Pelo menos uma vez por semana, algum dos condenados na Ação Penal 470 (Mensalão) vem a público desancar o Supremo ou o seu presidente. Como as coisas são muito lentas na Justiça, ao invés de estarem trancafiados cumprindo suas penas, ainda estão soltos por aí prontos a dizer besteiras ao primeiro jornalista que aparece. Isso é uma situação desabonadora para a nossa República. As instituições já não tem muita tradição, não são muito respeitadas ou mesmo conhecidas pelo povo, que não espera muito delas. Aí vem um deputado, ou um senador, que deveriam, em função do cargo, dar um exemplo de respeito e acatamento, fazer exatamente o contrário! Isso deveria merecer alguma sanção. Atacar o Supremo, ou seu presidente, nesses termos (João Paulo chamou o ministro Joaquim Barbosa de irresponsável) teria consequências negativas para o irresponsável atacante, fosse o Brasil uma República que se desse ao respeito.
Infelizmente vamos ter que continuar a conviver com essas provocações até que os senhores ministros se dêem ao trabalho de concluir suas tarefas. Que isso sirva de lição à nossa Suprema Corte em casos futuros. Não basta julgar e condenar quando necessário. É preciso executar a pena, caso contrário estará sujeita ao descrédito por parte dos cidadãos e ao desrespeito por parte dos condenados.
terça-feira, 5 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
O xadrez de Dilma
Dilma antecipou o calendário eleitoral, em verdade e, na prática, diminuindo, o próprio mandato, em dois anos. Por quê ela faria isso? Em dois anos de governo, passou o primeiro demitindo os ministros "trapalhões" que Lula indicou e o segundo à procura de um programa e tentando fazer o PIB não cair no negativo. E agora, vai passar os outros dois em desgastante campanha eleitoral, negaceando o PMDB aqui, cercando o PSB alí e ainda tendo que se defender dos ataques dos tucanos, que, parece, acordaram?
A questão é que Dilma não teve alternativa. O Molusco a obrigou a isso. Quando começou a falar em caravana pelo país, a se reunir com ministros e ditar política externa para a América Latina; enfim, a se comportar como pré-candidato para 2014, o Molusco obrigou Dilma a se colocar definitivamente como candidata antes que fosse tarde, antes que ele e seu partido criassem um fato consumado.
Não bastaram, para calar a boca do Desencarnado, as apurações da Polícia Federal no caso Rose, nem as novas denúncias de Marcos valério, acolhidas pelo Ministério Público. Foi preciso que Dilma assumisse a candidatura desde já e se comportasse como tal, pois agora o espertalhão vai ter que fingir que faz campanha para ela.
Mas isso tem um custo para ela e para o país. Em dois anos com a presidenta em campanha initerrupta a gestão do país vai para as "cucuias". As exigências e ameaças da base "aliada" mudam de tom e passam a ser cada vez mais incisivas, tolhendo qualquer liberdade que a presidenta teria para fazer suas próprias escolhas. Desde a composição do ministério às inaugurações de obras eleitoreiras, tudo vai ser ditado pela lógica da reeleição em 2014. E o fantasma do Desencarnado permanentemente à espreita de uma oportunidade de dar o bote. Não vai ser fácil equacionar esse jogo de xadrez. Enquanto isso a economia patina e o país espera...Até quando?
A questão é que Dilma não teve alternativa. O Molusco a obrigou a isso. Quando começou a falar em caravana pelo país, a se reunir com ministros e ditar política externa para a América Latina; enfim, a se comportar como pré-candidato para 2014, o Molusco obrigou Dilma a se colocar definitivamente como candidata antes que fosse tarde, antes que ele e seu partido criassem um fato consumado.
Não bastaram, para calar a boca do Desencarnado, as apurações da Polícia Federal no caso Rose, nem as novas denúncias de Marcos valério, acolhidas pelo Ministério Público. Foi preciso que Dilma assumisse a candidatura desde já e se comportasse como tal, pois agora o espertalhão vai ter que fingir que faz campanha para ela.
Mas isso tem um custo para ela e para o país. Em dois anos com a presidenta em campanha initerrupta a gestão do país vai para as "cucuias". As exigências e ameaças da base "aliada" mudam de tom e passam a ser cada vez mais incisivas, tolhendo qualquer liberdade que a presidenta teria para fazer suas próprias escolhas. Desde a composição do ministério às inaugurações de obras eleitoreiras, tudo vai ser ditado pela lógica da reeleição em 2014. E o fantasma do Desencarnado permanentemente à espreita de uma oportunidade de dar o bote. Não vai ser fácil equacionar esse jogo de xadrez. Enquanto isso a economia patina e o país espera...Até quando?
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Lincoln Continental
Há semelhanças inegáveis entre Lula e Lincoln. Ambos tem a letra "L" como inicial e o Lincoln Continental era um carro que realmente "bebia" muito.
Acabam por aí as semelhanças.
No mais, é preciso ter uma cara-de-pau enorme com muita falta de senso do ridículo, ou ser muito, mas muito, analfabeto para ter a pretensão de se comparar a Abraham Lincoln, o maior presidente da história dos Estados Unidos.
![]() |
| Lincoln Continental - 1984 |
Lula tem um problema psicológico. Inegável. Ele não consegue aceitar a simples existência de Fernando Henrique Cardoso, que foi uma pessoa que o ajudou a distribuir panfletos na porta do sindicato nos anos de ditadura. Subiram juntos aos palanques das "Diretas Já", enquanto Maluf e Sarney, os amigões de hoje, estavam ao lado da ditadura. Isso, antes que Sarney pulasse o muro.
Não importa o mérito ou demérito de FHC, Lula não pode aceitar o simples fato de que ele exista e seja o cavalheiro que é, a pessoa educada, culta e inteligente que é. Parece que o que incomoda Lula é a cultura, aquilo que ele menos tem. Isso não seria em si um problema para um político. Já tivemos alguns mastodontes incultos, que, entretanto fizeram um governo razoável. Mas isso é um problemão para o Lula. Por quê? Porque Lula não estudou; e não o fez porque não quis...Essa é a verdade verdadeira. Era pobre, foi metalúrgico, mas nada disso o teria impedido de estudar. Vicentinho, outro ex-sindicalista, formou-se em Direito, bem depois de já ter sido lider sindical.
Lula não estudou porque não quis, porque teve preguiça, ou porque chegou a achar desnecessário. Afinal, um político instintivo, sem ter estudado já tinha galgado o posto de líder do PT, para quê estudar? Então passsou a desvalorizar aquilo que outros têm e ele não. Passou a desvalorizar a cultura e a enaltecer a si mesmo e ao analfabetismo como valores.
Isso até o beneficiou politicamente, pois passou a impressão ao povão de que estudar, esforçar-se por aprender, pensar, enfim toda e qualquer atividade intelectual era, não só desnecessária, como indesejável. Coisa da zelite! Ganhou votos com essa "identificação" com o povo.
O problema é que nada disso resolve o sentimento de inferioridade de Lula. Não admite que os adversários sejam adversários por questões de programa e valores. Os adversários não "gostam" dele porque ele é ignorante, pensa. E aí ataca. Ataca principalmente quem ele gostaria de ser, quem é o seu êmulo. Ou então, elogia a si próprio de uma maneira que deve até envergonhar os seus próximos, aqueles que tenham alguma lucidez.
Acabou de mandar FHC calar a boca num dia e comparou-se a Abraham Lincoln no outro. Sintomático! Senhoras e senhores psicólogos e psiquiatras, fiquem a postos!
Não importa o mérito ou demérito de FHC, Lula não pode aceitar o simples fato de que ele exista e seja o cavalheiro que é, a pessoa educada, culta e inteligente que é. Parece que o que incomoda Lula é a cultura, aquilo que ele menos tem. Isso não seria em si um problema para um político. Já tivemos alguns mastodontes incultos, que, entretanto fizeram um governo razoável. Mas isso é um problemão para o Lula. Por quê? Porque Lula não estudou; e não o fez porque não quis...Essa é a verdade verdadeira. Era pobre, foi metalúrgico, mas nada disso o teria impedido de estudar. Vicentinho, outro ex-sindicalista, formou-se em Direito, bem depois de já ter sido lider sindical.
Lula não estudou porque não quis, porque teve preguiça, ou porque chegou a achar desnecessário. Afinal, um político instintivo, sem ter estudado já tinha galgado o posto de líder do PT, para quê estudar? Então passsou a desvalorizar aquilo que outros têm e ele não. Passou a desvalorizar a cultura e a enaltecer a si mesmo e ao analfabetismo como valores.
Isso até o beneficiou politicamente, pois passou a impressão ao povão de que estudar, esforçar-se por aprender, pensar, enfim toda e qualquer atividade intelectual era, não só desnecessária, como indesejável. Coisa da zelite! Ganhou votos com essa "identificação" com o povo.
O problema é que nada disso resolve o sentimento de inferioridade de Lula. Não admite que os adversários sejam adversários por questões de programa e valores. Os adversários não "gostam" dele porque ele é ignorante, pensa. E aí ataca. Ataca principalmente quem ele gostaria de ser, quem é o seu êmulo. Ou então, elogia a si próprio de uma maneira que deve até envergonhar os seus próximos, aqueles que tenham alguma lucidez.
Acabou de mandar FHC calar a boca num dia e comparou-se a Abraham Lincoln no outro. Sintomático! Senhoras e senhores psicólogos e psiquiatras, fiquem a postos!
Assinar:
Comentários (Atom)
Seguidores do Blog
Blogs que sigo
No Twitter:
Wikipedia
Resultados da pesquisa
