sábado, 3 de janeiro de 2015

Velho Ano Novo

Nunca antes nesse país um governo começou tão desgastado quanto esse. Já nasceu com cara de velho e, como não é nenhum Benjamin Button, não rejuvenescerá com o passar do tempo.
Para nós, cidadãos, só resta esperar que os próximos 4 anos passem depressa ou que, no meio do caminho, a Anta tropece em si mesma, ou nos "malfeitos" dos seus comparsas, e acabe sofrendo um "impeachment", processo desgastante e paralisante para um país que precisa urgentemente crescer e pôr a casa em ordem.
Mas, devido à escolha dos nossos compatriotas, não há muito mais o que fazer, a não ser lamentar que dona Dilma nada tenha aprendido nesses últimos anos. Sua insistência no mais-do-mesmo é estarrecedora. Deve-se concluir que essa insistência em agir do modo mais errado possível, não pode ser fruto de só teimosia. Tudo indica que é fruto de uma incapacidade de entender o problema, de compreender o contexto. É uma incapacidade cognitiva, ou seja, em bom vernáculo, é burrice mesmo!
Esse diagnóstico é ainda pior que o outro. Fosse só por teimosia, presunção, prepotência, estaríamos seguros que, na hora em que chegasse próximo ao abismo, recuaria. Sendo por burrice, não há de ver o abismo, nem compreender que se der mais um passo à frente nos lançará no caos.
O ministério montado já no antecipa o que está por vir. Dona Dilma conseguiu o milagre de desagradar a gregos e troianos. Está sendo criticada à esquerda e à direita. E não por causa de suas eventuais qualidades, mas por causa de seus defeitos mesmo.
Essa mulher jamais, jamais, repito, deveria ter enfiado a faixa presidencial pelo pescoço. Ela não tem competência para gerir coisa alguma, muito menos, para conduzir uma nação complexa como a nossa em pleno século XXI.
Basta fazer a pergunta: você votaria nela para ser síndica do seu prédio? Por aí pode se perceber o tamanho da encrenca em que nos enfiamos. E, não nos esqueçamps, a culpa disso tudo é do Exu de Garanhuns, aquela entidade que quer se reencarnar em 2018.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015! (ou A Vaca Tossiu)

Tem gente que ia querer ficar em 2014 mesmo, sem se mudar de mala e cuia para 2015. Mas não tem jeito. O deus Chronos, com seu reloginho impecável, ou melhor, sua ampulheta cuja areia não cessa de cair, não dá essa chance a ninguém.
Os gregos já sabiam: o Tempo é um pai que devora os próprios filhos.
Mas esse fluxo eterno, essa mutação constante, nada mais é que a própria vida, a própria essência do existir. Só não muda o que está fora do Tempo, o que não existe.
Filosofias à parte e voltando à vaca fria, aqui estamos às vésperas de mais um ano novo e, dessa vez, com expectativas muito baixas com relação ao país, sua economia e seu desgoverno. Entramos em 2015, com um ministério pífio, montado pela gerenta, sem um pingo de criatividade, sem uma nota de originalidade. Talvez o mais original tenha sido a escolha de Joaquim Levy para a Fazenda, mesmo assim porque isso foi uma traição explícita da presidenta-eleita às promessas da candidata. E só.
George Hilton no ministério do Esporte, o filho do Jader Barbalho (cujo nome não guardei, nem quero guardar) no ministério da Pesca e Aldo Rebelo no Ciência e Tecnologia, são os símbolos, os emblemas da qualidade com que a gerentona quer conduzir sua próxima aventura governamental. Rezemos!

Frases do Ano - 2014

Abaixo, as frases e as caras de 2014:


  • Essa não é só uma frase, mas vale a pena ver todo o conjunto da obra, inaugurando a série, logo no alvorecer de 2014:

  • Dilma Roussef, avisando que o Petrolão vai virar hidrelétrica:
“Estamos enfrentando essa situação com destemor e vamos converter a renovação da Petrobras em energia renovadora para o nosso país.”

  • Dilma informando a todos que o Brasil não existe:
    “O início do Brasil e o fim do Brasil e o meio do Brasil são os municípios, porque não existe, de fato… nem é União, nem é um estado, um estado fisicamente. Existem, fisicamente, os municípios, as cidades e as zonas rurais”.

  • De Rui Falcão, presidente do PT, dando lição de combate à corrupção: 
“Essa tradição de combate à corrupção é nossa e ninguém nos toma. Nós não estamos lutando apenas agora contra a corrupção. Há muitos anos o PT se notabilizou por defender a ética na política e por combater todas as formas de apropriação privada de recursos públicos”.
  • Dilma Roussef prometendo na campanha:
"...que jamais teremos outro apagão, que as represas estavam cheias [menos em São Paulo, por causa dos tucanos] e que as tarifas da eletricidade não só eram baixas como ainda iriam baixar mais. Mais baixos que as tarifas só mesmo os juros fixados pelo Banco Central; que a economia estava ótima e que não tínhamos inflação".
  • Conclusão de Marcos Maia no relatório da CPMI da Petrobras, antes de, alguns dias depois, concluir o contrário:
"Conclui-se que a aquisição de Pasadena ocorreu dentro das condições de mercado da época, e que a empresa conta, hoje, com um bom e lucrativo ativo”.

  • Nestor Cerveró, surdo e mudo, mas enxergando muito bem:

“Nunca ouvi falar de organização criminosa na Petrobras. Não tenho por que ficar preocupado com a delação do Paulo Roberto Costa”.


  • Guido Mantega, o Inefável, em mais uma crise de auto-elogio:

“Meu grande orgulho é ter liderado a economia brasileira na mais grave crise em oitenta anos”.


  • Graça Foster, a testa-de-ferro, em março, nos informando que quem manda na Petrobras é ela:

"É muito importante que se saiba que a Petrobras tem comando. A Petrobras é uma empresa de 85 mil funcionários e tem uma presidente. Sou eu. Eu respondo pela Petrobras. Temos uma diretoria colegiada que trabalha pela busca da melhoria. E o que precisa ser investigado é investigado nessa empresa. Esse é o ponto fundamental. Aqui, tem normas, procedimentos e ela investiga."


  • Dilma, exercendo sua maior especialidade, construir frases memoráveis:

“Então, eu vou concluir dizendo para a maioria e para a minoria, para todos, por que é que eu dei esse exemplo? Eu dei esse exemplo pelo seguinte, eu quero dizer para vocês que o Brasil só vai para frente se o Pará for para frente”.



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