sexta-feira, 20 de março de 2015

O governo Dilma acabou

Menos de 3 meses depois da posse, o segundo governo Dilma acabou. Melancolicamente. 
Ainda resta lá uma sombra. Como um zumbi, Dilma ainda segue no Planalto, morta-viva, se arrastando entre os cacos das ruínas provocadas por ela mesma e soprando aqui e ali as brasas ainda acesas depois do incêndio.
Ao curvar-se à chantagem do PMDB, denunciada como achaque pelo ex-ministro Cid Gomes (que também não é flor que se cheire, diga-se de passagem), 
Dilma decretou o próprio impeachment.
Quem governa agora é o PMDB! 
Daqui por diante, quando quiser que a zumbi faça isso ou aquilo, o caminho já está traçado. E, o melhor para eles é que quem vai continuar levando pancada é o PT!
Nem nos momentos mais delirantes o PMDB poderia sonhar uma situação como essa: governar e ser oposição ao mesmo tempo! Quem propiciou isso foram os gênios políticos do PT.
Quando se sentava no colo do PMDB, o PT pensava que poderia dominar a cena, que todos iriam "comer na sua mão" e que, aos poucos, ganharia hegemonia suficiente para engolir os aliados e reinar sozinho. Ledo engano!
É isso que dá, subestimar a inteligência dos outros. A prepotência e  a megalomania, aliada à burrice e à falta de contato com a realidade, cedo ou tarde cobra seu troco.
O PMDB é um partido "velho", constituído de profissionais da velha e da nova política. Acostumado a vergar para não ter que ceder. Consciente de que o que faz é só política comum (da boa e da ruim), não pretende ser a salvação nacional, muito menos a salvação da espécie humana! Um partido que consegue abrigar um Pedro Simon e um Sarney, um Jarbas Vasconcelos e um Renan Calheiros, sem maiores conflitos, não pode ser constituído por amadores.
O PT confiou demais na mística e enfiou o pé na jaca. Agora não tem retorno. Toda a esperteza foi por água abaixo. Saiu a esperteza de cena e ficou patente que só existia a velhacaria.
Agora resta a Dilma, para não fazer esse papel, renunciar ao governo e deixar pelo menos o ônus também nas costas do PMDB. Para quem já perdeu o comando, a renúncia traz pouca alteração. O problema continua sendo nosso, cidadãos brasileiros.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Sem noção

O PT não tem, e não quer ter, noção do que é o público e o que é privado. Agora, para espanto de quem ainda pensa no país como uma república, pode se ler no site do ministério da Comunicação   
          "As responsabilidades da comunicação oficial do governo federal e as do PT/Instituto Lula/bancada/blogueiros são distintas. As ações das páginas do governo e das forças políticas que apoiam Dilma precisam ser muito melhor coordenadas e com missões claras. É natural que o governo (este ou qualquer outro) tenha uma comunicação mais conservadora, centrada na divulgação de conteúdos e dados oficiais. A guerrilha política precisa ter munição vinda de dentro do governo, mas ser disparada por soldados fora dele.
O PT se considera dono do governo, ou melhor, dono do Estado brasileiro. Não consegue distinguir, e não distingue, os interesses do partido (que são necessariamente privados) dos interesses da nação, que são públicos. Nesse documento, o ministério diz claramente que o governo tem que fornecer a munição para a "guerrilha política", que deve se travada pelos "soldados" de fora, ou seja, pelos blogueiros contratados a peso de ouro. Ou seja, o PT quer fazer uma guerilha política nas redes e contrata blogueiros mercenários para essa função, mas os paga com dinheiro público.
Diante de tamanha cara-de-pau, pergunta-se: onde anda o ministério público? Ocupado demais com a Lava Jato? Esse ministro tem que ser demitido de imediato! Usar o meu dinheiro para financiar blog sujo? Usar informações de governo em favor de uma entidade privada? 
Por essa e por outras é que cada vez mais pessoas pedem a extinção do PT. Essa organização criminosa, disfarçada de partido, perde cada vez mais o senso das coisas. É desespero, sim, mas o que é que a nação tem a ver com isso? Por que a nação ainda terá que suportar esses estertores, como se fosse a responsável pelos erros que essa organização cometeu? Deviam sair de fininho, mas a prepotência não deixa. O auto-engano não se desgruda dessa turma que sempre achou que tudo podia, que eram enviados dos deuses para redenção da humanidade, que a roda da história sempre giraria a seu favor. Não será agora que vão admitir que tudo foi uma ilusão. Para alguns, os espertos, uma ilusão bem cultivada e lucrativa. Para os demais, idiotas úteis, apenas a dura realidade, mas é isso que eles não querem enfrentar.

terça-feira, 17 de março de 2015

Direitos e Privilégios

No Brasil sempre confundimos privilégios com direitos. Tudo para nós é direito, quando na verdade, na maior parte das vezes, trata-se tão somente de privilégio.
A diferença, que parece simples, no nosso caso é borrada pela tradição de pouco apreço pela cidadania e pela democracia. O direito, que se insere na categoria dos bens democráticos, tem que ser amplo, indiscriminado, universal. Nessa categoria se inserem os direitos à vida, à escolha profissional (não ao seu exercício, que é um privilegio obtido pela formação adequada), à liberdade de expressão, o direito de ir e vir e outros.
Na categoria dos privilégios, que, por definição, não podem ser universais, pois são restritivos, discriminatórios, particulares, estão aguns legítimos e uma grande maiora de ilegítimos. 
Os privilégios, para serem legítimos, tem que ser definidos por lei e aceitos, tanto pelos que dele irão usufruir, como pelos que estarão excluídos de sua abrangência. Por exemplo, ninguém se espanta de só ter o privilégio de exercer a medicina, quem tiver tido a formação médica adequada e a aprovação por quem foi designado para tal. 
É aceito também que o Estado tenha o privilégio da força, desde que exercida nos termos da Lei. O privilégio de julgar tem que ser dado conforme as normas estabelecidas pela sociedade; o de dirigir veículos motorizados também. E assim por diante.
O privilégio é, por natureza, excludente, mas as regras para acessá-lo tem que ser válidas para todos, se o privilégio for legítimo. Qualquer pessoa que quiser ser juiz, ou policial ou médico, tem o direito de postular a função e, se satisfizer as condições para tal, não pode ser impedido de exercer esse privilégio. 
Acontece que no Brasil nos deparamos, a todo momento, com privilégios ilegítimos, espúrios, frutos da nossa histórica desorganização social. Assim, um juiz se acha no "direito" de usufruir do bem de um réu, outro se acha um deus que pode desrespeitar as regras de habilitação para dirigir. E ainda invocam a condição que os privilegia, não para respeitar ou fazer respeitar os direitos dos outros, mas exatamente para desrespeitá-los. E por aí, vamos.
Um agente público se julga no "direito" de desviar dinheiro do Erário para sua conta paticular. Um outro quer ter o "direito" de usufruir de vagas de estacionamento reservada para sua classe. O parlamentar pensa ter o "direito" de ter uma segunda moradia paga pelos cofres públicos, enquanto boa parte da população, que paga o seu salário, não tem nenhuma.  Há privilégios para todos os gostos e classes sociais. A começar pelo acesso diferenciado aos elevadores sociais e aos elevadores de serviço nos prédios de apartamentos. Alí, o privilégio e a exclusão convivem lado a lado.
Em resumo, somos um povo que ama os privilégios e detesta os direitos. É isso que afinal pavimenta o caminho daqueles espertalhões que estão sempre atentos às possibilidades de garantir para si uma fatia maior e melhor do bolo. E o resto que se dane!

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