Tem gente que não muda! Acostuma-se tanto com o cachimbo que fica com a boca torta e não aprende. Agora Marina Silva com aquele ar de recém chegada do paraíso, reaparece na mídia deitando falação sobre o momento nebuloso em que vivemos. É contra o impeachment da Dilma porque, diz ela, só admite essa hipótese se houver provas materiais de algum "malfeito" da presidAnta.
Isso é simplesmente o óbvio, não é? A nação não precisa de um guia iluminado para nos dizer isso.
Ao mesmo tempo, na mesma entrevista, sem titubear, diz que Eduardo Cunha deve sair da presidência da Câmara! Quantos pesos e quantas medidas Marina Silva usa para elaborar seus raciocínios?
Longe de mim defender Eduardo Cunha. Se estiver envolvido na Lava Jato que seja investigado e punido. O mesmo porém se aplica à presidente, ou não? Por que teria ela uma imunidade especial? Se a presença do acusado no cargo é indesejável por atrapalhar as investigações, no poder Executivo isso se dá com muito mais intensidade do que no poder Legislativo.
Para Marina ser coerente deveria ser a favor do afastamento da Pomba-Gira antes de mais nada. Mas, para quem viveu tantos anos cercada de "cumpanheros", pedir coerência é um pouco demais. A convivência diária nesse ambiente ideológico deturpa as funções cerebrais, elimina a capacidade de crítica e de análise. É como se fosse um Alzheimer político. A pessoa desaparece e só resta o "pensamento do grupo".
Há vários exemplos de gente culta e inteligente que foi acometida dessa síndrome. Marina Silva é apenas uma delas.
domingo, 2 de agosto de 2015
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Coisas estranhas
Agosto ainda nem chegou e coisas estranhas acontecem no país. A advogada Beatriz Catta Preta abandona não só os casos em que ganhava milhões, abandona a profissão de advogada!!! Há algo no ar, além dos aviões de carreira, dizia o Barão de Itararé.
Quem é que desiste de uma profissão assim em uma semana? Quem é que, em uma semana, desmancha todo um escritório de advocacia, retira todos os livros, arquivos, computadores, deixa as salas limpas? Levou a tralha para onde? Poderia ter até encerrado as atividades do escritório, ao se sentir ameaçada, e depois, aos poucos, ir se desfazendo dos objetos e equipamentos, arrumando lugar para guardar os documentos, os arquivos, vender os computadores (depois de limpos dos arquivos sigilosos, é claro), mas se desfazer de tudo assim, no tapa? Demitir todo mundo e limpar o escritório no supetão? Sem evidentemente acusá-la de qualquer coisa, aliás não há motivo para isso, que é de se achar estranho esse comportamento, lá isso é.
Parece que o objetivo da advogada foi se livrar de algo, isso sim, que era o que a ameaçava.
Vamos esperar para ver. Cedo ou tarde, saberemos.
Outra coisa estranha foi esse "atentado" contra o Instituto Lula. Alguém joga uma bomba caseira na porta da garagem do Instituto, faz um buraco na porta e no dia seguinte, antes de mais nada, o Instituto diz que foi um "ataque político"!
Engraçado que essa história me lembrou imediatamente o episódio Rio-Centro e o caso Celso Daniel. No caso do Rio-Centro, militares planejavam fazer um atentado e culpar os oposicionistas por ele, de modo a recrudescer a ação contra os adversários. No caso Celso Daniel, tão logo se ficou sabendo do assassinato do ex-prefeito, os membros do seu partido vieram logo a público dizer que NÃO foi um crime político, o que sustentam até hoje, apesar de muitos indícios contrários inclusive a morte misteriosa de sete pessoas envolvidas com o caso.
Obviamente isso foi apenas uma associação de idéias, não há provas de nada e portanto, nem o Instituto Lula, nem o ministro Miguel Rosseto, podem dizer que tenha sido um ataque político ou um "atentado à democracia". Estão querendo se fazer de vítimas depressa demais.
Agosto está chegando. Keep calm and Call Mom!
quinta-feira, 30 de julho de 2015
A anta e o dragão
A encruzilhada em que o país foi metido pelo governo incompetente e corrupto do PT parece não ter saída, ou, pelo menos, náo ter saída fácil. Normalmente as economias reagem contra a recessão com o aumento da competição entre os agentes e consequente queda dos preços.
No Brasil, como tudo é ao contrário, a recessão brutal na qual estamos ainda entrando, é acompanhada por uma inflação que se acelera! E por qual motivo isso acontece? Para responder a essa pergunta há que se entender o que está causando a inflação nesse momento.
A inflação brasileira tem origem no governo! As contas públicas desorganizadas e o Estado gastando mais do que arrecada só pode dar em inflação. E, como o Estado não reduz seus gastos correntes, quando a recessão se instala, a arrecadação de impostos diminui e as contas ficam ainda mais deficitárias. Resultado: mais inflação.
As coisas já vinham se deteriorando no final do mandato anterior da Anta, mas no ano eleitoral de 2014, o governo conseguiu maquiar as contas, segurar o preço da gasolina e da energia elétrica, provocando mais deficit, via prejuízos das estatais. O resultado aí está, inegável, insofismável. O deficit no primeiro semestre atingiu a marca estratosférica de 1,6 bilhões e a dívida pública caminha para atingir 66% do PIB.
Nesse cenário uma questão se torna aguda: o remédio ortodoxo para a inflação é o aumento dos juros. Entretanto, aqui eles já são os maiores do mundo, a taxa Selic já é o dobro da popularidade da presidente, a recessão já está instalada e a inflação não cai. Vamos continuar a tomar o mesmo remédio? Ao invés de reduzir os custos do Estado, vamos simplesmente continuar aumentando os juros e contribuindo, com isso, para mais deficit e mais inflação?
Continuo a pensar que será necessário um choque de credibilidade para quebrar esse círculo vicioso. Esse choque só será possível com a saída da Anta e sua gangue do poder. A pergunta é: vamos ter que aguentar isso por mais 3 anos e meio?
No Brasil, como tudo é ao contrário, a recessão brutal na qual estamos ainda entrando, é acompanhada por uma inflação que se acelera! E por qual motivo isso acontece? Para responder a essa pergunta há que se entender o que está causando a inflação nesse momento.
A inflação brasileira tem origem no governo! As contas públicas desorganizadas e o Estado gastando mais do que arrecada só pode dar em inflação. E, como o Estado não reduz seus gastos correntes, quando a recessão se instala, a arrecadação de impostos diminui e as contas ficam ainda mais deficitárias. Resultado: mais inflação.
As coisas já vinham se deteriorando no final do mandato anterior da Anta, mas no ano eleitoral de 2014, o governo conseguiu maquiar as contas, segurar o preço da gasolina e da energia elétrica, provocando mais deficit, via prejuízos das estatais. O resultado aí está, inegável, insofismável. O deficit no primeiro semestre atingiu a marca estratosférica de 1,6 bilhões e a dívida pública caminha para atingir 66% do PIB.
Nesse cenário uma questão se torna aguda: o remédio ortodoxo para a inflação é o aumento dos juros. Entretanto, aqui eles já são os maiores do mundo, a taxa Selic já é o dobro da popularidade da presidente, a recessão já está instalada e a inflação não cai. Vamos continuar a tomar o mesmo remédio? Ao invés de reduzir os custos do Estado, vamos simplesmente continuar aumentando os juros e contribuindo, com isso, para mais deficit e mais inflação?
Continuo a pensar que será necessário um choque de credibilidade para quebrar esse círculo vicioso. Esse choque só será possível com a saída da Anta e sua gangue do poder. A pergunta é: vamos ter que aguentar isso por mais 3 anos e meio?
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