quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Um Nobel para Dilma

A presidenta insiste em nos chamar de idiotas. Segundo seu discurso ontem: "nosso modelo de desenvolvimento desafia a lógica das interpretações simplistas. Isso nos diferencia desse disse-me-disse, da pequena política e dos modelos ultrapassasos de análise". 
Quer dizer que Dilma desenvolveu algum modelo de análise que não seja ultrapassado! E que modelo é esse? É um modelo onde dois e dois são seis! Só pode ser, porque só assim se explica que o prejuízo da Petrobrás é lucro, que o aumento da inflação é um avanço econômico e que o reajuste no preço da gasolina vai ajudar a diminuir as despesas domésticas.
Além desse "muderno" modelo de análise, há também um "novo modelo de desenvolvimento". É tão novo esse modelo que nossa lógica de interpretação simplista não consegue mesmo entender. Nesse "novo" modelo, uma estrada caindo aos pedaços e cheia de buracos é uma autoestrada alemã, a gente é que não entende. Nesse "novo" modelo de desenvolvimento já estamos com IDH maior que a Suíça, os paspalhos é que ainda não perceberam. Nesse "novo" modelo de desenvolvimento, a transposição do S. Francisco e as obras do PAC estão cada vez mais baratos e mais eficientes, a patuléia é que burra demais para compreender. 
Realmente não merecemos ser tão especial na presidência. É uma sorte que não nos cabe, ter  uma presidenta de tão elevada competência, perspicácia e preparo intelectual; e cuja missão sublime é completar a obra do grande guru de Garanhuns.
Dilma está desperdiçada nessa função tão comezinha! Deveria é ser indicada para o prêmio Nobel de Economia da década e, com seu talento inovador e sua visão transcendente, ajudar a salvar a Europa do caos econômico que, segundo ela, foi provocado pelo pensamento conservador. Realmente! A compreensão de Dilma e de Lula do que acontece na economia mundial está longe de ser simplista! Quanta complexidade!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A oposição "light"

O que há com o PSDB? Por quê se tornou um partido abúlico, sem vontade? Há espaço para isso na política? Exercer a política sem garra, sem vontade? Nisso o PT dá lições. O PT sabe fazer oposição. Faz tanto que faz oposição até a si mesmo. Estando há 10 anos no poder o PT continua a vociferar, a atacar a imprensa, a "direita" e a "zelite", como se fosse um mendigo na chuva a almejar a mesa do banquete. Até parece que já não se banqueteia e empanturra há tanto tempo.
E o delicado PSDB finge que faz política na Suécia, onde está quase tudo resolvido. Até parece que aqui as estradas são excelentes; os portos, rápidos, eficientes e modernos; os aeroportos, de babar; as escolas, nem se fale; a segurança, invejável; a corrupção, inexistente...
Não dá para entender por quê o partido se esquiva de bater de frente. O quê o prende? O quê o impede de mostrar a carantonha de oposicionista, salvo o senador Álvaro Dias que constitui uma honrosa exceção?
O sen. Aécio Neves, por exemplo,  adota uma atitude muito "light", para dizer o mínimo, para quem quer ser candidato de oposição ao governo petista. Como será na campanha? Vai tomar bordoada de tudo quanto é lado e não sei se convencerá o eleitorado, uma vez que não assumiu até agora, na antevéspera da próxima eleição, uma feição e atitude verdadeiramente oposicionista.
E não faltam armas para a oposição, ao contrário, até sobram. Com os membros do alto escalão do governo sentados no banco dos réus e condenados a penas de até dez anos, nunca foi tão fácil fazer oposição. Mas cadê? Por quê a oposição se esconde? O que teme?
Parece que o que apavora o PSDB são os próprios telhados de vidro. A história do mensalão mineiro que ainda não ficou esclarecida, com o envolvimento de Eduardo Azeredo, Mares Ghia e Marcos Valério parece funcionar como um freio quando surge uma oportunidade de "bater" no adversário. E, como a coisa se passou em Minas, fica a dúvida no ar: será que há respingos também no Aécio? Só isso explicaria o cavalheirismo e as gentilezas do ex-governador de Minas para com o governicho da Dilma e do Lula.
Pode até não ser isso, mas que parece, parece. 
Como dizia Millôr Fernandes, o guru do Méier: "Mineiro nunca é o que parece, sobretudo quando parece o que é."

domingo, 17 de fevereiro de 2013

País da Não-oposição

E a arrecadação de impostos no Brasil em 2012 atingiu o récorde de 1 tri! Isso mesmo: um trilhão de reais, ou seja,  R$ 1.000.000.000.000,00. 
Na maioria das calculadoras não há dígitos suficientes para se escrever esse número. E o que recebemos em troca? Educação pública de alto nível para nossos filhos, um sistema de saúde impecável, aposentadorias de fazer inveja aos suecos, ruas limpas, estradas bem conservadas, cidades seguras, polícia eficiente... Por isso a nossa população está tão satisfeita e confere também récordes de popularidade aos nossos governantes! Por isso a nossa população não reclama!Por isso, nem a oposição reclama!

Veja aqui estudo da ONu sobre o custo do parlamentar brasileiro.



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