sexta-feira, 24 de abril de 2015

Genocídios

O século XX poderia ser considerado, entre outras coisas, como o século dos genocídios. Não que nunca os tivesse tido antes. Infelizmente o ser humano é de uma estupidez tal, que a história da humanidade está recheada desses horrores.
Mas o século XX inaugurou uma forma de genocídio patrocinado não por clãs ignorantes ou decorrente de disputas tribais, mas esse século trouxe à tona o genocídio praticado como política pelo Estado moderno. Inaugurou-se o genocídio sem ódio pessoal, o genocídio a sangue frio, burocrático, tal como Hannah Arendt teve a surpresa de constatar diante do nazismo. Foi o que ela chamou "a banalidade do mal" e, por cuja expressão, foi tão mal compreendida.
O século XIX vinha vindo, com a segunda revolução industrial inglesa, forjando uma idéia de "progresso contínuo" e vislumbrado a possibilidade da "paz permanente entre os povos". Seria a vitória da deusa Razão, da deusa Ciência e da deusa Tecnologia sobre o atraso e a escuridão do passado.
O Homem teria atingido seu ápice cultural e a questão que ainda demandaria esforços era globalizar essa civilização, ensiná-la aos demais povos, que ainda viveriam na ignorância e assim, todos seriam felizes para sempre.
Claro que essa mesma revolução industrial estava calcada sobre a penúria de uma classe de pessoas, mas isso também seria temporário e passageiro; o reflexo dessa revolução inglesa no outro lado do Atlântico estaria a demonstrar essa verdade. Afinal o sonho americano prometia a cada um a possibilidade de ascensão e enriquecimento, não importando mais a classe de origem, nem o nascimento.
Essa visão idílica e romântica foi brutalmente destruída no romper do século. A guerra iniciada em 1914 mais uma vez jogou por terra as ilusões de paz permanente e sua brutalidade, até então desconhecida pela humanidade, trouxe talvez pela primeira vez na história o medo do extermínio total.
O homem perdeu ali a sua "inocência" e compreendeu então que, quanto mais progredia tecnologicamente, mais rapidamente caminhava para a possibilidade da autodestruição. 
E, no meio dos troares de canhões e do uso de aeroplanos pela primeira vez como máquinas de morte, surge o fantasma do genocídio, a sombra da morte planejada e proposital de grupos étnicos inteiros como um instrumento de política de um estado.
Esse genocídio inaugural, vamos dizer assim, foi o que hoje faz um centenário. Foi o genocídio dos armênios taõ pouco falado e tão pouco conhecido.
A população armênia que vivia em território do império otomano foi sistematicamente dizimada. De 1915 a 1918 foram mortos 50% dessa população e, como consequência, começou a diáspora armênia pelo mundo. 
Infelizmente, esse genocídio foi seguido por muitos outros, desde o emblemático Holocausto até os atuais ataques do Estado Islâmico contra os djezidis e cristãos assírios e nestorianos.
A selvageria e a ignorância humanas não dão trégua, não deixam vingar o sonho de paz e prosperidade. O homem continua sendo o lobo do homem, até quando não se sabe.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

O que o Procurador procura

Um sonho antigo e recorrente dos brasileiros é ganhar na loteria. De preferência sozinho, ou, no máximo, dividindo com um outro felizardo a bolada de uns 20 milhões!
Que nada! Isso já era! Vinte milhões é fichinha perto das boladas que outros felizardos ganharam roubando a Petrobras.
O prejuízo anunciado ontem foi de 22 bilhões. Dessa conta astronômica, como nunca antes na história desse país tinha ocorrido, 6 bilhões são pura e simplesmente resultantes da corrupção institucionalizada.
Isso é 300 vezes um prêmio de loteca de 20 milhões! Ou seja, o que se roubou na Petrobras, roubo oficial, reconhecido, auditado, daria para pagar um prêmio de loteria de 20 milhões por semana durante 5 anos e 9 meses!
Estamos falando de um valor auditado e reconhecido oficialmente o que deve estar longe do valor real e estamos falando apenas da Petrobras. Há algum ingênuo que acredita que esse esquema foi implantado pelo PT e seus aliados para atuar somente na Petrobras e poupou as demais entidades estatais?
As investigações sequer arranharam a Eletrobras, o BNDES, a Nossa Caixa e o Banco do Brasil.
Os valores são tão absurdamente altos que as pessoas começam a perder até a noção da unidade monetária. Dizer que Fulano roubou 1 milhão, ou 10 milhões ou 100 milhões, tem mais ou menos o mesmo significado para nós, comuns mortais.
Sao cifras que estão fora do nosso alcance na vida diária. O trabalho e as economias de uma vida inteira, para a imensa maioria dos brasileiros, não lhes proporcionará valores que sequer cheguem perto dessas cifras.
E, no entanto, foram sacadas com a maior facilidade dos cofres da empresa mais emblemática do Brasil. Por espantoso que seja,não houve quem o detectasse e a empresa mostrou não ter mecanismos de defesa. O Conselho de Administração, que, nas empresas privadas, é o órgão máximo fiscalizador dos direitos dos acionistas, não serviu para nada. Nada fiscalizou, nada descobriu, nada impediu. E a sacrossanta presidenta do Conselho e ministra das Minas e Energia também foi pega de surpresa e ficou "estarrecida" com as revelações estarrecedoras. Só isso! Ficou estarrecida e pronto, mudou de assunto. Nem mesmo desculpas pediu por sua incompetência para ficarmos na hipótese mais branda.
E o Sr. Procurador ainda está procurando até hoje evidências para investigar essa senhora? Em que mundo de fantasia nós estamos? Na verdade parece que a única coisa que o Sr. Procurador procura mesmo é a sua recondução ao cargo. Nada mais!



terça-feira, 21 de abril de 2015

Lewandowski vai a Ouro Preto e Ouro Preto vaia Lewandowski

O rídículo governador de Minas Gerais, Sr. Fernando Pimentel, escarnecendo de todas as tradições dos mineiros, condecora o Sr. Stédile com a medalha da Inconfidência em Ouro Preto.
Só podia ser mesmo o PT para rasgar a história e jogar no lixo a maior condecoração do Estado.
Justo no dia de Tiradentes, o mártir da nossa independência, que lutou contra a opressão externa e deu a vida pela liberdade, o governador resolve homenagear um homem que prega a ditadura?!!!
Ser possuidor dessa condecoração agora vai igualar vultos históricos importantes para o Estado e para o país, com um reles arruaceiro, um vagabundo, pois não tem ocupação definida e vive com as doações do desgoverno petista à sua organização.
E o presidente do STF, Ricardo Lewandowski também esteve presente à festa, ao novo baile da Ilha Fiscal, como se motivos houvesse para se comemorar alguma coisa.
E, como de hábito, ele e o governador foram vaiadas. As vaias só não foram mais tonitroantes porque: em primeiro lugar o cidadão ouropretano foi impedido de permanecer na praça. Só tinha entrada quem tivesse carteirinha da CUT, MST ou do PT; em segundo lugar, a banda tocava mais forte quando as vaias e o panelaço recomeçava. Vejam o vídeo abaixo.
Isso já estava prenunciado quando, logo após as eleições, a organização criminosa colocou faixas nas ruas dizendo: "Minas agora é do PT"
É assim que eles agem, é assim que eles pensam: que ganhar uma eleição lhes dá a posse do estado e plenos poderes para fazerem o que quiserem. Mas isso está no fim. Não perdem por esperar.
Um partido que se dizia popular ter que se esconder do povo mostra que esse partido já acabou. Já está morto, só falta cair.



Moradores de Ouro Preto indignados denúnciam arbitrariedade. O seu direito de ir e vir cerceado pelo governo de Minas #AlvaroDias #ADComunicaçao
Posted by Alvaro Dias on Terça, 21 de abril de 2015

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