Marina é uma incógnita. É a favor ou contra o agronegócio? É a favor ou contra o casamento gay? É a favor ou contra os transgênicos? É a favor ou contra os lucros bancários exorbitantes? Ninguém sabe. Estimo que nem ela mesma saiba porque Marina mistura tudo, inclusive sua fé religiosa, com a atividade política. E se acha coerente.
Se for eleita, o Brasil dará mais uma vez um passo temerário flertando com o desconhecido. Vamos jogar as fichas em uma candidata com muitas contradições; o que vai sair dessa caixa preta ninguém sabe. Podemos ter até uma grata surpresa, mas não apostemos muitas fichas nisso.
Hoje em sua equipe despontam economistas do quilate de um André Lara Resende e Eduardo Gianetti. São pessoas sérias e competentes. Sua mais próxima amiga e avalista junto ao "mercado" é Neca Setúbal, filha de um banqueiro tradicional. Tudo isso tranquiliza de certa maneira o setor financeiro, mas será o bastante? O "setor financeiro" também ficou muito tranquilo na eleição do Lula, depois da Carta aos Brasileiros; e tinha razão, pois nunca fez tanto lucro, como disse o próprio sindicalista. Nem por isso, o país andou melhor. Até desconfio que quando o setor financeiro vai muito bem, o pais vai muito mal. Quem tem que fazer os maiores lucros, em uma economia sadia, é o setor industrial, comercial, de serviços e o agronegócio, aqueles que geram riqueza sólida, não os que geram riqueza no papel e a administram em benefício próprio.
Mas o Brasil tem essa sina de até mudar de governo, mas não muda jamais no que diz respeito à hegemonia bancária, sendo os bancos os maiores, e talvez os únicos, beneficiários dos descalabros administrativos. Um país cuja arrecadação tributária mal dá para pagar a folha e tem que tomar empréstimo dos bancos para rolar uma dívida impagável está condenado a não investir, a não fazer gastos com retorno social, como na educação e na saúde e por aí vai.
Sem cortes brutais nas despesas de custeio do estado, ou seja, na máquina pública, nada vai mudar de verdade. E quem fará isso? É óbvio que não será o PT. Será que Marina teria a visão, a coragem e o apoio político para fazê-lo?
Como é que Marina vai dedicar 10% do PIB em investimentos na educação sem fazer os tais cortes? Só se for aumentar tributos. E aí já tem gente falando até em retorno da CPMF!
Marina diz que vai governar com os melhores! Ótimo, se assim fosse, mas quem é que define quem são os melhores? E sob qual ponto de vista?
Governos de coalizão, de salvação nacional, geralmente são só um saco de gatos, cada um puxando a sardinha para o seu lado e não se andando em direção alguma.
Precisamos é de um governo com metas claras, com objetivos definidos para que se possa enfrentar com firmeza os desafios que vamos ter que enfrentar nos próximos 2 anos, em virtude da recuperação necessária da governança destruída pelos desmandos e desvarios da era petista. Não vai dar para acender uma vela a Deus e outra ao diabo.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
O Petróleo é deles! (ou Por que a Petrobras não pode ser privatizada?)
O PT já usou e abusou de acusar seus adversários de quererem privatizar a Petrobras, como se isso fosse uma coisa negativa para o país. É óbvio que o PT faz isso, não por interesse em "defender" um patrimônio do povo brasileiro, até porque ao que se saiba, nenhum partido tem em seu programa a privatização da maior empresa brasileira. Isso é só mais uma balela eleitoreira a que o PT recorre, especialmente nas horas em que está acuado.
Mas a verdade é que a grande questão deveria ser: por que a Petrobras não pode, ou não deve, ser privatizada? Por que tem que permanecer nas mãos do Estado? O que a população brasileira ganha com isso? Dizer que é nosso patrimônio é outra balela, o que eu ganho com esse patrimônio diferentemente se fosse de terceiros?
Se a Petrobras fosse uma empresa privada, o povo brasileiro ganharia muito mais. Hoje sabemos que a Petrobras é um sangradouro. São palavras da senhora presidenta que disse já ter estancado as sangrias.
Há doze anos a privatização da Petrobras, no pior sentido, já foi conduzida pelo PT, que a entregou à sanha de uma máfia do seu partido e de aliados que fizeram lá o que quiseram fazer. Essa privatização nada rendeu aos cofres do Tesouro; ao contrário, ao sangrarem a Petrobras, de lá retiraram recursos que acabaram por diminuir 70% o seu valor de mercado. Se for vendida hoje, aos preços atuais, os cofres públicos receberão um terço do que receberiam alguns anos atrás. A sangria foi tanta que a Petrobras vai demorar alguns anos (ou mesmo décadas) para se recuperar.
Se a Vale não tivesse sido privatizada antes de o PT chegar ao poder, teria tido o mesmo destino da Petrobras, ou seja, ao invés de valer 10 vezes o que valia, estaria valendo 3 vezes menos.
Olhando para trás eu fico pensando: como é que nós deixamos isso acontecer? Isso não é um partido político, é uma quadrilha de assaltantes dos cofres públicos!
Caso seja provado ter existido mais um propinoduto para o partido nos moldes do mensalão, uma providência drástica vai ter que ser tomada. Esse partido vai ter que ser extinto, vai ter que ser banido da política! Não há meio termo.
E a Petrobras tem que ser privatizada o mais rápido possível para salvaguarda dos cofres públicos e legitimidade da atividade política.
Mas a verdade é que a grande questão deveria ser: por que a Petrobras não pode, ou não deve, ser privatizada? Por que tem que permanecer nas mãos do Estado? O que a população brasileira ganha com isso? Dizer que é nosso patrimônio é outra balela, o que eu ganho com esse patrimônio diferentemente se fosse de terceiros?
Se a Petrobras fosse uma empresa privada, o povo brasileiro ganharia muito mais. Hoje sabemos que a Petrobras é um sangradouro. São palavras da senhora presidenta que disse já ter estancado as sangrias.
Há doze anos a privatização da Petrobras, no pior sentido, já foi conduzida pelo PT, que a entregou à sanha de uma máfia do seu partido e de aliados que fizeram lá o que quiseram fazer. Essa privatização nada rendeu aos cofres do Tesouro; ao contrário, ao sangrarem a Petrobras, de lá retiraram recursos que acabaram por diminuir 70% o seu valor de mercado. Se for vendida hoje, aos preços atuais, os cofres públicos receberão um terço do que receberiam alguns anos atrás. A sangria foi tanta que a Petrobras vai demorar alguns anos (ou mesmo décadas) para se recuperar.
Se a Vale não tivesse sido privatizada antes de o PT chegar ao poder, teria tido o mesmo destino da Petrobras, ou seja, ao invés de valer 10 vezes o que valia, estaria valendo 3 vezes menos.
Olhando para trás eu fico pensando: como é que nós deixamos isso acontecer? Isso não é um partido político, é uma quadrilha de assaltantes dos cofres públicos!
Caso seja provado ter existido mais um propinoduto para o partido nos moldes do mensalão, uma providência drástica vai ter que ser tomada. Esse partido vai ter que ser extinto, vai ter que ser banido da política! Não há meio termo.
E a Petrobras tem que ser privatizada o mais rápido possível para salvaguarda dos cofres públicos e legitimidade da atividade política.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Pesquisas em Minas
Saiu o resultado de mais uma pesquisa. Aécio estaria "fraco" em Minas. Cuidado, senhores analistas! Interpretar Minas não é tão simples!
Minas é um mistério. Não acreditem 100% nas pesquisas! O eleitor mineiro tipicamente não gosta de dizer em quem vai votar. Nem no confessionário, pro padre de sua paróquia. Aliás, principalmente para ele.
Há um "causo" famoso que ilustra bem isso. Um dia, JK, acompanhado de amigos, entre eles José Maria Alckmin, estava no aeroporto da Pampulha, de onde iria visitar algumas cidades de sua base política no interior. JK era ex-presidente, mas estava em campanha para se eleger novamente em 1965.
De repente aparece uma troupe acompanhando um adversário político de JK, o udenista José Bonifácio de Andrada, ferrenho opositor do PSD. Juscelino, curioso para saber para onde iria o Andrada, manda Alckmin ir lá sondar.
Alckmin, velha raposa, com trânsito livre em todo o espectro político, retorna depois de alguns minutos de prosa. E diz para Juscelino: "Nonô, eles estão dizendo que vão para Juiz de Fora, para pensarmos que vão para Barbacena, mas vão é para Juiz de Fora mesmo."
Assim é Minas. Coitados dos experts em interpretação de estatísticas.
Minas é um mistério. Não acreditem 100% nas pesquisas! O eleitor mineiro tipicamente não gosta de dizer em quem vai votar. Nem no confessionário, pro padre de sua paróquia. Aliás, principalmente para ele.
Há um "causo" famoso que ilustra bem isso. Um dia, JK, acompanhado de amigos, entre eles José Maria Alckmin, estava no aeroporto da Pampulha, de onde iria visitar algumas cidades de sua base política no interior. JK era ex-presidente, mas estava em campanha para se eleger novamente em 1965.
De repente aparece uma troupe acompanhando um adversário político de JK, o udenista José Bonifácio de Andrada, ferrenho opositor do PSD. Juscelino, curioso para saber para onde iria o Andrada, manda Alckmin ir lá sondar.
Alckmin, velha raposa, com trânsito livre em todo o espectro político, retorna depois de alguns minutos de prosa. E diz para Juscelino: "Nonô, eles estão dizendo que vão para Juiz de Fora, para pensarmos que vão para Barbacena, mas vão é para Juiz de Fora mesmo."
Assim é Minas. Coitados dos experts em interpretação de estatísticas.
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