A Copa das Copas já entrou para a história. Ninguém nunca, jamais, esquecerá a derrota do Brasil, o país do futebol, por sete a um para a Alemanha seguida de outra derrota vergonhosa, dessa vez para a Holanda.
Mas muito pior que essas derrotas é o legado que ficará para todos nós, o desperdício de dinheiro público, que aqui se instaurou, para fazer um espetáculo de 30 dias.
O país, que já estava quase parando, parou de vez. E a inflação que já estava saliente, disparou. O fantasma do desempego começa a rondar a porta das fábricas. Os preços de alimentos estão subindo a mais de 10% ao ano. E isso tudo apesar de o preço dos combustíveis e da energia estarem represados sob o tacão do governo. Se assim não fosse, a inflação já estaria por volta de 15% ao ano, ou seja, a um passo do descontrole total!
O que aconteceu no futebol pode ser usado como uma metáfora do que está acontecendo no país. Despreparo, confiança na sorte, falta de planejamento, execução mal feita, desperdício e negligência foram os fatores que levaram a seleção às derrotas. O mesmo pode se dizer desses 12 anos de governo petista, piorados sob a gestão da Dilma. Junta-se a isso a prepotência do líder, que acha que sabe tudo e não se convence dos seus erros mesmo diante do fracasso retumbante. A cereja do bolo é o descalabro da CBF, entidade malévola e antro de corrupção, que está destruindo pouco a pouco o futebol brasileiro. Qualquer semelhança com os governos Dilma/Lula e a classe política que os apóia não é mera coincidência. Esses também estão destruindo o país.
Quando a corrupção se torna endêmica, espalha-se como um câncer ou um vírus por toda a sociedade. Perde-se a noção do bem público e passa a valer uma espécie de lei da selva: cada um para si e todos contra todos. O objetivo é apoderar-se do butim, o mais depressa possível, antes que a festança acabe, porque fatalmente acabará, quando os recursos providos pela sociedade se exaurirem. Até lá, os mais espertos já terão se apropriado dos bens públicos ao máximo e estarão fora de alcance, deixando a conta para ser paga por todos nós.
Tola será a nossa sociedade se permitir que isso perdure por mais tempo. Está na hora de demitir os Felipões e as Dilmas, acabar com as CBF's e os políticos corruptos. Está na hora de dizer um basta, em defesa do nosso bolso e do país que vamos deixar para os nossos filhos e netos.
domingo, 13 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
O jogo que interessa
Impossível não comentar a fragorosa e humihante derrota da seleção brasileira diante de uma Alemanha impecável. Na seleção da Alemanha vimos organização, planejamento, disciplina, aplicação, treinamento, tudo aquilo que se constituem em virtudes do próprio povo alemão. Seu sucesso econômico, mesmo dentro de uma Europa estagnada, deriva dessas qualidades também. No caso brasileiro, infelizmente, o que vimos foi a improvisação, a crença que a habilidade pessoal ou o jeitinho iria superar os defeitos, a prepotência de um dirigente, Felipão, que acha que sabe tudo e não ouve ninguém, a falta de autocrítica e a incapacidade de analisar os erros e aprender com eles. Alguma coincidência com o estilo brasileiro?
Coincidências não existem. É preciso que encaremos a realidade se quisermos mudá-la. Somos um país fracassado e admitir isso não é ter complexo de vira-latas. Só assim poderemos tentar aprender e dar a volta por cima. Precisamos rever nossas atitudes e nossos valores se quisermos crescer como nação. Precisamos aprender que o sucesso não se dá por acaso ou por sorte, mas deriva do esforço, do trabalho, da dedicação, da persistência, da disciplina.
Estamos sofrendo as consequências de nossa imprevidência e falta de responsabilidade todos os dias. A violência absurda, o desrespeito do Estado para com os direitos dos cidadãos, o caos urbano, a especulação imobiliária sem limites, a obsolescência da infraestrutura, a relação incestuosa de empresas com os governantes de todos os níveis, a roubalheira pura e simples, tudo isso é decorrência do que somos, dos valores que cultivamos, da nossa indolência política, da indiferença com o que acontece com o outro, da falta de noção de coletividade.
O resultado do jogo, por mais traumático que tenha sido, é apenas o resultado de uma partida de futebol. O jogo que importa mesmo e que estamos perdendo de balaiada, muito pior que essa contra a seleção da Alemanha, é o jogo do desenvolvimento, da educação, do bem estar social. Muitos países, com muito menos condições naturais, estão à nossa frente e continuarão se não fizermos nada para mudar a nossa pobre e triste realidade. Para ganharmos esse jogo, temos que formar uma equipe, uma nação que se sinta como tal, não só na hora de cantar o hino à capela. Temos que formar um povo que saiba o que quer e possa lutar pelo seu destino. Será que, passada a euforia, aprenderemos?
Coincidências não existem. É preciso que encaremos a realidade se quisermos mudá-la. Somos um país fracassado e admitir isso não é ter complexo de vira-latas. Só assim poderemos tentar aprender e dar a volta por cima. Precisamos rever nossas atitudes e nossos valores se quisermos crescer como nação. Precisamos aprender que o sucesso não se dá por acaso ou por sorte, mas deriva do esforço, do trabalho, da dedicação, da persistência, da disciplina.
Estamos sofrendo as consequências de nossa imprevidência e falta de responsabilidade todos os dias. A violência absurda, o desrespeito do Estado para com os direitos dos cidadãos, o caos urbano, a especulação imobiliária sem limites, a obsolescência da infraestrutura, a relação incestuosa de empresas com os governantes de todos os níveis, a roubalheira pura e simples, tudo isso é decorrência do que somos, dos valores que cultivamos, da nossa indolência política, da indiferença com o que acontece com o outro, da falta de noção de coletividade.
O resultado do jogo, por mais traumático que tenha sido, é apenas o resultado de uma partida de futebol. O jogo que importa mesmo e que estamos perdendo de balaiada, muito pior que essa contra a seleção da Alemanha, é o jogo do desenvolvimento, da educação, do bem estar social. Muitos países, com muito menos condições naturais, estão à nossa frente e continuarão se não fizermos nada para mudar a nossa pobre e triste realidade. Para ganharmos esse jogo, temos que formar uma equipe, uma nação que se sinta como tal, não só na hora de cantar o hino à capela. Temos que formar um povo que saiba o que quer e possa lutar pelo seu destino. Será que, passada a euforia, aprenderemos?
sexta-feira, 4 de julho de 2014
O bêbado e a equlibrista
"Caía a tarde feito um viaduto e um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos". Esses são os versos iniciais de uma belíssima canção de João Bosco e Aldyr Blanc e que se tornou um do hinos contra a ditadura militar, fazendo referência à queda do viaduto Paulo de Frontin no Rio. Naquele momento vivíamos uma situação em muitos pontos semelhante à atual. O governo autoritário determinava quem era patriota e quem não era. Criou o slogan: "Brasil, ame-o ou deixe-o". Quem não fosse partidário do regime estava "contra" o Brasil. Mais ou menos como o governo petista classifica hoje os brasileiros; quem não é a favor deles é da "zelite branca" e não quer o bem do Brasil. Ao mesmo tempo o governo militar nos queria engambelar a todos com aquela história de Brasil Grande, Milagre Brasileiro, etc. Foi aí que tudo começou.
Construíram-se obras faraônicas desnecessárias ou inúteis como a transamazônica, ou superfaturadas como a ponte Rio-Niterói. Foi uma época de ouro para as empreiteiras/construtoras, essas mesmas que ainda estão por aí, ganhando dinheiro a rodo com o PT, na construção dos estádios também faraônicos, também desnecessários e também superfaturados.
Foi um momento de gastos públicos sem controle gerando uma inflação escondida no primeiro momento e que veio a estourar sob a forma de hiperinflação nos primeiros governos civis. O atual consultor econômico do PT, Sr. Delfim Neto reinava absoluto como o Czar da Economia. Deu no que deu e quem pagou essa conta fomos nós, à custa de muito suor e sacrifício.
A coincidência envolve até o futebol, pois naquela época o governo militar usava e abusava da Copa (que o Brasil veio a ganhar em 70) para dominar os corações e mentes do povo brasileiro. Espero que desta vez o Brasil não ganhe. Quarenta anos depois, já chega de manipulação!
Tudo isso me vem à mente por causa da queda desse viaduto em Belo Horizonte em meio à Copa. As obras dos estádios e dos entornos foram feitas à toque de caixa e para atender às exigências da Fifa, com um dinheiro em parte inexistente (sob a forma de endividamento público), com prováveis enormes superfaturamentos, e sem planejamento como é nossa praxe. Infelizmente esse acidente de agora não é o pior dos males que vieram com essa empulhação. Lula queria usar o evento, bancado pela nação, para promoção de si mesmo e de seu séquito incluindo o poste governAnta. Parece que desta vez a conta está chegando mais cedo.
O que nos resta, como na música citada, é apenas a esperança que "é equilibrista e sabe que o show de todo artista tem que continuar..." O bêbado todos sabemos quem é.
Construíram-se obras faraônicas desnecessárias ou inúteis como a transamazônica, ou superfaturadas como a ponte Rio-Niterói. Foi uma época de ouro para as empreiteiras/construtoras, essas mesmas que ainda estão por aí, ganhando dinheiro a rodo com o PT, na construção dos estádios também faraônicos, também desnecessários e também superfaturados.
Foi um momento de gastos públicos sem controle gerando uma inflação escondida no primeiro momento e que veio a estourar sob a forma de hiperinflação nos primeiros governos civis. O atual consultor econômico do PT, Sr. Delfim Neto reinava absoluto como o Czar da Economia. Deu no que deu e quem pagou essa conta fomos nós, à custa de muito suor e sacrifício.
A coincidência envolve até o futebol, pois naquela época o governo militar usava e abusava da Copa (que o Brasil veio a ganhar em 70) para dominar os corações e mentes do povo brasileiro. Espero que desta vez o Brasil não ganhe. Quarenta anos depois, já chega de manipulação!
Tudo isso me vem à mente por causa da queda desse viaduto em Belo Horizonte em meio à Copa. As obras dos estádios e dos entornos foram feitas à toque de caixa e para atender às exigências da Fifa, com um dinheiro em parte inexistente (sob a forma de endividamento público), com prováveis enormes superfaturamentos, e sem planejamento como é nossa praxe. Infelizmente esse acidente de agora não é o pior dos males que vieram com essa empulhação. Lula queria usar o evento, bancado pela nação, para promoção de si mesmo e de seu séquito incluindo o poste governAnta. Parece que desta vez a conta está chegando mais cedo.
O que nos resta, como na música citada, é apenas a esperança que "é equilibrista e sabe que o show de todo artista tem que continuar..." O bêbado todos sabemos quem é.
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