiver interesse em conhecer esta experiência na mídia (na Folha de São Paulo), leia “O Relógio de Pascal” de Caio Túlio Costa.
Foi uma experiência assustadora. E deprimente. Em que pese a atenção e até revolta demonstrada por alguns assessores.
Dias antes do Carnaval, nenhum dos senadores em Brasília. Com um PIB em queda, uma inflação disparada, Renan em um Spa, co-presidentes em articulações para a continuidade do pesadelo e um Brasil sem esperanças. Em quem deveríamos ter.
Uma oposição inerte. Domesticada de tal forma que dá a impressão de ser concordante com os ladrões e usurpadores do poder, que dominaram o Executivo, tentaram intimidar o Judiciário e certamente, compraram o Legislativo.
O preço? Depende do que se entenda por preço e pelo valor que cada um acha que vale. Certamente bem menos do que nós avaliamos. Para uns, cargos. Para outros, apoio político em projetos futuros. Alguns mais pela promessa de não ser alvo como foi Artur Virgílio. E por fim, outros por dinheiro na boca do caixa. Tanto faz. O preço é detalhe. A venda é o crime.
O distanciamento destes senadores da WEB (blogs, opiniões de comentaristas-eleitores que se expõem diariamente em espaços como este aqui, redes sociais e comunicação intergrupos), é quase didático.Demonstram não terem consciência da Primavera Árabe, da primeira eleição de Obama, dos indignados da Espanha, da geração à rasca de Portugal, da indignação contra os estupros consentidos na Índia entre tantos exemplos.Ignorada e desprezada por quem deveria, pela sobrevivência, estar permanentemente atento às mesmas.Parecem ser os senhores do castelo dos horrores. Na Casa do Espanto, já não se espantam com nada. De costas para o país – tal qual um padre pré-concilio Vaticano II, de 1963, que rezava missas em latim! – continuam no dialeto estéril e bolorento: eles entendem tudo. Mas só eles entendem.Não se trata de ameaça, mas constatação.Esperam estes senadores de oposição em próximas eleições ter a recondução garantida? Ou a velocidade da Internet (na alteração de usos, costumes e visões) ainda não foi percebida por Vossas Excelências?Pergunta desnecessária, eu sei. Quem sequer ouve 1.500.000 brasileiros exigindo que se reveja o tapa que nos foi dado na cara, certamente é surdo para qualquer alerta do que acontecerá a cada ano.Um dia, um enlouquecido e desequilibrado desconhecido – ao qual a pústula Renan era assecla! – conseguiu ser presidente do Brasil com um discurso da “não-política” e do desprezo ao Legislativo. Suplantou Ulisses, Brizola e até o Imperador de Garanhuns. E ninguém parece ter aprendido nada.Não existe vácuo. Muito menos em política.Temo pelo ovo de serpente que possa estar sendo gestado em algum canto deste país. Que não se culpe os eleitores por outra escolha equivocada.A culpa será exclusiva de quem, devendo ser oposição, se contenta em ser cronista de vulgaridades falando para um plenário vazio. Como são quase todos os nobres senadores que se opõem ao projeto hegemônico do PT e da base alugada que se vende a qualquer poderoso.A oposição somos nós. Que não queremos mandatos nem cargos públicos.Exigimos somente um pouco de vergonha na cara!
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