Em um país sério, ou mesmo no Brasil de alguns anos atrás, seria impensável fazer o que o governo está fazendo no Congresso para impedir a instalação e o funcionamento das CPI's da Petrobras. Diante do absurdo de tanto indício de fraude e de roubalheira, com um ex-diretor dessa empresa trancafiado na cadeia e um outro tendo sido exonerado pela própria presidente, que disse ter sido enganada por ele quando era presidente do conselho da estatal, em outros tempos em hipótese alguma o governo se mexeria tão acintosamente para esconder as coisas.
Só de tentar impedir a instalação da CPI isso já é um forte indicador de culpa. Se a presidenta diz que foi enganada por um relatório "falho", deveria ser ela a primeira a querer a apuração completa dos fatos. Ainda mais sabendo que o caso repetiu-se com o mesmo "modus operandi" na compra de outra refinaria, a de Nansei no Japão.
Houve o mesmo relatório "falho" e fez-se a negociata igualmente prejudicial à Petrobras. Mais um prejuízo bilionário para ser bancado pelos acionistas e pelo povo brasileiro.
Agora está bem claro porque o PT tinha pavor que a Petrobras fosse privatizada. Não era só para usá-la como cabide de empregos, nem para dividir o domínio feudal entre os apoiadores da base aliada. Quanto mais estatais houvesse, mais amplo e propício seria o ambiente para as maracutaias. Para eles seria o máximo se as empresas de telecomunicações ainda constituissem uma grande empresa estatal.
Agora jogam todas as cartas, usam de todos os recursos, descaradamente, para dizer ao povo brasileiro que não podem deixar que a maior empresa do país, patrimônio público, seja investigada. E encontram, claro, um lacaio da pior estirpe, como o Sr. Renan Calheiros, para fazer aquilo que o governo quer e precisa que seja feito no sentido de embolar os trabalhos e não se apurar nada.
Dizem os cínicos que isso faz parte do jogo. Sim, faz parte do jogo deles. Do jogo em que eles fazem as regras, eles dão falta no adversário e eles mesmos fazem gol de mão. Essa é a transparência do governo Dilma.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
Desmantelamento do país
Eu pensava que o processo de desmantelamento do país era 100% de caso pensado, que fazia parte de um plano, algumas vezes explicitado no Forum de S.Paulo. Agora acho que, além de um plano, existe também uma boa porção de incompetência e burrice pura e simples.
Quando se trata de dona Dilma, coitada, percebe-se que se trata de uma mistura de burrice com altas doses de má-fé. No caso dela, o tico e o teco, além de não conversarem um com o outro, ainda jogam contra.
Mas foi no governo Lula que se começou esse processo, primeiro aparelhando as instituições do executivo, as agências reguladoras, os milionários fundos de pensão, as empresas estatais e autarquias como o Banco do Brasil e o BNDES, a Polícia Federal, depois, avançou comprando o voto de deputados no que acabou se tornando o maior escândalo político depois do impeachment de Collor. Simultaneamente passou-se a ameaçar os adversários com a confecção de dossiês falsos atribuindo aos opositores toda sorte de crimes e leviandades que eles mesmos praticavam, ou tinham a intenção de praticar e/ou acobertavam de seus aliados e comparsas. Era a tal máquina de moer reputações denunciada por Romeu Tuma Filho em seu livro recente.
Lula deu e ainda dá o péssimo exemplo de desrespeito contínuo e repetido às instituições republicanas, quando essas instituições representam um entrave às suas pretensões imperiais. Fez isso recentemente em Portugal ao declarar em alto e bom som que o Supremo Tribunal de seu país não seria um tribunal sério, pois teria feito um julgamento 80% político dos mensaleiros.
Um ex-Chefe de Estado, faz uma declaração estapafúrdia como essa, em um país estrangeiro, denegrindo seu próprio país sem a menor cerimônia e nada lhe acontece.
No governo Lula, o desmantelamento das instituições foi de caso pensado, planejado e executado. E, como já disse o Zé Dirceu: o exercício do poder executivo e legislativo tem como objetivo "cuidar do partido".
Já com Dilma é diferente. Ela gosta de mandar e de se impor pela rudeza e pelo grito. Age como uma comandanta cucaracha, talvez para esconder sob os gritos a sua absoluta incapacidade cognitiva. Aí entramos no terreno da incompetência.
Um governo mal intencionado, seguido por um governo estúpido, tinha que dar no que deu. O pior é que o próximo governo vai ter que enfrentar uma situação caótica e dramática; e o PT, já então na oposição, vai voltar a fazer o que sempre fez bem: gritar e tentar bloquear qualquer tentativa de progresso, insuflando a desordem das invasões e as greves de motivação puramente política. Preparemo-nos.
Quando se trata de dona Dilma, coitada, percebe-se que se trata de uma mistura de burrice com altas doses de má-fé. No caso dela, o tico e o teco, além de não conversarem um com o outro, ainda jogam contra.
Mas foi no governo Lula que se começou esse processo, primeiro aparelhando as instituições do executivo, as agências reguladoras, os milionários fundos de pensão, as empresas estatais e autarquias como o Banco do Brasil e o BNDES, a Polícia Federal, depois, avançou comprando o voto de deputados no que acabou se tornando o maior escândalo político depois do impeachment de Collor. Simultaneamente passou-se a ameaçar os adversários com a confecção de dossiês falsos atribuindo aos opositores toda sorte de crimes e leviandades que eles mesmos praticavam, ou tinham a intenção de praticar e/ou acobertavam de seus aliados e comparsas. Era a tal máquina de moer reputações denunciada por Romeu Tuma Filho em seu livro recente.
Lula deu e ainda dá o péssimo exemplo de desrespeito contínuo e repetido às instituições republicanas, quando essas instituições representam um entrave às suas pretensões imperiais. Fez isso recentemente em Portugal ao declarar em alto e bom som que o Supremo Tribunal de seu país não seria um tribunal sério, pois teria feito um julgamento 80% político dos mensaleiros.
Um ex-Chefe de Estado, faz uma declaração estapafúrdia como essa, em um país estrangeiro, denegrindo seu próprio país sem a menor cerimônia e nada lhe acontece.
No governo Lula, o desmantelamento das instituições foi de caso pensado, planejado e executado. E, como já disse o Zé Dirceu: o exercício do poder executivo e legislativo tem como objetivo "cuidar do partido".
Já com Dilma é diferente. Ela gosta de mandar e de se impor pela rudeza e pelo grito. Age como uma comandanta cucaracha, talvez para esconder sob os gritos a sua absoluta incapacidade cognitiva. Aí entramos no terreno da incompetência.
Um governo mal intencionado, seguido por um governo estúpido, tinha que dar no que deu. O pior é que o próximo governo vai ter que enfrentar uma situação caótica e dramática; e o PT, já então na oposição, vai voltar a fazer o que sempre fez bem: gritar e tentar bloquear qualquer tentativa de progresso, insuflando a desordem das invasões e as greves de motivação puramente política. Preparemo-nos.
domingo, 4 de maio de 2014
Democracia de menos
Eleições de menos faz mal à democracia. Eleições demais, também faz. No Brasil pós-ditadura vivemos um porre de eleições. De dois e dois anos somos chamados às urnas para decidir quem nos representará em alguma esfera. No entanto, nada muda. Quem nos devia representar e que, na verdade, só representa a si mesmo e aos interesses de seu grupelho, são sempre os mesmos. Há uma eternidade algumas múmias como Sarney, Maluf, por exemplo, só para citar dois casos emblemáticos, estão na cena política, desempenhando sempre o mesmo papel.
Nesse caso, pergunta-se: se não é para mudar nada, nem ninguém, para quê eleições com tanta frequência? O sujeito mal foi eleito e ainda sequer constituiu seu secretariado ou ministério e já começa a fazer campanha para a eleição seguinte!
E, como cada campanha consome somas milionárias, começam desde antes de governar a fazer os conchavos que lhes garantirão o fluxo do próximo propinoduto que, além de lhes financiar a próxima campanha, ajuda a lhes garantir também um rendimentozinho extra-oficial e livre de impostos que será depositado nas contas dos paraísos fiscais mundo afora.
E o propósito original e legítimo das eleições vai para as cucuias.
Todos ficam felizes, menos o povo abestalhado, ou seja, nós, que além de elegermos essa corja, ainda lhes pagamos o salário com nossos suados impostos.
Se queremos ter uma democracia digna do nome, e um dos fundamentos dela se chama representatividade, já passou da hora de exigirmos mudança. Não é por termos muitas eleições que nossa democracia será mais perfeita. Precisamos espaçar mais as eleições e precisamos, principalmente, mudar o seu caráter pois o objetivo delas deveria ser produzir um quadro político de melhor qualidade e maior representatividade.
Para isso, um das condições é mudar o regime saindo desse presidencialismo oligárquico e arcaico, para um moderno parlamentarismo em que os mandatos não tem prazo fixo e o governante só permanece enquanto estiver fazendo um trabalho que satisfaça o povo. Alguém pode argumentar que, no parlamentarismo, se os governantes forem ruins, o número de eleições vai até aumentar.
Em um primeiro momento isso pode ocorrer. Mas a depuração da classe política se faz de modo muito mais rápido e eficaz, porque quem perde o mandato no caso de mau governo, não é só o chefe do governo, mas o parlamento inteiro. A solidariedade com a boa governança é então uma imposição do sistema.
Acabam-se as manobras de bastidores, quem é situação é situação. Quem é oposição é oposição. No dia em que o governo perder apoio, caem todos e começa-se do zero. Está na hora de o país começar a pensar seriamente nessa possibilidade. Bons exemplos não faltam pelo mundo afora.
Nesse caso, pergunta-se: se não é para mudar nada, nem ninguém, para quê eleições com tanta frequência? O sujeito mal foi eleito e ainda sequer constituiu seu secretariado ou ministério e já começa a fazer campanha para a eleição seguinte!
E, como cada campanha consome somas milionárias, começam desde antes de governar a fazer os conchavos que lhes garantirão o fluxo do próximo propinoduto que, além de lhes financiar a próxima campanha, ajuda a lhes garantir também um rendimentozinho extra-oficial e livre de impostos que será depositado nas contas dos paraísos fiscais mundo afora.
E o propósito original e legítimo das eleições vai para as cucuias.
Todos ficam felizes, menos o povo abestalhado, ou seja, nós, que além de elegermos essa corja, ainda lhes pagamos o salário com nossos suados impostos.
Se queremos ter uma democracia digna do nome, e um dos fundamentos dela se chama representatividade, já passou da hora de exigirmos mudança. Não é por termos muitas eleições que nossa democracia será mais perfeita. Precisamos espaçar mais as eleições e precisamos, principalmente, mudar o seu caráter pois o objetivo delas deveria ser produzir um quadro político de melhor qualidade e maior representatividade.
Para isso, um das condições é mudar o regime saindo desse presidencialismo oligárquico e arcaico, para um moderno parlamentarismo em que os mandatos não tem prazo fixo e o governante só permanece enquanto estiver fazendo um trabalho que satisfaça o povo. Alguém pode argumentar que, no parlamentarismo, se os governantes forem ruins, o número de eleições vai até aumentar.
Em um primeiro momento isso pode ocorrer. Mas a depuração da classe política se faz de modo muito mais rápido e eficaz, porque quem perde o mandato no caso de mau governo, não é só o chefe do governo, mas o parlamento inteiro. A solidariedade com a boa governança é então uma imposição do sistema.
Acabam-se as manobras de bastidores, quem é situação é situação. Quem é oposição é oposição. No dia em que o governo perder apoio, caem todos e começa-se do zero. Está na hora de o país começar a pensar seriamente nessa possibilidade. Bons exemplos não faltam pelo mundo afora.
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