O IBGE errou! Meu Deus, o IBGE errou! O mundo vai acabar! Vamos abrir uma sindicância para apurar o erro! Por que errou?A quem o IBGE quis beneficiar com esse erro? Temos que apurar tudo e os responsáveis serão devidamente punidos!
Essa foi a reação do governo Dilma ao saber que o índice que mede a desigualdade de distribuição de renda, apurado e publicado pelo IBGE, estava errado. O valor publicado inicialmente foi 0,498 e o valor retificado foi 0,495. Tradução: Como o valor anterior era 0,496, com o valor de 0,498 a desigualdade teria aumentado levemente em 2013; com o valor agora dito correto a desigualdade terá caído mais levemente ainda.
O próprio IBGE descobriu o erro e o corrigiu no dia seguinte ao da publicação. Dilma ficou perplexa, segundo informou a ministra Miriam Belchior.
Quanto ao caso Pasadena, Dilma, então presidente do Conselho, aprovou a negociata, digo negociação, com base em um relatório "falho". A correção nunca chegou sequer a ser ensaiada. A mentira e o encobrimento permaneceram de 2008 a 2014. O diretor, Cerveró, que produziu o relatório "falho" chegou a ser promovido e só foi exonerado há menos de 1 ano. O outro diretor, que também comandou a operação, está no xilindró negociando uma delação premiada. Os valores são astronômicos, mas não se percebe a mesma perplexidade da presidente, nem a mesma agilidade em estabelecer comissões de inquérito. Ao contrário, o governo fez de tudo para impedir até mesmo uma CPI chapa branca.
Dona Graça Foster continua firme no cargo, mesmo com a lama respingando para todos os lados. Dilma não gosta de fazer prejulgamentos, quer esperar a decisão da Justiça para se pronunciar ou tomar alguma atitude. Dilma é ética; Dilma é competente; Dilma é uma gerentona dura; vai punir severamente o IBGE!
sábado, 20 de setembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Operação Conceição
Quem tem mais "tempo de casa" vai se lembrar. Nos anos 50, Cauby Peixoto fazia sucesso com a canção "Conceição". Na música, se dizia que a Conceição vivia no morro a sonhar e queria subir na vida a qualquer preço, mas ao final ninguém ficou sabendo se realmente conseguiu seu intento.
Diz a letra: "se subiu, ninguém sabe, ninguém viu; só sei que seu nome mudou e estranhos caminhos trilhou..."
Pois a Polícia Federal, que batiza suas operações com nomes tão exóticos e interessantes deveria chamar essa operação que apura os desvios de dinheiro na Petrobras de "Operação Conceição".
Nela estão envolvidos alguns dos maiores "expoentes" da política nacional. Todos ligados entre si pelo doleiro Youssef! Aquele, que em 2004 havia feito um acordo de delação premiada com a Justiça. Aquele, que esteve enfiado até o pescoço na roubalheira do Banestado. Aquele, que, só em Londrina, conseguiu abrir 43 contas de laranjas.
O tal do Youssef (tenho que ficar atento para não confundir com Rousseff) fez acordo de delação premiada, repito, em 2004! Ficou, portanto, mais 10 anos traficando influência e desviando e lavando dinheiro tranquilamente...
A PF e o Banco Central não se deram ao mínimo trabalho de acompanhar a movimentação financeira desse "cavalheiro" mesmo com toda a sua ficha criminal pregressa. Isso permitiu que ele mandasse para fora do país, só entre julho de 2011 a março de 2013, mais de 400 milhões de dólares! Fez, nesse período, 3649 operações fraudulentas!
Da Petrobras a Polícia Federal calcula que ele desviou 10 bilhões!
Ninguém sabe, ninguém viu!
Diz a letra: "se subiu, ninguém sabe, ninguém viu; só sei que seu nome mudou e estranhos caminhos trilhou..."
Pois a Polícia Federal, que batiza suas operações com nomes tão exóticos e interessantes deveria chamar essa operação que apura os desvios de dinheiro na Petrobras de "Operação Conceição".
Nela estão envolvidos alguns dos maiores "expoentes" da política nacional. Todos ligados entre si pelo doleiro Youssef! Aquele, que em 2004 havia feito um acordo de delação premiada com a Justiça. Aquele, que esteve enfiado até o pescoço na roubalheira do Banestado. Aquele, que, só em Londrina, conseguiu abrir 43 contas de laranjas.
O tal do Youssef (tenho que ficar atento para não confundir com Rousseff) fez acordo de delação premiada, repito, em 2004! Ficou, portanto, mais 10 anos traficando influência e desviando e lavando dinheiro tranquilamente...
A PF e o Banco Central não se deram ao mínimo trabalho de acompanhar a movimentação financeira desse "cavalheiro" mesmo com toda a sua ficha criminal pregressa. Isso permitiu que ele mandasse para fora do país, só entre julho de 2011 a março de 2013, mais de 400 milhões de dólares! Fez, nesse período, 3649 operações fraudulentas!
Da Petrobras a Polícia Federal calcula que ele desviou 10 bilhões!
Ninguém sabe, ninguém viu!
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Tudo misturado
Marina é uma incógnita. É a favor ou contra o agronegócio? É a favor ou contra o casamento gay? É a favor ou contra os transgênicos? É a favor ou contra os lucros bancários exorbitantes? Ninguém sabe. Estimo que nem ela mesma saiba porque Marina mistura tudo, inclusive sua fé religiosa, com a atividade política. E se acha coerente.
Se for eleita, o Brasil dará mais uma vez um passo temerário flertando com o desconhecido. Vamos jogar as fichas em uma candidata com muitas contradições; o que vai sair dessa caixa preta ninguém sabe. Podemos ter até uma grata surpresa, mas não apostemos muitas fichas nisso.
Hoje em sua equipe despontam economistas do quilate de um André Lara Resende e Eduardo Gianetti. São pessoas sérias e competentes. Sua mais próxima amiga e avalista junto ao "mercado" é Neca Setúbal, filha de um banqueiro tradicional. Tudo isso tranquiliza de certa maneira o setor financeiro, mas será o bastante? O "setor financeiro" também ficou muito tranquilo na eleição do Lula, depois da Carta aos Brasileiros; e tinha razão, pois nunca fez tanto lucro, como disse o próprio sindicalista. Nem por isso, o país andou melhor. Até desconfio que quando o setor financeiro vai muito bem, o pais vai muito mal. Quem tem que fazer os maiores lucros, em uma economia sadia, é o setor industrial, comercial, de serviços e o agronegócio, aqueles que geram riqueza sólida, não os que geram riqueza no papel e a administram em benefício próprio.
Mas o Brasil tem essa sina de até mudar de governo, mas não muda jamais no que diz respeito à hegemonia bancária, sendo os bancos os maiores, e talvez os únicos, beneficiários dos descalabros administrativos. Um país cuja arrecadação tributária mal dá para pagar a folha e tem que tomar empréstimo dos bancos para rolar uma dívida impagável está condenado a não investir, a não fazer gastos com retorno social, como na educação e na saúde e por aí vai.
Sem cortes brutais nas despesas de custeio do estado, ou seja, na máquina pública, nada vai mudar de verdade. E quem fará isso? É óbvio que não será o PT. Será que Marina teria a visão, a coragem e o apoio político para fazê-lo?
Como é que Marina vai dedicar 10% do PIB em investimentos na educação sem fazer os tais cortes? Só se for aumentar tributos. E aí já tem gente falando até em retorno da CPMF!
Marina diz que vai governar com os melhores! Ótimo, se assim fosse, mas quem é que define quem são os melhores? E sob qual ponto de vista?
Governos de coalizão, de salvação nacional, geralmente são só um saco de gatos, cada um puxando a sardinha para o seu lado e não se andando em direção alguma.
Precisamos é de um governo com metas claras, com objetivos definidos para que se possa enfrentar com firmeza os desafios que vamos ter que enfrentar nos próximos 2 anos, em virtude da recuperação necessária da governança destruída pelos desmandos e desvarios da era petista. Não vai dar para acender uma vela a Deus e outra ao diabo.
Se for eleita, o Brasil dará mais uma vez um passo temerário flertando com o desconhecido. Vamos jogar as fichas em uma candidata com muitas contradições; o que vai sair dessa caixa preta ninguém sabe. Podemos ter até uma grata surpresa, mas não apostemos muitas fichas nisso.
Hoje em sua equipe despontam economistas do quilate de um André Lara Resende e Eduardo Gianetti. São pessoas sérias e competentes. Sua mais próxima amiga e avalista junto ao "mercado" é Neca Setúbal, filha de um banqueiro tradicional. Tudo isso tranquiliza de certa maneira o setor financeiro, mas será o bastante? O "setor financeiro" também ficou muito tranquilo na eleição do Lula, depois da Carta aos Brasileiros; e tinha razão, pois nunca fez tanto lucro, como disse o próprio sindicalista. Nem por isso, o país andou melhor. Até desconfio que quando o setor financeiro vai muito bem, o pais vai muito mal. Quem tem que fazer os maiores lucros, em uma economia sadia, é o setor industrial, comercial, de serviços e o agronegócio, aqueles que geram riqueza sólida, não os que geram riqueza no papel e a administram em benefício próprio.
Mas o Brasil tem essa sina de até mudar de governo, mas não muda jamais no que diz respeito à hegemonia bancária, sendo os bancos os maiores, e talvez os únicos, beneficiários dos descalabros administrativos. Um país cuja arrecadação tributária mal dá para pagar a folha e tem que tomar empréstimo dos bancos para rolar uma dívida impagável está condenado a não investir, a não fazer gastos com retorno social, como na educação e na saúde e por aí vai.
Sem cortes brutais nas despesas de custeio do estado, ou seja, na máquina pública, nada vai mudar de verdade. E quem fará isso? É óbvio que não será o PT. Será que Marina teria a visão, a coragem e o apoio político para fazê-lo?
Como é que Marina vai dedicar 10% do PIB em investimentos na educação sem fazer os tais cortes? Só se for aumentar tributos. E aí já tem gente falando até em retorno da CPMF!
Marina diz que vai governar com os melhores! Ótimo, se assim fosse, mas quem é que define quem são os melhores? E sob qual ponto de vista?
Governos de coalizão, de salvação nacional, geralmente são só um saco de gatos, cada um puxando a sardinha para o seu lado e não se andando em direção alguma.
Precisamos é de um governo com metas claras, com objetivos definidos para que se possa enfrentar com firmeza os desafios que vamos ter que enfrentar nos próximos 2 anos, em virtude da recuperação necessária da governança destruída pelos desmandos e desvarios da era petista. Não vai dar para acender uma vela a Deus e outra ao diabo.
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