terça-feira, 19 de março de 2013

Nossa maior tragédia

Nova tragédia anunciada e periódica se abate sobre o Rio. Todo ano, na época das chuvas, ocorrem deslizamentos e mortes na região de Petrópolis. É como a seca no nordeste. A gente sabe que existe e, como não se faz nada para mudar a situação, o que resta aos passados, presentes e futuros flagelados é se lamentar e esperar pela próxima desgraça.
A culpa é da natureza implacável ou do homem que teima em desafiá-la? As encostas são perigosas, não se pode morar lá. Mas o que fazem nossas autoridades? Retiram as pessoas, oferecem-lhes alternativas de moradias, impedem que outros se instalem nesses locais? Não. 
Fingem de cegas, surdas e mudas durante o ano inteiro e na hora em que as casas desabam, vêm para a televisão com caras falsamente compungidas lamentar o fato e prometer ajuda e soluções mirabolantes que jamais vão acontecer.


É claro que aí entra o governo federal também e libera mundos e fundos (mais fundos, que mundos) para "resolver" de vez o problema. Os fundos já se sabe onde vão parar. Em despesas nos restaurantes chiques de Paris onde os convidados brincam em volta da mesa com guardanapos na cabeça.
E agora a presidAnta ainda diz que a culpa é do povo que não quer sair do lugar onde não deveria estar. Ora, bolas. O Estado tem ou não tem o poder de polícia, de fazer cumprir as leis? Por que então permite que as pessoas decumpram as leis e as regras, expondo sua própria vida? O Estado gosta tanto de interferir na vida do cidadão a ponto de querer dizer até se um pai pode ou nao dar uma boa palmada na bunda de seu filho. Por que numa hora dessas o Estado não está lá, presente, exercendo sua função e impedindo que as pessoas estejam onde não deveriam estar?
A presidAnta diz ainda que vai tomar medidas drásticas. Não tome não, dona Dilma! Em 2011 a Sra. disse que ia tomar medidas drásticas e os desabrigados daquela época estão sem moradia até hoje. Nenhuma das casas prometidas, para as quais o governo federal liberou 545 mihões, ficou pronta!
É por causa da omissão e da ausência do Estado que tragédias como essa, como a de Santa Maria, e várias outras acontecem.
Infelizmente a maior tragédia desse país é ter a classe política que temos, com muito, mas muito, raras exceções.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Fatura atrasada.

Politicagem e corrupção sempre existiram, mas o PT elevou-as,  ambas, ao estado da arte. Fez delas um meio de hegemonia e de destruição dos dois elementos principais de uma democracia: o pluripartidarismo e a oposição política.
Ao cooptar qualquer partido, de qualquer programa e ideologia, para dentro da chamada "base aliada", comprando-lhes a adesão por meio do fisiologismo e da corrupção pura e simples, como ficou sobejamente demonstrado no caso do mensalão, o PT subverteu as bases da democracia representativa no que ela tem de essencial: a própria representatividade.
Elegemos esses senhores para nos representar, para defender as idéias e valores em que acreditamos, para lutar pelos interesses de uma determinada parcela da sociedade. Mas isso tem que ser feito à luz do dia. Os partidos tem que ter uma linha programática e seguí-la no exercício de sua missão política.
Quando um partido é cooptado, não por um programa, uma idéia, um projeto, mas à custa de vantagens escusas, deixa de cumprir a função para a qual existe. É simples assim.
Fôssemos um país sério, no caso do mensalão, por exemplo, todos os partidos que "aderiram" ao governo por meio de corrupção teriam seu registro cassado. Esses partidos abandonaram a sua missão, a sua razão de existir, portanto não há sentido em continuarem a fazer parte do processo político.
É por isso que existem 39 ministérios e, como disse o sr. Gerdau, estamos no limite da burrice. Tem que ter lugar para todos nessa arca de Noé às avessas, que, ao invés de nos salvar, está é nos levando pro dilúvio.
Aliado do governo ou não, tendo negócios com o governo ou não, o sr. Jorge Gerdau tem razão. Estamos no limite da burrice, da incompetência, da má-fé, da má gestão dos recursos, do cinismo e da negligência. É preciso que recuperemos um mínimo de dignidade e seriedade no trato com a coisa pública para que a atividade política faça sentido de novo entre nós.
Chega de mentiras, de indignidades, de demagogia, de espertezas, senão um dia a casa cai. Nosso povo pode ser passivo e ignorante, mas um dia abrirá os olhos e verá o quanto foi roubado e expoliado e nesse dia cobrará a fatura, cujo pagamento já está mais que atrasado.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Pé de pato, mangalô, três vezes.

Já temos uma história longa de inflação e seu combate ineficaz com mágicas e bruxarias. Devíamos já saber que isso não funciona.
Intervenções pontuais nos preços não resolvem, se o problema é macroeconômico. Por quê temos inflação? Em primeiro lugar, porque as contas públicas não fecham. O governo gasta mais do que pode e do que arrecada. Isso se chama irresponsabilidade fiscal. Em segundo lugar, porque as pessoas estão consumindo mais do que a indústria consegue produzir. É o famoso efeito da lei da oferta e da procura.
E, no ano passado, o crescimento da indústria de transformação foi negativo, ou seja, a produção industrial no Brasil diminuiu em vez de crescer. 
Entretanto o governo continua estimulando o consumo, diminuindo impostos aqui, forçando a queda dos juros alí. O governo acredita que o consumo vai resolver o problema do PIB.  Aí é que se engana (e nos engana) porque não é o consumo que vai fazer a economia crescer e, sim, investimentos na produção.
Dilma parece que pensa que suas bruxarias e mandingas vão resolver o problema. 
A questão porém é que a equação para ela não está fechando. Se deixar os juros subirem para segurar a inflação, o pibinho raquítico vai para a UTI. A inflação pode até baixar, mas aí vem a impopularidade. As pessoas começam a perder o emprego, a massa salarial cai, fica mais difícil comprar (afinal esse era o objetivo), enfim, entramos na recessão ou estagnação econômica. E o sonho da reeleição no ano que vem, vai para o beleléu.
A única saída é enxugar os gastos de custeio da máquina pública para sobrar dinheiro para  investir na recuperação da infraestrutura, que já está sucateada há muito tempo.
Só um milagre faria baixar a sensatez em um governo que desperdiçou dois anos andando de lado. Agora, com o processo eleitoral deflagrado pelo Molusco, Dilma pode até "fazer o diabo". O que não fará de jeito nenhum é administrar o país com responsabilidade.
Querem apostar qual vai ser o caminho escolhido pela gerentona? Será o da austeridade, da racionalidade econômica, o caminho que faria bem ao país? Ou será o caminho enganoso e fácil das contas manipuladas, dos intervencionismos estatais perfunctórios, das mágicas e bruxarias? Eu já sei a resposta.

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