Não satisfeito com os prejuízos monumentais das estatais Eletro e Petrobrás, e que terão que ser cobertos pelo Tesouro, o governo anuncia a criação de mais uma estatal: a Segurobrás.
Com capital social de 50 milhões, esse novo monstrengo vai fazer concorrência às seguradoras privadas em habitação, veículos, crédito estudantil e exportação, além de, claro, fazer os seguros de todas as obras de infraestrutura do tal pacote, que não sai do blá-blá-blá.
O certo, sabemos, é que o governo já começa gastando, sem saber se esse dinheiro terá algum retorno algum dia. Começa por criar mais alguns cargos de "confiança", algumas nomeações de apaniguados, parentes e amigos. Mais um instrumento de manipulaçao, compra de interesses, roubalheira explícita e implícita a ser paga pela abestalhada população desse fim-de-mundo.
Quando a gente pensa que esse desgoverno já fez tudo que podia para assaltar o Estado e acabar com a credibilidade das instituições, eles nos surpreendem com sua criatividade sem limites. Só faltava essa!
Diante da desorganização das contas públicas (a causa primeira e principal da inflação), na surdina, sem fazer barulho, sem chamar atenção, deixando os bobos se debaterem com o pastor Feliciano, o governo Dilma faz o Congresso (essa casa de tolerância) aprovar rapidamente a criação de mais um monstrengo que não vai nos servir de nada. É apenas mais um cabide de empregos, mais uma fonte de recursos para mensaleiros, mais uma inutilidade pública.
Enquanto isso faltam materiais e equipamentos nos hospitais, faltam os próprios hospitais; enquanto isso o transporte público é uma vergonha, os portos seguem abarrotados sem condições de receber ou despachar as mercadorias, os aeroportos em situação caótica, as estradas caindo; enquanto isso as casas dos flagelados de 2011 ainda esperam para serem construídas; enquanto isso as contas públicas se deterioram, o dragão da inflação volta com fome, a balança comercial apresenta o pior resultado em mais de uma década, as agências de risco rebaixam a classificação do BNDES; enquanto isso, o gigante segue adormecido, sem saber que estão roubando muito mais que os recursos públicos, estão lhe roubando o futuro.
terça-feira, 2 de abril de 2013
sábado, 30 de março de 2013
Incompetência e irresponsabilidade
Mostre me um prejuízo em uma estatal e eu lhe mostro o dedo do governo. Mas dessa vez foi bem rápido! Em menos de 3 meses, a Eletrobrás revelou o quanto de prejuízo uma ingerência irresponsável pode fazer. Como o governo detém 67% das ações, obrigou a Eletrobrás a aceitar o tal pacote de renovação antecipada das concessões com redução de tarifa.
Para fazer gracinha visando sua reeleição em 2014, Dilma não se preocupou em causar um prejuizo monstro de 6,7 bilhões na empresa. Dane-se, deve ter pensado, eu quero é ganhar a eleição! Não houve um plano para redução de custos que suportasse esse desconto, uma reestruturação do sistema, como se faz nas empresas privadas quando se tem que reduzir custos. Nada! Foi uma canetada e pronto! A bruxaria estava feita.
Claro, que a conta ia ser paga por alguém. Vai ser paga, principalmente, pelos funcionários que serão demitidos. Serão 5400 famílias de funcionários da Eletrobrás afetadas pela demissão em massa. Esse é o governo do PT!
Do mesmo modo como não se preocupa em causar prejuízos nas estatais, ou nas autarquias, em que o estado é majoritário, ou mesmo interferir negativamente em empresas privadas como a Vale, a presidAnta já deixou claro que "um pouco de inflação" não faz mal. Para um país que já sofreu dessa doença grave e teve que se submeter a tratamentos de choque, uma declaração como essa, partindo da chefe do executivo, é como um médico dizendo ao paciente que ele tem uma metástase, mas que não precisa de se preocupar, porque a metástase é pequena. É óbvio que o recrudescimento da inflação é preocupante, até porque, dos males econômicos, a inflação é dos mais difíceis de se extirpar e dos mais incapacitantes para a economia.
A incompetência da presidAnta está flertando com a irresponsabilidade. Isso não se pode admitir. A gestão temerária ou irresponsável da nação exige um posicionamento radical das forças políticas que se opõem a esse descalabro. Não se pode ficar calado e conivente com uma situação em que todos estamos vendo os pilares da economia se desmanchando diante de nós. As contas externas estão se deteriorando rapidamente. Petrobrás e Eletrobrás fazendo prejuízos históricos. O PIB achatado. A inflação tomando as rédeas de novo.
Vamos ter que esperar até quando para reconhecer que essa senhora não tem a mínima competência para administrar o país?
Para fazer gracinha visando sua reeleição em 2014, Dilma não se preocupou em causar um prejuizo monstro de 6,7 bilhões na empresa. Dane-se, deve ter pensado, eu quero é ganhar a eleição! Não houve um plano para redução de custos que suportasse esse desconto, uma reestruturação do sistema, como se faz nas empresas privadas quando se tem que reduzir custos. Nada! Foi uma canetada e pronto! A bruxaria estava feita.
Claro, que a conta ia ser paga por alguém. Vai ser paga, principalmente, pelos funcionários que serão demitidos. Serão 5400 famílias de funcionários da Eletrobrás afetadas pela demissão em massa. Esse é o governo do PT!
Do mesmo modo como não se preocupa em causar prejuízos nas estatais, ou nas autarquias, em que o estado é majoritário, ou mesmo interferir negativamente em empresas privadas como a Vale, a presidAnta já deixou claro que "um pouco de inflação" não faz mal. Para um país que já sofreu dessa doença grave e teve que se submeter a tratamentos de choque, uma declaração como essa, partindo da chefe do executivo, é como um médico dizendo ao paciente que ele tem uma metástase, mas que não precisa de se preocupar, porque a metástase é pequena. É óbvio que o recrudescimento da inflação é preocupante, até porque, dos males econômicos, a inflação é dos mais difíceis de se extirpar e dos mais incapacitantes para a economia.
A incompetência da presidAnta está flertando com a irresponsabilidade. Isso não se pode admitir. A gestão temerária ou irresponsável da nação exige um posicionamento radical das forças políticas que se opõem a esse descalabro. Não se pode ficar calado e conivente com uma situação em que todos estamos vendo os pilares da economia se desmanchando diante de nós. As contas externas estão se deteriorando rapidamente. Petrobrás e Eletrobrás fazendo prejuízos históricos. O PIB achatado. A inflação tomando as rédeas de novo.
Vamos ter que esperar até quando para reconhecer que essa senhora não tem a mínima competência para administrar o país?
quinta-feira, 28 de março de 2013
Cala a boca, Ofélia!
Mesmo que penalize sempre em maior grau as camadas mais pobres da população, a presidenta diz que a inflação não é uma das suas preocupações e que isso (o controle da inflação) pertence a teorias econômicas ultrapassadas.
É um espanto uma Chefe de Estado dizer isso com tanta irresponsabilidade.
Mas nem tudo está perdido, pois parece que, entre as preocupações da presidenta, além de ganhar as eleições de 2014, claro, se inclui o crescimento do país.
Obviamente, talvez só alguns dinossauros ideológicos e ecoterroristas o sejam, mas pessoas digamos normais, não podem ser contra o crescimento econômico. Se a população cresce, a economia tem que crescer, senão a miséria simplesmente aumenta. Isso é só uma questão matemática.
Com o que não se pode concordar, porém, no raciocínio da presidenta, é que crescimento e controle da inflação sejam coisas antagônicas. Esse pensamento, sim, é que é ultrapassado.
A inflação é como a febre, não é a doença, é um sintoma. Mas se ignorarmos os sintomas a doença progride e um dia pode matar o paciente. No caso brasileiro, a inflação é sempre uma consequência do descalabro das contas públicas. Não é a tal inflação de demanda (derivada do consumo), até porque, por mais que se louve a ascenção da classe C e a "erradicação da miséria" com 70 reais por mês, não é essa massa de dinheiro que vai mover a economia. Mesmo porque essa massa de dinheiro não foi riqueza criada, mas riqueza transferida. Em outras palavras, algumas pessoas passaram a ter mais dinheiro, não porque tenham produzido algo novo com o trabalho, mas porque o governo tirou de uns e deu a outros. Transferiu de mãos um dinheiro que já estava "no mercado". Portanto não se pode falar em crescimento do mercado consumidor. Não se discute aqui, os eventuais benefícios e correção de injustiças, se é que houve. O que se quer demonstrar e que no Brasil não temos inflação de demanda. Temos, sim, desinvestimento na produção. Temos, sim o Estado, mau gastador, se agigantando cada vez mais via carga tributária e jogando o nosso dinheiro pela janela. Basta citar o desperdício na obra da transposição do S.Francisco na qual já foram gastos 12 bilhões, nos estádios (vide Engenhão, no Rio, que foi orçado em 60 milhões, custou 380 e está fechado por problemas estruturais), ...e nessa toada seguem vários outros maus exemplos.
Dilma não mencionou, porém, que além de descontrole da inflação, estamos patinando também em um pífio crescimento econômico e para resolver essa questão ela não apresenta nenhuma teoria econômica que não seja ultrapassada.
Havia uma personagem de programa humorístico chamada Ofélia, que só abria a boca para dizer besteiras e seu marido sempre a mandava se calar. Pois, Dilma deveria aprender e, quando não souber o que dizer, permanecer calada. O estrago, com certeza, será menor.
É um espanto uma Chefe de Estado dizer isso com tanta irresponsabilidade.
Mas nem tudo está perdido, pois parece que, entre as preocupações da presidenta, além de ganhar as eleições de 2014, claro, se inclui o crescimento do país.
Obviamente, talvez só alguns dinossauros ideológicos e ecoterroristas o sejam, mas pessoas digamos normais, não podem ser contra o crescimento econômico. Se a população cresce, a economia tem que crescer, senão a miséria simplesmente aumenta. Isso é só uma questão matemática.
Com o que não se pode concordar, porém, no raciocínio da presidenta, é que crescimento e controle da inflação sejam coisas antagônicas. Esse pensamento, sim, é que é ultrapassado.
A inflação é como a febre, não é a doença, é um sintoma. Mas se ignorarmos os sintomas a doença progride e um dia pode matar o paciente. No caso brasileiro, a inflação é sempre uma consequência do descalabro das contas públicas. Não é a tal inflação de demanda (derivada do consumo), até porque, por mais que se louve a ascenção da classe C e a "erradicação da miséria" com 70 reais por mês, não é essa massa de dinheiro que vai mover a economia. Mesmo porque essa massa de dinheiro não foi riqueza criada, mas riqueza transferida. Em outras palavras, algumas pessoas passaram a ter mais dinheiro, não porque tenham produzido algo novo com o trabalho, mas porque o governo tirou de uns e deu a outros. Transferiu de mãos um dinheiro que já estava "no mercado". Portanto não se pode falar em crescimento do mercado consumidor. Não se discute aqui, os eventuais benefícios e correção de injustiças, se é que houve. O que se quer demonstrar e que no Brasil não temos inflação de demanda. Temos, sim, desinvestimento na produção. Temos, sim o Estado, mau gastador, se agigantando cada vez mais via carga tributária e jogando o nosso dinheiro pela janela. Basta citar o desperdício na obra da transposição do S.Francisco na qual já foram gastos 12 bilhões, nos estádios (vide Engenhão, no Rio, que foi orçado em 60 milhões, custou 380 e está fechado por problemas estruturais), ...e nessa toada seguem vários outros maus exemplos.
Dilma não mencionou, porém, que além de descontrole da inflação, estamos patinando também em um pífio crescimento econômico e para resolver essa questão ela não apresenta nenhuma teoria econômica que não seja ultrapassada.
Havia uma personagem de programa humorístico chamada Ofélia, que só abria a boca para dizer besteiras e seu marido sempre a mandava se calar. Pois, Dilma deveria aprender e, quando não souber o que dizer, permanecer calada. O estrago, com certeza, será menor.
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